8 principais erros em SEO e como fazer certo
Basta procurar um pouquinho para encontrar montes de conteúdos que prometem dicas infalíveis de SEO (“Apareça no topo em uma semana!”), que se devidamente aplicadas, garantirão ótimos resultados. Mas será mesmo?
É compreensível se deixar seduzir por esse tipo de promessa, especialmente quando não se é profissional no assunto.
O problema é que SEO não é uma coleção de dicas, tampouco uma “receita de bolo” infalível.
As consequências de quem acredita nisso, são sabidas: perda de tempo, frustração e nenhum resultado que justifique o trabalho.
Quer conhecer os principais erros e como passar a fazer certo? Então vem com a gente…
O que SEO não é?
Não dá para começar esse bate-papo por outro caminho que não seja o de derrubar mitos e enganos que ganharam força em cima de informação rasa, pouca seriedade e compromisso e até alguns vendedores de ilusões que só se preocupam em garantir alguns cliques.
Da mesma forma que devemos desconfiar de quem garante conhecer os todos segredos do sucesso profissional e que promete te entregar todos de graça, também não dá pra confiar em quem faz o mesmo com SEO, não é?
Se fosse tão simples assim, teríamos milhões de sites se alternando na primeira página dos buscadores, apenas porque seus responsáveis aplicaram rigorosamente as dicas reveladas.
SEO não é:
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Conjunto de técnicas para posicionar bem um site nas SERPs (página de resultados dos motores de busca);
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Receita de bolo, ou seja, seguir um conjunto de passos e ao fim o resultado estará garantido;
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Ações isoladas e independentes que podem ser adotadas em cada conteúdo feito;
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Um conjunto de normas para “satisfazer” os algoritmos dos sites de busca;
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Sistema de pontos ou notas e quem somar mais, sobe no ranking geral;
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Resultado imediato ou mágico que independe de consistência e qualidade do conteúdo.
Nesse ponto se você é mais um dos milhões que acreditou em alguma das falsidades acima, deve estar se perguntando: “Então o que é SEO?”.
O que é SEO?
Esqueça todas as definições que pouco dizem e que tentam vender “A cartilha definitiva de SEO”.
SEO é sobre ser útil e satisfazer da melhor maneira possível os usuários!
Calma! Reflita conosco e para isso, responda: Qual é o produto da pesquisa do Google?
Resumidamente podemos dizer que o seu produto é INFORMAÇÃO que satisfaça as seguintes condições:
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Precisão, completude e objetividade;
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Solucione problemas ou dores das pessoas;
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A fonte das informações seja confiável (tenha experiência e autoridade no assunto);
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Tenha um tom de voz, uma linguagem que comunica com seu público com eficácia .
O sucesso do gigante das buscas aconteceu por conta da sua permanente obsessão em identificar o que cada pessoa necessita, deseja e espera em cada pesquisa (intenção) e lhes entregar logo na primeira página de resultados, de preferência nos primeiros links.
De fato, os responsáveis pelo algoritmo vêm tendo sucesso nesse propósito, já que são poucos os casos nos quais os internautas precisam avançar para a segunda e, menos ainda para a terceira páginas de resultados.
Portanto, se você entendeu o que está por trás de tudo, seu trabalho não é agradar o Google, mas o internauta que faz cada pesquisa. Quanto mais seu conteúdo se aproximar de agradar as pessoas, mais próximo ele estará do topo.
Visto de outra forma, SEO é sobre como mostrar ao “procurador dos internautas” – isso que o Google é, um procurador – que seu site tem o conteúdo que satisfaz plenamente as pessoas.
Agora que você tem uma nova visão sobre SEO, cremos que ficará mais fácil compreender os erros mais comuns a respeito.
Os 8 principais erros no trabalho de SEO e como resolvê-los
Antes de matarmos a curiosidade da maioria, se fomos felizes no esclarecimento inicial, deve estar claro que há muito mais erros do que apenas 8, certo?
No entanto, ao nos concentrarmos em apenas 8 equívocos, bastará para demonstrar o verdadeiro caminho que precisa ser percorrido. E ao mencionar caminho, o primeiro grande erro tem total relação.
1. Não há prazo
A primeira grande ilusão é não compreender que não há prazo estipulado para os resultados acontecerem, o que gera apreensão, afinal cada vez mais os negócios precisam apresentar números e que sejam melhores do que dos seus concorrentes.
Tem a ver com o caminho a ser percorrido, porque há o primeiro passo, mas não há o último e você não chegará a um destino.
Além disso, não confunda as coisas, porque alcançar a primeira página do Google e quem sabe até o topo dos resultados, não é garantia que você permaneça lá. Não é indicativo de que o trabalho – ou o caminho, se preferir – foi finalizado.
Como resolver o erro #1?
Ao trabalhar o SEO, tenha em mente que:
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A Internet é dinâmica, porque os clientes também são e se você já não se esqueceu do que falamos, é ele (o cliente) que precisamos satisfazer. O que as empresas faziam para vender sapatos, carros, música ou comida há 10 anos, hoje não funciona. Na Web, também não e, portanto, esteja atento às tendências por meio de pesquisas, métricas e o próprio feedback que os clientes dão;
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O trabalho é integrado e requer consistência. Lembra que SEO não é feito de ações isoladas e independentes? As ações em uma página têm pouco efeito – quase nenhum – no todo. Pense no site como um instrumento de utilidade;
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Autoridade – que é um fator de peso – se constrói com o tempo e precisa ser alimentada constantemente. Não se esqueça que seus concorrentes continuam trabalhando;
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Trabalhe a autoridade tópica (Topical Authority), que também depende de tempo e da atenção dedicada aos tópicos (assuntos) que são mais importantes sob a ótica do cliente;
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O que foi feito errado no passado, não contribui para o que você faz certo hoje. Ao contrário, pode até pesar negativamente. Ou seja, esteja atento aos erros, admita-os e trabalhe para corrigi-los.
Aliás, esse último fator acende um alerta importante. Todo bom conteúdo que não foi trabalhado corretamente, em algum momento deve ser refeito sob o novo conceito, começando pelo evergreen e aqueles que contribuem para autoridade tópica.
2. Conteúdo fraco
Conteúdo fraco não é apenas um texto curto. É todo conteúdo que não passa confiança.
O Google utiliza um critério chamado E-E-A-T, que basicamente avalia se quem escreveu tem Experiência real (Experience), Especialidade no assunto (Expertise), Autoridade no tema (Authoritativeness) e, acima de tudo, se a fonte das informações é Confiável (Trust).
Muitos sites pecam por serem genéricos ou superficiais demais:
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Falta de fundamentação – os textos se parecem com manuais traduzidos, sem a vivência de quem realmente resolve o problema do cliente no dia a dia;
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Superficialidade – conteúdos que não respondem todas as dúvidas. Se o leitor precisa sair do seu site para completar a informação em outro lugar, seu conteúdo falhou;
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Voz de robô – conteúdos frios e pasteurizados, geralmente gerados por IA sem nenhuma revisão humana, o que acaba ligando o alerta de "SPAM" nos buscadores.
Como resolver o erro #2?
O segredo é colocar "alma" e autoridade no que você escreve:
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Mostre vivência – utilize exemplos reais, cases de sucesso ou erros que você já cometeu mas que serviram para seu aprendizado e evolução. Isso prova sua experiência;
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Seja completo – antes de escrever, entenda como o Google avalia a qualidade. Para entender melhor como o buscador diferencia o que é útil do que é "lixo eletrônico", vale a pena ler nosso post sobre o “Core Update de Março/24 e conteúdos feitos por IA”;
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Foque na simplicidade – se você está começando agora, não tente usar termos difíceis para parecer bom no que faz. A clareza e a utilidade são as melhores provas de autoridade;
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Escaneabilidade – use subtítulos, negritos e listas. O conteúdo precisa ser fácil de "bater o olho" e entender;
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Esclareça de modo amplo e objetivo todas as principais dúvidas do seu público;
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Dê solução às suas dores e aos problemas reais;
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Entregue conteúdo útil e, portanto, que busca satisfazer os requisitos anteriores. Entenda melhor a questão lendo o post “Core Update de Agosto/2024 e os conteúdos úteis pra valer!”.
3. Palavras-chave não são tudo
A importância das palavras-chave é imensa e o próprio Google cresceu sobre esse princípio, mas é algo que já ficou para trás faz tempo.
Por conta disso, muitos acham que construir todo o conteúdo em volta delas, basta, Não é assim que funciona. Nunca é demais ressaltar que há muita importância, mas é preciso critério e propósito.
Aliás, ter um conteúdo com com dezenas de ocorrências não o tornará elegível a posicionar bem. Pode até surtir efeito contrário, pois pode ser considerado SPAM. Por isso, não crie conteúdos que sejam apenas um amontoado de palavras-chave, sem sentido e de leitura cansativa.
Como resolver o erro #3?
Palavras-chave são de fato elementos centrais quando:
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Quando fazem parte de um contexto e sua ocorrência é justificável;
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Podem ou até devem estar associadas a sinônimos, os quais os internautas podem utilizar nas pesquisas;
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São utilizadas com coerência, lembrando que os algoritmos são mais inteligentes do que já foram;
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O conjunto das informações onde estão inseridas, é útil ao leitor;
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Não são o fim, mas um meio para o visitante encontrar o que realmente importa – mais informações;
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Palavras-chave de cauda longa dão mais especificidade ao assunto, ou seja, trazem os visitantes para os quais a intenção de busca é mais alinhada com suas necessidades e desejos;
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São utilizadas para responder tão bem quanto possível, o maior número de perguntas.
A “dica de ouro” é que um bom trabalho de palavras-chave, envolve conectar o conteúdo relativo a elas com outros relacionados e é do que trata o próximo erro.
4. Link building interno
Quando se fala em link building, a maioria das pessoas pensa apenas em links externo, aqueles que outros sites apontam para o seu. Mas o link building interno, ou seja, a forma como você conecta as páginas do seu próprio site, é igualmente estratégico, mas lamentavelmente muito negligenciado.
São vários os erros cometidos nesse aspecto, mas o mais frequente é concentrar todos os links internos em uma única página, geralmente a home page ou a página de produtos / serviços principais. A lógica por trás disso parece simples: “se eu direcionar o máximo de "força" para essa página, ela terá mais chances de aparecer bem posicionada”.
O problema é que essa abordagem ignora dois fatos fundamentais:
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A home page não é a única porta de entrada. Na prática, os usuários podem chegar ao seu site por diferentes páginas: artigos de blog, páginas de produtos, conteúdos específicos. Se você só direciona links para a home, essas outras páginas ficam "órfãs" e com menos relevância aos olhos dos buscadores;
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A estrutura de links precisa ser natural e útil para quem navega. Um site bem estruturado conecta conteúdos relacionados de forma lógica. Se você está falando sobre "como escolher tênis para corrida", faz todo o sentido linkar para uma página que explica "diferença entre diferentes modelos de tênis". Isso ajuda o leitor a se aprofundar no assunto e mostra ao Google que seu site possui autoridade tópica.
Como resolver o erro #4?
O link building interno deve ser tratado como parte da arquitetura de informação do seu site, não como uma tática isolada. Para fazer certo:
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Mapeie os pilares e satélites do seu site. Identifique os temas centrais (os chamados posts pilar) e conecte os artigos complementares a eles (posts satélites). Isso cria uma teia de conteúdo que demonstra profundidade no assunto;
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Distribua os links de forma equilibrada. Páginas mais profundas do site também devem receber links internos. Ao descuidar delas, a mensagem é que elas são irrelevantes;
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Use textos âncora claros e descritivos. Evite o famoso "clique aqui". Em vez disso, utilize o texto-âncora para descrever o que a pessoa encontrará ao clicar. Isso ajuda tanto na experiência do usuário quanto na compreensão do conteúdo pelos buscadores;
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Revise conteúdos antigos. Um dos maiores desperdícios em SEO é ter conteúdos já publicados que não linkam para materiais mais novos e relevantes. Faça uma curadoria periódica e adicione links internos estratégicos onde fizer sentido.
Lembre-se que há muitas coisas que os clientes gostariam de saber. Para isso servem métricas e estatísticas. Elas mostram quais os interesses das pessoas.
5. Ignorar a intenção de busca
Intenção de busca é, sem sombra de dúvida, um dos conceitos mais importantes – e também dos mais ignorados – quando se trata de SEO. Em termos simples, é a resposta para a pergunta: "O que a pessoa realmente quer quando digita essa palavra no Google?".
O problema é que muitos responsáveis por sites ainda tratam todas as pesquisas como se fossem iguais. Acham que, se criarem um conteúdo otimizado para uma determinada palavra-chave, ele automaticamente será bem-sucedido. Mas não é assim que funciona.
Vamos a um exemplo prático: se alguém pesquisa "iPhone 15", o que essa pessoa quer?
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Pode ser que queira comprar um (intenção transacional);
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Pode ser que queira ler a opinião de especialistas antes de decidir (intenção comercial);
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Pode ser que queira saber as especificações técnicas (intenção informacional);
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Ou pode ser que precise resolver um problema com o aparelho que já possui (intenção de navegação/suporte).
Cada uma dessas intenções exige um tipo de conteúdo diferente. Se você cria uma página de vendas para alguém que só quer informações técnicas, a taxa de rejeição será altíssima. E o Google percebe isso.
Como resolver o erro #5?
O segredo está em alinhar seu conteúdo ao que o usuário realmente espera encontrar. Para isso:
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Analise a SERP (página de resultados) antes de criar qualquer conteúdo. Pesquise a palavra-chave que você pretende trabalhar e observe: que tipo de conteúdo está ranqueando? São artigos de blog? Páginas de produto? Vídeos? Fóruns? Isso é um indicador claro da intenção predominante;
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Classifique a intenção em categorias. As principais são:
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Informacional – a pessoa quer aprender, entender ou descobrir algo;
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Navegacional – a pessoa quer encontrar um site ou página específica;
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Comercial – a pessoa está pesquisando antes de decidir uma compra;
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Transacional – a pessoa quer comprar ou realizar uma ação concreta.
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Crie o formato adequado para cada intenção. Para intenções informacionais, um guia detalhado ou tutorial funciona bem. Para intenções comerciais, comparativos entre produtos ou listas com prós e contras costumam desempenhar melhor. Para intenções transacionais, a página de produto ou serviço precisa ter todos os elementos que facilitam a conversão.
Não empurre goela abaixo o que você “acha”. Se a intenção predominante para determinada palavra-chave é informacional, criar uma página de vendas para ela dificilmente trará bons resultados. É mais eficaz criar o conteúdo que atende à intenção real e, dentro dele, incluir links para suas páginas de conversão.
6. Ignorar dados (métricas e informações)
Muitos donos de sites tratam o SEO como "receitas", ao fazerem as alterações e torcerem para que funcionem, sem nunca olhar para o que realmente aconteceu.
Trabalhar SEO sem acompanhar dados é como dirigir um carro com o painel quebrado, ou seja, você não sabe a que velocidade está, se o combustível está acabando ou se o motor está superaquecendo.
Como resolver o erro #6?
Não precisa ser um cientista de dados. Comece pelo básico:
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Use o Google Search Console – é uma ferramenta poderosa, útil e gratuita e é a forma direta do Google informar por quais palavras as pessoas estão te achando e quais os erros existem;
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Acompanhe o CTR (Taxa de Cliques) – às vezes você está na primeira página, mas ninguém clica. Isso indica que seu título ou descrição não são atraentes;
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Monitore a taxa de rejeição – se as pessoas entram e saem correndo, seu conteúdo não está entregando o que prometeu;
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Sem alarme com as oscilações – SEO depende do tempo e das tendências. Observe o desempenho mês a mês, não hora a hora.
7. Descuidar do mobile
O Google enfatiza que avalia como cada página do seu site é exibida em um smartphone (é o chamado Mobile-First Indexing).
Se o seu site é lindo e funcional no desktop, mas o texto fica minúsculo no celular ou os botões são tão próximos que ninguém consegue clicar, saiba que isso custará caro. O erro aqui é achar que ser "responsivo" (ajustar o tamanho) é o suficiente. Não é, afinal a grande maioria dos acessos hoje em dia é via mobile.
Como resolver o erro #7?
Foque na experiência para os dispositivos móveis:
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Teste de verdade – pegue seu celular e tente navegar no seu próprio site. É fácil ler? O menu abre rápido? Os toques levam onde deveria? A navegação e o consumo do conteúdo precisa ser tão bons quanto possível;
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Velocidade é tudo – seja no 4G, seja no 5G, a paciência do usuário é curta. Imagens pesadas que demoram a carregar no mobile matam todo o trabalho de SEO;
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Fuja de pop-ups intrusivos – nada irrita mais um usuário (e o Google) do que um banner que cobre a tela inteira do celular e é difícil de fechar;
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Excesso de publicidade – cuidado com publicidade online em excesso, pois tal como o fator anterior, pode arruinar a experiência. Tenha em mente que não adianta ter publicidade para ninguém.
8. Encarar SEO como algo separado
O maior erro estratégico é tratar o SEO como algo que você faz depois que o site está pronto ou depois que o texto foi escrito. SEO não é um acessório que você inclui no final.
Quando você o isola, acaba criando conteúdos que ninguém busca ou sites que, tecnicamente, impedem o Google de te encontrar.
Como resolver o erro #8?
Integre o SEO ao dia a dia do seu negócio:
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Planeje antes – planejamento de conteúdo é a fundação. Antes de escrever sobre um conteúdo novo, pesquise e identifique o que as pessoas perguntam sobre ele;
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SEO é conceito e não passo – todos que mexem no site (quem escreve, quem sobe as fotos, quem programa) precisam entender o básico, que é a utilidade para o usuário;
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Pense no todo – o seu trabalho de SEO deve considerar as suas redes sociais e o seu suporte ao cliente. Se muitos clientes têm a mesma dúvida, essa dúvida deve virar um conteúdo otimizado.
Conclusão
Como você viu, fazer SEO "certo" dá trabalho, exige consistência e, acima de tudo, empatia com quem visita seu site. Se você parar de tentar enganar o algoritmo e focar em ser a melhor resposta para a dúvida do seu cliente, o Google naturalmente começará a olhar para você com outros olhos.
Que tal começar corrigindo um desses erros hoje mesmo? Escolha um post antigo seu e aplique as dicas de escaneabilidade e E-E-A-T que conversamos aqui. Você vai ver que, aos poucos, o caminho para o topo se torna muito mais natural.
Ficou com alguma dúvida sobre como aplicar isso no seu site? Deixe um comentário abaixo e vamos conversar!


