Tudo o que você precisa saber sobre CMS

A Internet com enfoque comercial, não tal e qual conhecemos hoje, mas já motivada por retorno financeiro, ocorreu na segunda metade da década de 90 e correspondeu aos primeiros passos de muita gente na Internet. É possível – talvez arriscado – dizer que aqueles que não o fizeram, foi porque ainda não existiam os CMSs.

Se você não sabe o que é, com base na última afirmação, deve imaginar que CMSs são importantes. Mais, deve perguntar-se: O que é um CMS? Para que eu preciso de um CMS? Como eu uso um CMS Nosso propósito é justamente responder estas e outras possíveis perguntas envolvendo esta sigla.

Então vamos começar do começo!

O que é um CMS?

Como já deve imaginar, é uma sigla. E como é comum quando o assunto é Internet, originária do inglês, significando Content Management System, que traduzido para o português, é Sistema de Gerenciamento de Conteúdo.

Mais do que saber o significado da sigla em português, entender o que estas 3 palavras representam, vai ajudar a compreender muita coisa sobre os CMSs.

Se pensarmos nas características de um site na Internet, já começamos a compreender seu papel e importância. Websites são sobre alguma coisa (assunto ou propósito), têm formato, aparência e conteúdo, sendo que esta última característica tem relação com a primeira.

A primeira e quarta características citadas acima, são geralmente definidas pelo dono do site. A segunda e terceira costumam ser definidas por um webdesigner ou uma agência de criação, sendo um ou o outro responsáveis pela parte estética do site ou aquilo que visualizamos como um todo e que apenas recebe aprovação do dono do site, mas geralmente não é papel dele cuidar disso.

É justamente ai que entra o CMS. Se você não tem conhecimento técnico para criar um site manualmente, você tem que contratar um profissional ou uma empresa especializada na criação de sites, que irão fazer o trabalho de criar, dar forma e inserir o conteúdo que você tem em mente. Mas e se você não tem recursos para contratar alguém? Você recorre a um CMS!

CMSs, são sistemas que em termos práticos se assemelham a aplicativos que usamos diariamente, como por exemplo, um editor de textos e que permitem-nos da mesma forma que fazemos com o editor, apenas fornecer o conteúdo e com alguns cliques aqui e ali, definir a aparência deste conteúdo. Eles dispensam que você conheça programação ou outros conhecimentos técnicos relacionados e preocupe-se apenas com os dados do site.

Já é possível perceber o porquê do nome dado a esta classe de aplicações? Elas são ferramentas que lhe possibilitam gerenciar determinados conteúdos, que podem ser textos, imagens, produtos, etc.

Por que eu preciso de um CMS?

Ou quando de um, também é uma variação da mesma pergunta acima. E as respostas a ambas é também a razão do sucesso destas ferramentas: Porque eles são muito fáceis de se trabalhar e porque lhe entregam um resultado muito bom.

Continuar a responder porque você precisa de um CMS, é voltar um pouco no tempo. Mais precisamente lá na época que mencionamos no começo deste artigo e que historicamente corresponde à primeira bolha da Internet, culminando no ano de 2000.

O período em questão foi quando muita gente ingressou na Internet e quando muitos fizeram seus primeiros sites. Mas tudo era novidade e muita gente também ficou de fora, em parte pela falta de informação precisa de como entrar e o que esperar da Internet, em parte porque se você não tinha conhecimento técnico, tinha que pagar para alguém fazer seu site. As ferramentas existentes na ocasião, não eram muitas e os resultados obtidos, não eram dos melhores.

Havia duas ferramentas que dominavam o cenário de criação de sites, que eram o Dreamweaver da Adobe e o FrontPage, da Microsoft. Ambas pagas e que faziam parte de pacotes de aplicativos das duas empresas. Mesmo facilitando o trabalho de criação e manutenção de sites, ainda exigiam o aprendizado de aspectos que nem sempre estavam ao alcance de todos ou da disposição em aprender.

A década seguinte (2000), vimos surgir uma série de aplicações que podiam ser instaladas no ambiente de hospedagem, com as quais podia-se criar sites com aparência razoavelmente boa, investindo pouco tempo de aprendizado e muitas vezes gratuitas. Eram os primeiros CMSs chegando ao mercado, embora ainda não eram tratados assim.

Para citar apenas duas das mais famosas e mais usadas até hoje, temos o Wordpress e o Drupal, sendo que a primeira é em dados de novembro de 2018, a ferramenta mais usada na criação de sites no mundo! Entre os sites que usam algum CMS para seu gerenciamento, cerca de metade usa o Wordpress! É um domínio sem igual.

Na atual década, quando os CMSs passaram a ser adotados maciçamente, o Wordpress teve um crescimento assombroso em termos de quantidade de usuários, basicamente por quatro razões: constituiu-se como uma plataforma extremamente flexível de criação de sites; porque tornou-se um dos CMSs mais fáceis para se manipular; porque existe uma comunidade muito grande que troca informações relativas a tudo que envolve o Wordpress; porque é gratuito!

A primeira das razões talvez tenha sido uma das principais. Embora tenha nascido como ferramenta para criação de blogs, ele hoje pode ser usado para criação de uma grande variedade de sites e até sites de e-commerce, graças a plugins que são desenvolvidos por terceiros e que conferem funcionalidades específicas ao Wordpress.

A terceira razão também facilitou muito a vida de quem optou pelo WP, como é também referenciado o popular CMS de blogs. Ter acesso à uma grande gama de informação para sanar dúvidas ou resolver problemas, é sempre uma forte razão para fazermos certas escolhas. Isso ainda gerou um círculo virtuoso: mais informação sobre, fez com que mais gente usasse. Mais gente usando, gerou mais informação disponível e assim sucessivamente.

Como utilizo um CMS?

Eis aqui outra razão pela qual usar um CMS para criar e gerenciar um site, é algo a se considerar: Disponibilidade!

Atualmente todas as boas empresas de hospedagem fornecem aplicações integradas ao ambiente de hospedagem, que tornam o processo de instalar um CMS na conta, algo extremamente simples. Se você usa o painel de controle mais antigo e popular do mundo – que é o cPanel – provavelmente você terá a sua disposição um instalador automático de CMSs e assim com um clique e 2 minutos, você terá o objeto da sua escolha à sua disposição.

A opção mais popular e uma das melhores e mais completas, é o Softaculous. Ele consta como um dos ícones do cPanel e por meio dele você tem a disposição mais de 400 CMSs para escolher. Eles são divididos por categorias que representam o tipo de site que você pode criar, como por exemplo, blogs, sites de conteúdo, ecommerces, fóruns, etc.

Recomenda-se que antes de mais nada, pesquise as opções disponíveis. Na Internet, encontrará muitos sites que abordam as vantagens e principais dificuldades de cada CMS. Fique atento ao que dizem os usuários, cujas opiniões são fundamentais para fazer uma boa escolha. Atente-se à flexibilidade de cada opção, já que o lado “camaleão” do Wordpress, é especialmente desejável para você não ter que migrar de plataforma a cada mudança dos ventos.

Quais os CMSs mais usados?

Obviamente esta é uma informação dinâmica, tanto quanto é a própria Internet. Um exemplo disso, é que o CMS OsCommerce que já foi dos mais usados para sites de e-commerce, hoje não aparece nem entre as 7 plataformas mais usadas e perde até mesmo para o plugin que transforma o WP em um site de comércio eletrônico.

Por esta razão, vamos comentar brevemente sobre opções conhecidas e que estão há algum tempo no mercado, sem levarmos em consideração qual é a melhor sob qualquer prisma. A decisão quanto a isso, deve vir sempre dos usuários.

  • Wordpress – naturalmente deveria encabeçar a lista, visto que como já dissemos, é o mais usado no mundo, entre todas as categorias existentes. Falar mais sobre, é quase filosófico e uma pesquisa breve no Google sobre o assunto, vai lhe dar muito mais informação do que você é capaz de ler;

  • Drupal – é um dos CMSs mais antigos e mais poderosos. O resultado dos projetos criados neste CMS, são muito bons, bem como as possibilidades são muitas. O preço de se ter sites tão bons, é que considera-se uma das plataformas mais difíceis de se trabalhar, visto que tem muitas opções;

  • Joomla – Já rivalizou com o Wordpress, no sentido de ter tido muitos adeptos. Era a opção preferida para quem desenvolvia sites de conteúdo, até que começaram a surgir plugins para o WP que resultavam em resultados semelhantes ao que o Joomla produzia, mas com uma facilidade maior na administração;

  • Magento – sempre foi uma das principais aplicações opensource para sites de comércio eletrônico, desde que foi criado em 2008. É um dos mais robustos CMSs para tal fim, porém também é um dos que mais exige em termos do ambiente de hospedagem. Geralmente demanda soluções personalizadas de hospedagem;

  • PrestaShop – Outra popular solução para sites de e-commerce, que consegue conciliar uma boa gama de recursos, sem exigir tanto do ambiente como o Magento, embora soluções para este tipo de site, demandem mais recursos computacionais;

  • phpBB - é usado por milhões de pessoas diariamente, e consiste do sistema opensource para fórum mais utilizado no mundo. Possui extenso painel de administração, que permite a personalização até mesmo dos recursos mais complexos sem ter que editar o código diretamente;

  • Moodle – é um CMS, mas é sobretudo um LMS (Learning Management System, ou sistema de gerenciamento de aprendizado. Basicamente é uma ferramenta orientada a EAD (Ensino a distância), que se tornou uma das mais usadas e por isso mesmo, a mais popular no segmento. É robusta, possui muitos módulos que ampliam suas funcionalidades, mas é extremamente exigente em termos de recursos do ambiente de hospedagem.

Conclusão

CMSs são aplicações web que popularizaram e democratizaram a presença das pessoas e empresas como produtoras e gestoras de conteúdo para Internet, dispensando o investimento em desenvolvimento profissional, quando isso não é possível. A facilidade que trouxeram é tão grande, que permite literalmente a qualquer um marcar sua presença na “grande rede”! Isso não significa que acabam profissionais Web e agências, mas isso é assunto para outro bate papo.