Como usar a linguagem na produção de conteúdo?

Produzir conteúdo para um site, um blog ou qualquer tipo de site, pode representar um grande desafio, especialmente quando não se tem a prática, a experiência. Entre todos os obstáculos que alguém precisa superar, há a linguagem. Que linguagem adotar? Como comunicar? Como entreter? Como reter sua audiência usando uma linguagem apropriada?

A notícia boa para quem tem essas e outras dúvidas, é que tudo isso pode ser aprendido. São habilidades que podem ser desenvolvidas a partir do conhecimento e do exercício de alguns conceitos básicos e até mesmo intuitivos.

Por isso, se você precisa criar conteúdos e não se sente confortável, chegou a hora de mudar!

O que é linguagem?

Antes de ir além e colocarmos a mão na massa, é preciso certificarmo-nos que alguns conceitos estejam bem claros.

Muita gente confunde língua e linguagem. É natural. Nem todos são linguistas ou gramáticos ou mesmo bons conhecedores do idioma pátrio e dos detalhes que dele fazem parte.

Língua ou idioma, é o conjunto de códigos ou palavras que são usados por um grupo ou uma nação. Assim, a língua portuguesa, é o conjunto de palavras usadas inicialmente pelos portugueses para comunicarem-se e que hoje é falado em vários países, incluindo o nosso.

Já a linguagem envolve tudo que usamos para nos comunicar, transmitir ideias, sentimentos, situações. A linguagem faz uso do idioma ou da língua, mas faz uso de recursos que vão além e que não dependem de qualquer língua, até mesmo se não houver nenhuma.

Quer um exemplo? Libras ou a linguagem dos sinais, usada pelos deficientes auditivos. Um determinado sinal realizado com as mãos, tem o mesmo significado para o brasileiro ou o alemão. Quer outro? Os emojis! Sim, os emojis que você envia ou recebe, são uma forma de linguagem, na medida em que eles comunicam uma ideia a quem os visualiza.

As placas de trânsito fazem uso de uma linguagem por imagens e que não depende de palavras.

Portanto, linguagem é tudo que permite comunicação e que não é necessariamente verbal, como na língua. Não requer o uso das palavras, sejam elas escritas ou faladas.

Mais que isso, a linguagem assume variações de acordo com o contexto em ela é exercida. Um exemplo já foi dado. O uso da linguagem dos sinais. Mas vai bem além!

No meio médico, entre advogados e juristas, entre nerds e tantas outras profissões, há termos e expressões que são usados com frequência e que aqueles que não fazem parte desses meios ou grupos de pessoas, não conhecem ou mesmo quando conhecem, não os utilizam no seu dia a dia. É o chamado jargão da área ou simplesmente jargão.

A linguagem também varia de acordo com a classe social, com a região geográfica, com as faixas etárias e até de acordo com os diferentes grupos étnicos.

Tudo que caracteriza um grupo, pode ser um motivo ou razão para desenvolvimento de variações da linguagem.

Por que a linguagem é importante?

Apesar de já parecer óbvia a importância da linguagem, vamos além.

E ao ir além e tratar de outros aspectos de relevância ou importância da linguagem, estamos sendo redundantes. Mas redundância é recurso da linguagem.

Usar de redundância, é importante quando se pretende certificar-se que um conceito – ou muitos – estejam claros e tenham sido compreendidos pelo seu interlocutor, ou aquele a quem você direciona uma mensagem, afinal o objetivo principal da linguagem é exercer comunicação.

Comunicação eficaz, é a troca da informação entre duas ou mais pessoas, sem a ausência de ruído, sendo que ruído aqui não é necessariamente o barulho que lhe impede de ouvir, mas tudo que atrapalha o recebimento e compreensão da informação por parte de alguém.

Ao utilizar palavras que o outro não conhece, há ruído na comunicação. Por outro lado, quando usamos no segundo parágrafo “relevância ou importância”, usamos dois termos sinônimos para diminuir a possibilidade de que alguém não compreendesse o que queríamos dizer. Foi redundante.

Usar a linguagem apropriada, exige conhecer tão bem quanto possível, o seu público. A persona. A pessoa típica ou padrão que reúne o conjunto de características que o permite enquadrar em um grupo.

Assim, uma palestra ou mesmo o texto de um site, direcionado a um grupo de médicos, deve ser diferente em termos de variação de linguagem, do que tem como público, operários de uma indústria, sem mérito ou demérito ao primeiro ou segundo grupo.

São apenas personas diferentes e se o linguajar – a variação no uso da linguagem – não for condizente com o perfil da audiência, a mensagem está sob risco de não ser compreendida.

Um outro exemplo que torna evidente é o das palavras eficiência e eficácia. Ao consultá-las em dicionários, em muitos elas são tidas como sinônimos.

Mas muitos autores de livros de administração colocam-nas como diferentes e assim, uma pessoa eficiente, é uma pessoa que faz certo a coisa. Já o colaborador eficaz, é o que faz a coisa certa. Percebe a diferença?

Há uma sutil diferença, mas há. O eficiente faz de modo correto tudo que lhe é atribuído. O eficaz, entre tudo o que tem para fazer, opta pela melhor escolha ou aquela que produz o melhor resultado.

Por aspectos como esses, fazer o uso correto da linguagem pode significar a diferença entre fazer-se compreendido, ou parecer um grego falando.

Como usar a linguagem na produção de conteúdo?

Quando escrevemos no primeiro parágrafo do primeiro subtítulo (O que é linguagem?), “Antes de ir além e colocarmos a mão na massa”, usamos o que se conhece por figuras de linguagem. Não vamos a lugar algum e não colocaremos a mão em qualquer tipo de massa. Mas deve ter ficado claro à maioria, o que queríamos dizer. Esse é um exemplo de uso da linguagem.

Você não precisa saber o que é catacrese, metonímia, polissíndeto, hipérbole ou eufemismo e que são todos nomes de figuras de linguagem. Você pode até saber, mas não precisa para usá-las. E na frase anterior, usamos a elipse, outra figura de linguagem.

As figuras de linguagem e os recursos da linguagem, ajudam e devem ser usados em diversas situações.

A frase do parágrafo acima em que usamos a elipse, poderia ser reescrita assim: “Você pode até saber seus significados, mas não precisa saber seus significados para usar as figuras de linguagem”.

A elipse é a ocultação de termos sem prejuízo para a compreensão. Utiliza-se quando se quer algo mais simples, mais direto e no caso em questão, mais elegante, afinal não é necessária a repetição de todos os termos que foram omitidos.

Entender as figuras de linguagem, ajuda a transmitir melhor as ideias que se pretende passar ao seu público, usando-as na medida e no momento certos. Torna o texto – e seu conteúdo – mais fluído ou simples e agradável para leitura.

10 dicas de como usar a linguagem na criação de conteúdos

Agora que você já entendeu como a linguagem é decisiva ao criar conteúdo do seu blog ou do site institucional que está criando, vamos ao lado prático da coisa.

Elaboramos um conjunto de dicas de como pensar na linguagem que será adotada, os recursos e as figuras de linguagem que podem enriquecer e tornar seus textos mais úteis aos seus visitantes.

  1. Antes de mais nada, conheça muito bem a persona, ou seja, o perfil predominante do seu público. Você pode até ter mais de uma persona, mas evite ser muito abrangente, pois isso pode comprometer o alcance e acima de tudo, inviabilizar um direcionamento de quem você pretende atingir. Sem saber para quem você escreve, não há como escolher a linguagem mais apropriada e consequentemente uma compreensão ampla do conteúdo;

  2. Só utilize o jargão ou o linguajar específico de um grupo, se o conteúdo for exclusivamente direcionado a tal público;

  3. Considere o uso moderado de redundância, explicando termos que sejam menos conhecidos;

  4. Exemplos são recursos importantes. Sempre os utilize para reforçar os conceitos mais importantes e para diminuir as chances de incompreensão do conteúdo por parte do leitor;

  5. Metáforas são um tipo de figura de linguagem muito comuns e que ajudam a facilitar a compreensão;

  6. Ainda com o objetivo de garantir que os conceitos sejam entendidos completamente, faça uso de analogias, sempre fazendo comparações com situações muito conhecidas;

  7. Outro recurso de linguagem que é bastante útil para desenvolver as ideias e explicar conceitos, é usar a semântica ou significado das palavras-chave de um texto;

  8. Da mesma forma que a semântica, a etimologia – estudo da origem das palavras – é outro recurso linguístico que pode e deve ser usado para desenvolver ideias e explicar conceitos;

  9. Use e abuse dos sinônimos, tanto no mesmo parágrafo – como quando usamos “relevância ou importância” – como ao longo do texto, começando sempre a partir do termo mais popular, para o menos popular;

  10. Use de ênfase em tudo o que é mais importante. Um exemplo de como enfatizar algo, é usar a figura de linguagem conhecida como anáfora, como no trecho: “...é preciso acabar com os vírus, acabar com os trojans, acabar com todo tipo de malware, acabar com tudo que ameaça a segurança…”. A repetição da palavra “acabar”, dá ênfase ao que se deve fazer. Mas cuidado ao escolher o que é importante;

Sobretudo e independente do uso dessas dicas ou de quais recursos de linguagem, lembre-se de construir um texto que tenha coesão entre os elementos usados, que seja comunicativo, que cumpra o seu objetivo, que é trazer pessoas ao seu site e quando saírem, estejam satisfeitas com o conteúdo encontrado.

Com o tempo e a prática, a linguagem deve fluir com naturalidade e fazer parte do seu estilo de escrita.

Evolua lendo muito sobre todo tipo de assunto. Diferentes autores e diferentes temas, enriquecem nossa experiência de colocar ideias em palavras, bem como apresentam-nos novas possibilidades.

Sucesso no seu próximo texto!

Conclusão

Saber fazer uso dos recursos e figuras de linguagem, bem como os diversos aspectos linguísticos, é um requisito fundamental para produzir conteúdos que sejam atraentes e comunicativos para o público do seu site, do seu blog, ou qualquer tipo de site.

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