Os blogs estão com os dias contados? Qual o seu futuro?
Desde a época em que os blogs começaram a ganhar destaque na Web, um bom tempo sev passou e muitas coisas novas surgiram e outras mudaram e por isso, é natural pensar que esse tipo de site já não é mais relevante. Há até quem creia que os blogs estejam com os dias contados.
Se você chegou aqui, é porque talvez também pense igual, mas quer ter certeza antes de decidir se para de alimentar o seu ou se ainda é um bom negócio começar um.
Mas será mesmo que o futuro dos blogs é incerto? Será que novos tipos de site ou de interesses das pessoas vão torná-los desnecessários, desinteressantes ou obsoletos? O que há por detrás disso tudo?
No bate-papo de hoje, vamos discutir com mais profundidade a questão, apresentando números, fatos e reflexões a respeito, para que você possa tomar uma decisão consciente e bem ponderada.
Por que os blogs existem?
Não há como tratar com seriedade da relevância dos blogs, sem refletirmos sobre questões como essa.
Há mais de uma razão pela qual os blogs se multiplicaram e em determinado momento se tornaram o tipo de site mais presente e popular da Web:
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Conteúdo – o conceito por trás desse tipo de site sempre favoreceu a criação de conteúdo;
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Atração – conteúdo, se bem planejado, se bem elaborado, continua sendo um fator para atrair pessoas (Inbound Marketing);
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Informação – são uma alternativa bastante eficiente de fornecer informações;
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Diversão – a depender do propósito e do conteúdo, são também uma forma de entreter, de divertir a audiência;
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Identificação – muitos ganharam projeção ao reunir pessoas com paixões em comum (hobbys, esportes, gastronomia, etc);
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Educação – são uma ferramenta eficiente de educação de uma audiência sobre um tema específico;
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Influência – pela combinação das razões acima, mostraram-se um ótimo meio para exercer influência e inclusive contribuiu para a popularização dos influenciadores digitais.
Ou seja, embora muita coisa tenha mudado, essa lista de motivos ainda faz sentido.
Mas ao afirmar isso, muitos dirão: “Se é assim, por que as pessoas dizem que eles estão com os dias contados?”
Por que dizem que os blogs vão acabar?
São algumas as razões que levam as pessoas a dizerem que os blogs estão acabando. São muitos os argumentos, as provas, os indícios, que esses “futurólogos” se utilizam para cravar o fim desse tipo de site. Aliás, basta que algum blog consagrado ou popular deixar de ser atualizado, para que o assunto volte à tona.
Mas nosso objetivo não é alimentar mais polêmica a respeito, mas refletir sobre dois momentos que de fato acenderam o alerta naqueles que mantém um blog.
O avanço das redes sociais
Todas as vezes que alguma rede social começou a ter destaque, o que se observou é que muitos blogueiros começaram a ter que se dedicar a produzir conteúdos destinados a essa nova rede.
Isso exigiu mais trabalho. Sim, produzir conteúdo para um blog, uma rede social constituída em vídeos, outra em imagens e uma quarta baseada em texto, requer muita dedicação, tempo e investimento.
Por conta disso, é óbvio que muitos daqueles que já produziam grandes volumes de conteúdo e com muita frequência para o blog, tivessem que enfrentar alguns impasses:
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Qualidade do conteúdo – para não abrir mão da qualidade do conteúdo produzido, precisaram priorizar um ou outro canal;
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Monetização – entre os critérios de escolha, a monetização teve grande peso na escolha das mídias;
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Público-alvo – a preferência e a popularidade do seu público-alvo por alguma rede social, foi outro critério importante. É preciso falar onde o seu consumidor está;
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Produção do conteúdo – se engana quem pensa que basta ligar a câmera e dizer tudo o que se escreveu no post do blog, fazer o upload para a plataforma da rede social e colher os resultados.
Esses e outros fatores, obrigaram muitos – especialmente os influenciadores – a escolher e reduzir seu campo de atuação.
No entanto, e apesar de todas as previsões que decretaram o fim dos blogs ao longo dos últimos anos, eles ainda estão por aí. Vários já não existem mais, é verdade, mas quantos sites de todos os tipos também não? E para cada um que “fechou as portas”, dois ou mais surgiram no seu lugar.
Ao avaliarmos algumas das justificativas da sua sobrevivência, fica fácil entender os porquês:
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Função – apesar de algumas redes sociais terem conteúdos similares aos blogs, a função da rede é essencialmente outra;
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Gerações – o comportamento de cada geração é diferente no consumo de conteúdo, especialmente as mais velhas que ainda privilegiam os conteúdos textuais, geralmente mais amplos e profundos;
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Liberdade – nas redes sociais não há liberdade plena, pois os conteúdos precisam estar em conformidade com as políticas de cada empresa;
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Alcance – diferentemente do que alguns acreditam, nem todo mundo está nas redes sociais. Ao limitar a presença digital a elas, perde-se um contingente imenso de possíveis interessados ou de clientes potenciais;
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Nicho – muitos dessa categoria de site contém um rico acervo de informações sobre um nicho específico, algo mais difícil de encontrar em certas redes sociais;
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Não influência – muitos dos visitantes não fazem o acesso porque são seguidores do “blogueiro”, mas pelo interesse no conteúdo oferecido;
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Profissional – o sucesso de muitos blogs corporativos mostra a demanda por conteúdos relacionados à determinadas áreas profissionais, como por exemplo, Marketing Digital ou Segurança Cibernética.
Ou seja, o visitante de um blog pode ter diferentes motivações para acessá-lo e que não necessariamente uma rede social consegue satisfazer.
O avanço da Inteligência Artificial
O segundo momento que pareceu decisivo para decretar a extinção dos blogs, foi a popularização dos grandes modelos de inteligência artificial.
Por que alguém buscaria uma resposta em um longo blog post, cheio de texto, se agora o ChatGPT, o Copilot, o Gemini ou as demais IAs conversacionais, podiam dar a mesma resposta muito mais rapidamente?
Da mesma forma que foi por ocasião da popularização das redes sociais, aqui também não há só uma razão:
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Paixão – conforme já mencionamos, muitos blogs funcionam como um ponto de encontro, reunindo internautas apaixonados pelo seu assunto central;
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Completude – geralmente por se concentrarem em um assunto, fornecem informações mais completas e precisas a respeito, atendendo melhor aqueles que precisam de mais profundidade da informação que uma resposta simples de IA;
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Precisão – no atual estágio da IAs, sabe-se que ainda não há exatidão em 100% das respostas ou podem acontecer as chamadas alucinações de IA. Especialmente no caso dos blogs que são referência em um tema (autoridade tópica), o conteúdo é mais preciso, mais confiável;
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Influência – a confiança no conteúdo, na sua veracidade, na sua qualidade, na riqueza e originalidade, que produz os seguidores;
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Fidelidade – o visitante que é fidelizado por um blog, não busca só respostas pontuais, mas também novidades, conhecimento, satisfação do seu interesse e até entretenimento.
A lista acima pode ser até maior, mas já é suficiente para demonstrar que apesar das IAs generativas até “roubarem” alguns visitantes ocasionais dos blogs, a questão aqui é finalidade. Em outras palavras, se a finalidade do acesso não for a obtenção de uma resposta sucinta ou um breve esclarecimento, um blog pode ter muito mais a oferecer.
Em outras palavras, o blog em 2026 não tem o papel de dar uma resposta rápida (isso a IA faz), mas de ser a fonte da resposta. Sem blogs, a IA não tem de onde aprender. Ter um blog hoje é garantir que a sua marca seja a base do conhecimento que a IA entrega.
Fatos e números sobre os blogs
Para alguns, tudo o que apresentamos até agora já bastaria para sustentar que os blogs ainda são relevantes em 2026.
Porém, se você pertence ao grupo dos mais céticos, vamos apresentar números e fatos que são facilmente confirmáveis em sites como WordPress.com, Worldometer, Backlinko, Bloggerspassion e Demandsage:
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Há mais de 1,9 bilhão de sites diversos no mundo, sendo que cerca de um terço deles (mais de 600 milhões!), são blogs;
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Mais de 400 milhões de pessoas no mundo veem mais de 20 bilhões (com B!) de páginas mensalmente, somente no WordPress.com, a plataforma online de criação de blogs;
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O Tumblr (plataforma de microblogging e rede social) registrou mais de 600 milhões de blogs;
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Todos os dias mais de 10 milhões de novos blog posts são publicados;
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Cerca de 80% das empresas usam blogs como ferramenta de Marketing;
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Os blogs podem aumentar em 55% o tráfego online de uma empresa;
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Pequenas empresas que possuem blogs experimentam 126% mais crescimento de leads do que aquelas que não o fazem;
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Negócios B2B com blogs geram 67% mais leads;
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O conteúdo do blog B2C recebe 9,7 vezes mais compartilhamentos, do que outros conteúdos online;
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80% das empresas que constam da Fortune 500 mantêm um blog corporativo;
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Um terço dos profissionais de Marketing afirma que os blogs são o melhor canal para ações online. Outro terço desses profissionais creem que o Marketing de Conteúdo é a estratégia mais eficiente, reforçando que a forma escrita do conteúdo ainda tem valor no mundo atual centrado no visual;
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Consumidores que encontram seu conteúdo nos motores de busca têm uma taxa de fechamento 8 vezes maior do que aqueles que não são encontrados;
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Uma pequena pesquisa da HubSpot indica que aproximadamente 83% dos usuários da Internet leem blogs pelo menos uma vez por mês;
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61% de todos os consumidores fizeram uma compra depois de ler uma recomendação de blog;
A despeito dos fatos, logo mais alguém vai voltar a dizer que eles estão com os dias contados, mas além dos dados acima, ainda há mais elementos para contestá-los quando isso acontecer...
Por que os blogs não vão acabar?
Em parte e indiretamente já respondemos a essa pergunta, mas dá para ir além.
Enquanto houver motivação por parte de alguém para escrever sobre algo que é apaixonante para outra pessoa, haverá espaço para os blogs.
Mas há outras importantes razões para afirmar que não, os blogs não vão acabar!
WordPress
Outro importante e bom motivo, é o WordPress. Essa plataforma Open Source e gratuita de criação e administração de blogs – e de vários outros tipos de site – oferece uma gama de possibilidades quase infinita, por meio das permanentes e sucessivas implementações de recursos conseguidos por meio dos plugins.
Graças aos plugins – e ao próprio CMS – é possível adequar periodicamente um blog às mais recentes demandas da Internet. E se não fosse suficiente, em questão de minutos e com alguns cliques de mouse, é possível instalar um plugin que integra o conteúdo do Instagram, do Facebook ou do YouTube ao blog.
Com essa facilidade e que dispensa muito conhecimento e/ou investimento, um blog passa a ser um centralizador de tudo, coisa que nenhuma das redes sociais citadas é capaz. Ou seja, você pode ter texto, fotos, vídeos e o que mais imaginar, tudo no SEU blog!
O blog é seu!
Se você tem ou pretende ter um, ele será seu enquanto quiser e puder.
De tempos em tempos, as redes sociais promovem alterações nos seus algoritmos e nas suas políticas, que impactam como o conteúdo é apresentado aos usuários da rede. Isso afeta sensivelmente os produtores de conteúdo, sejam as marcas e empresas, sejam os influenciadores.
Esse é um, dentre muitos exemplos de mudanças de rumos que as redes sociais podem adotar, contrariando seus interesses, as suas expectativas e todo o trabalho que tenha sido feito.
Não bastasse isso, da mesma forma que o Orkut acabou e ninguém pôde fazer nada a respeito, qual será o impacto para seu negócio com o fim das redes sociais?
Já um blog, é seu. Desde que queira e possa mantê-lo, por meio da manutenção do seu domínio e da sua hospedagem, é você quem decide os seus destinos.
Você não fica limitado aos recursos de terceiros, à aparência pasteurizada, às diretrizes de monetização, às regras e às vontades de uma empresa que visa apenas os seus próprios lucros.
Não confunda alhos com bugalhos!
Pode parecer estranho aos mais novos, que podem perguntar: “o que quer dizer não confunda alhos com bugalhos?”.
Para esses, recomendamos a leitura no blog “Leitura e Contexto”, que está firme e forte desde 2009 e que é um legítimo exemplar de blog, mantido pela Ana Luiza Chaves!
Mas voltando ao assunto, o Facebook, o Instagram, o YouTube, ou a rede social que você imaginar, não são blogs. Nem mesmo são parecidos como alhos ou bugalhos. Não confunda as coisas!
Ou seja, quem gosta de ler e que busca um blog, não vai trocar bons textos, pelo Instagram. Da mesma forma que o Facebook não compete com o YouTube.
Cada coisa no seu lugar, cada um com seu espaço.
Conteúdo, estilo e amor!
Bem antes dessa ladainha sobre a morte dos blogs, quando eles ainda eram o maior destaque da Internet, pode-se dizer que o que fez deles o que são, foram três coisas – conteúdo de qualidade, identidade e amor.
Amor em torno do tema ou do conjunto de temas sobre os quais um blog desenvolve seu conteúdo. Essa é uma importante mola motriz de bons conteúdos. E por isso que não é possível afirmar o que vem primeiro.
A qualidade do conteúdo é importante para o trabalho de SEO, de Marketing de Conteúdo e de tudo que tem relação para que você – ou seria seu blog? – seja encontrado e valorizado.
Já a identidade, resultado da forma como apresenta os assuntos aos seus leitores (estilo de escrita e linha editorial), é o que fará com que as pessoas vejam com simpatia seu conteúdo.
Ao unir bem esses “ingredientes”, você garante que o internauta adicione seu blog aos favoritos e que retorne amanhã, mês que vem, no próximo ano e enquanto você estiver disposto a justificar a confiança depositada no seu conteúdo!
Há quem chame isso de fidelização!
Nada é eterno
Por essa razão, não é possível dizer com total certeza que não vão acabar um dia.
No entanto, se conseguimos apresentar adequadamente nossos conceitos a respeito, não é difícil enxergar que juntando todos os conceitos fundamentais, o prognóstico será altamente favorável.
Planeje o conteúdo, pense em quem vai consumir (a persona), escolha bem os ingredientes (os assuntos), cuide da execução (Storytelling, Copywriting e Brainstorming), da apresentação (a linguagem e o estilo de escrita) e dos acompanhamentos (recursos do blog), apresente ao seu público (SEO, GEO e busca orgânica), mas sobretudo, faça com empenho e o resultado não pode ser outro.
E no final, quando mais alguém questionar o futuro do seu blog, você já saberá a resposta!
Conclusão
Em resumo, um blog bem concebido é uma das estratégias de Marketing de Conteúdo mais poderosas e econômicas para a Web, especialmente em termos de resultados de longo prazo. Ele permite que as empresas construam sua autoridade, melhorem sua presença orgânica, eduquem seu público e gerem leads qualificados – tudo em uma única mídia.
Agora que você já sabe que os blogs estão mais vivos do que nunca, que tal criar o seu blog profissional do jeito certo?


