As 10 Redes Sociais mais usadas no Brasil em 2021

Segundo o site Statista, os números projetados indicam que em 2021 mais de 66,5% da população deve acessar redes sociais diferentes. Em termos globais, são mais de 3,6 bilhões segundo o mesmo site, para o ano de 2020.

São números que não deixam dúvidas quanto à penetração que esse tipo de site ou serviço – se podemos chamar assim – tem em meio aos usuários de Internet, o que não é diferente no Brasil.

Nesse mesmo ano de 2021, completamos 15 anos da criação daquela que se não foi a primeira, foi a mais popular e mais bem sucedida rede social até então – o Orkut.

Quando o Orkut surgiu, ingressar nele não era possível para todos e as pessoas nem sabiam bem do que se tratava. Era preciso receber um convite de alguém que já fizesse parte da rede, o qual só poderia enviar até 30 convites.

Os primeiros a ingressar, foram os colaboradores do próprio Google, onde Orkut Büyükkökten um engenheiro de software turco trabalhava e que concluiu o projeto independente de rede social que havia concebido inicialmente na Universidade de Stanford. Mas isso não foi limitação para seu gigantesco e rápido crescimento, logo dominando o mundo e o Brasil.

Apenas 4 anos depois de sua criação, em 2008, o Brasil tomou o posto de país com maior número de usuários do Orkut no mundo, com mais de 40 milhões, condição que manteve-se até o encerramento da rede 10 anos depois.

Durante esses 15 anos desde o início do Orkut, várias outras redes sociais surgiram, cada qual com suas próprias propostas e conceitos, muitas vezes bem diferentes das mais populares, mas assim como a primeira, algumas também naufragaram e diferentemente dela, sem terem alcançado seu sucesso.

São algumas dezenas de sites / serviços com enfoque na relação social entre pessoas, alguns minúsculas, principalmente se compararmos com as mais conhecidas, como é o caso da Rakuten Viber, com pouco mais de 1,1 milhão de usuários.

Entre as redes sociais mais populosas, o Brasil sempre apareceu nas primeiras posições quando o assunto é o número de usuários, comprovando o poder e influência que as mídias sociais têm em solo tupiniquim.

A disputa pelas posições de liderança em termos de usuários globais, é acirrada. No entanto, apesar da busca da liderança e de algumas breves mudanças, o ranking vem se mantendo razoavelmente inalterado e no caso do Brasil, não é muito diferente pelo menos em termos dos principais nomes.

1. Facebook

O Facebook surgiu em 2004, a partir de um projeto interno dos então estudantes de Harvard, Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Andrew McCollum, Dustin Moskovitz e Chris Hughes.

Assim como o Orkut em seu início, também era restrita, mas no caso aos alunos da universidade e que basicamente consistia da versão digital de um livro que continha as fotos e informações dos alunos de Harvard e que chamava-se FaceBook, ou em tradução livre, "livro de caras". Portanto, pode-se dizer que o Face nasceu como resultante de uma transformação digital.

Aos poucos a rede foi sendo ampliada em recursos, bem como abriu para adesões de outras universidades norte-americanas, como Stanford, Columbia e Yale.

É desnecessário dizer o quanto o Facebook mudou desde então, principalmente para os brasileiros, já que o market share do gigante de Menlo Park, California é de 66,96% segundo o Statcounter, o que significa dizer que aproximadamente 2 em cada 3 usuários de redes sociais utiliza o Facebook.

Os números de janeiro de 2021, apontam para 150 milhões de brasileiros ativos na rede criada por Zuckerberg e que representam impressionantes 69,6% da população.

Os brasileiros estão entre aqueles que mais tempo dispensam às redes sociais, com um total diário de 03:34 horas / dia, segundo um levantamento relativo ao panorama digital mundial de 2019 da Hootsuite e boa parte desse tempo, é dedicado ao Face.

Gratuito para os quase 3 bilhões de usuários ativos mensais, estima-se que cerca de 90% do faturamento do Facebook é proveniente de empresas que pagam pela publicidade exibida na rede e que representou mais de 27 bilhões de dólares apenas no quarto trimestre de 2020 e um total de 86 bilhões no mesmo ano!

2. Youtube

Fundado em 2005, pode-se dizer que o YouTube é sinônimo de vídeos na Web.

A facilidade de publicar um vídeo no YouTube, bastando para isso um celular com câmera e acesso à Internet, foi uma das razões do seu sucesso, já que essa é a atualmente a principal maneira de acesso à rede global de computadores.

O YouTube foi o primeiro site de compartilhamento de vídeos em grande escala na Web e está disponível em mais de 100 países, 80 idiomas, com mais de 2 bilhões de usuários, segundo dados do próprio YouTube.

Os números são colossais e alguns são difíceis de quantificar usando os parâmetros que temos e do quão grande algo pode ser, como por exemplo, o volume de dados ocupados por todos os vídeos já publicados e, por isso vamos apresentar alguns dados compreensíveis do que é o canal e que demonstram seu gigantismo:

  • O YouTube é o segundo maior mecanismo de busca do mundo, por meio da sua busca interna, perdendo apenas para o Google, a quem pertence e o segundo site mais visitado, ficando atrás apenas do Google segundo dados de 2021 também do Hootsuite;

  • Mais de 1 bilhão de horas de vídeos são assistidas diariamente e supera o volume de NetFlix e Facebook somados;

  • Em termos globais, 79% dos usuários de Internet revelaram ter uma conta no YouTube;

  • Mais de 720.000 horas de vídeo são enviadas para a plataforma diariamente;

  • O vídeo mais popular, já teve mais de OITO BILHÕES de visualizações e é “Baby Shark Dance”. O primeiro a romper a casa dos 10 dígitos, foi Gangnam Style e que passados 8 anos, tem quase 4 bilhões de visualizações.

Cogita-se que seja a maior rede de usuários ativos no Brasil. Embora o número oficial seja de 105 milhões de brasileiros, o YouTube considera para esse levantamento apenas usuários entre 18 e 65 anos. Ou seja, todo o contingente abaixo e acima desse intervalo, foi desconsiderado.

3. WhatsApp

Há quem diga que tecnicamente o WhatsApp não é uma rede social típica, mas apenas um aplicativo. Por outro lado, há quem a considere que as características de socialização que ele tem associado, como por exemplo, os grupos, façam dele também uma espécia de rede social.

A verdade é que se trata de outro nome expressivo tanto em termos globais, com mais de 2 bilhões de usuários, sendo que destes 99 milhões estão no Brasil.

E como aplicativo de mensagens para smartphones Apple ele surgiu em 2009, criado por dois ex-funcionários do Yahoo – Brian Acton e Jan Koum.

O WhatsApp 2.0 foi um sucesso instantâneo, o que motivou investimentos que permitiram melhorias e a ser disponível para smartphones Android, sendo o que faltava para integrar a lista dos apps mais baixados em ambas as plataformas, fazendo com que em 2013 já tivesse mais de 200 milhões de usuários ativos.

Investimentos de empresas de capital de risco, como a Sequoia Capital na empresa por trás do WhatsApp, possibilitaram seu desenvolvimento, ao mesmo tempo que abriram os olhos de outras empresas, entre elas o Facebook que em 2014 o comprou pela expressiva cifra de US$ 19 bilhões.

Desde então o híbrido de aplicativo e rede social, consolidou-se não apenas como uma das principais formas de comunicação digital entre pessoas, mas também no segmento de negócios, onde muitas empresas usam-no para atendimento a clientes em muitas situações, aproveitando-se da familiaridade que os clientes têm com a ferramenta.

Outro atrativo para a utilização “business” do “Zap” – apelido dado pelos brasileiros – é o fato de que muitos planos de operadoras de telefonia permitem uso ilimitado do aplicativo, sem descontar do pacote de dados.

4. Instagram

Concebida para o ambiente mobile, o Insta – para os íntimos – é a quarta rede social preferida dos brasileiros, pois conta com 99 milhões de usuários, segundo o site Statista, o que faz também com que sejamos os terceiros no mundo em participação.

Tecnicamente há um empate com o WhatsApp pelas informações do Statista, mas segundo o estudo também de 2021 do Hootsuite, somos “apenas” 95 milhões nessa rede.

Assim como o “Whats”, o Instagram também é um caso de aquisição por parte do Facebook no ano de 2012, dessa vez por módicos 1 bilhão de dólares.

Nascido como um aplicativo gratuito de compartilhamento de fotos e vídeos, disponível para dispositivos Apple iOS, Android e Windows Phone e acessível por qualquer navegador de sistemas operacionais para desktop, hoje ele ganhou outros recursos, com destaque para os stories, os quais permitem diferentes formatos de postagens, perguntas, enquetes, sequência de vídeos e GIFs animados.

Os usuários fazem o upload de fotos ou vídeos a partir dos seus dispositivos (smartphones, tablets, etc) para sua conta no Instagram e podem compartilhar este conteúdo com seguidores ou com um grupo de amigos. Da mesma forma que em redes sociais como o Facebook, há a possibilidade comentar e curtir publicações feitas por usuários com os quais você se conecta dentro da rede.

Há também um crescimento recente de contas empresariais nesta rede social e muitas empresas usam a ferramenta para promover sua marca, seus produtos e serviços. Essas contas têm acesso a métricas de engajamento e impressões.

O crescimento comercial do Instagram por estas características, é um dos maiores entre todas as redes sociais e também é um forte indicativo da sua vocação para os negócios e tem sido instrumento de inserção de muitas marcas nas redes sociais.

5. LinkedIn

A rede social criada especificamente para o mundo corporativo, tem quase 700 milhões de usuários, sendo que destes cerca de 45 milhões estão no Brasil.

Parte do crescimento recente da rede aqui, deu-se por conta da pandemia, levando muitos a ingressar como alternativa para recolocação profissional.

O conceito do LinkedIn é simples e bastante similar a outras redes sociais, como o Facebook, por exemplo. Através de conexões entre os profissionais, permite construir uma relação de confiança em diferentes graus, facilitando o encontro de pessoas, empregos ou outras oportunidades profissionais.

Para utilizar o LinkedIn, o usuário precisa criar um perfil, preencher todas as suas qualificações e iniciar uma busca por conexões, através de convites para contatos que podem constar ou não na rede. O ideal é que essas conexões sejam formadas por profissionais da área de interesse ou relacionadas e que agreguem positivamente ao perfil.

É usado por muitas empresas como uma alternativa de recrutamento, bem como um canal compartilhamento de experiências profissionais e outros aspectos empresariais.

7. Pinterest

São cerca de 460 milhões de usuários do Pinterest no mundo, sendo que pouco mais de 8% destes estão no Brasil, o que significa que somos perto de 37 milhões de brasileiros nessa mídia social.

O Pinterest chegou a ocupar a terceira posição entre as redes preferidas pelos brasileiros, porém perdeu terreno frente ao avanço de outras, como o Instagram.

O conceito que deu forma ao Pinterest é muito interessante e se você o compreende, o nome é extremamente óbvio.

Todo mundo já viu quadros de cortiça feitos para se colocar fotos, notas, pedaços de papel e qualquer coisa com o objetivo de formar um mural de lembretes e coisas interessantes para ver e se lembrar, fixadas com tachinhas coloridas, que em inglês levam o nome de Pin. Ou seja, prenda com um “pin”, alguma coisa de “interesse”. Bem interessante, não é?

Casa usuário dispõe de um conjunto interesses selecionáveis, como por exemplo, decoração, gastronomia, tecnologia, moda, artes, etc e a partir daí a própria ferramenta aponta perfis compatíveis com os interesses do usuário, que podem ser seguidos ou não por ele.

Embora a ideia seja seguir pessoas que tenham interesses parecidos com os nossos, que é o que forma a rede de relacionamentos, isso não é uma condição ou restrição.

É tida como uma rede feminina, já que estima-se que mais de 77% dos usuários são mulheres, sendo que 34% tenham entre 18 e 29 anos, 35% na faixa dos 30 aos 49 anos e 27% dos 50 aos 64 anos.

Entre julho e dezembro de 2020, a plataforma teve mais de 1,2 bilhão de visitas, que ficaram um tempo médio de 4 minutos e 50 segundos na rede social.

Há muitos outros dados interessantes de uma pesquisa fornecida pela Influencer MarketingHub, que um número significativo de usuários da geração millennials ou geração Y, inspiraram-se no Pinterest para planejar diferentes momentos de suas vidas (86%), usaram-no para descobrir novas marcas e produtos para comprar (63%) e metade deles tem uma renda anual superior a US$ 75.000,00.

Dados como esses tem atraído muita atenção por parte das empresas que gradativamente têm ingressado nessa rede.

8. Twitter

O Twitter já figurou entre as redes preferidas do brasileiro e em 2018, 4 em cada 100 usuários que participavam de alguma rede social, tinham perfil no Twitter.

Apesar de ter havido um declínio global em termos de usuário, estima-se que 2021 a rede ganhe cresça 2,4% sobre sua base de quase 315 milhões de usuários globais em 2020. 7,2% desse total, estão no Brasil, o que representa pouco mais de 22,5 milhões de usuários.

A razão do seu sucesso, sempre foi a facilidade de uso. Sua principal característica era a de inserção de posts pequenos, o que possibilitava a inclusão de conteúdos em um ou dois minutos. Antes eram 140 caracteres. Hoje, são 280.

“Follow” ou seguir, é a palavra-chave dessa rede social, já que se há interesse no perfil de algum usuário em específico, basta segui-lo que automaticamente a aplicação informa de todas as atualizações feitas pelo “seguido”.

No Brasil parte considerável do crescimento veio justamente da criação de perfis apenas para seguir celebridades por parte de seus fãs.

Outro aspecto que deu relevância à ferramente, foi o “Retweet”, que consiste em republicar uma determinada mensagem de um usuário para a lista de seguidores. Assuntos polêmicos, com grande repercussão, muito comentados, geralmente são os principais alvos de retweets e a ferramenta mostra os mais populares no momento, através que chama de Trending Topics, ou tópicos mais comentados. Isso virou indicador do quão popular um assunto é em dado momento.

Atualmente o principal uso por parte dos usuários, é objetivando comentar o que estão assistindo na TV, como jogos de futebol, noticiários, reality shows, entre outros e também pautas que envolvem política e assuntos relacionados, visto que especialmente alguns políticos de destaque nacional têm feito uso intenso da plataforma, mobilizando os favoráveis e os contrários à linha política do usuário.

Empresas usam o Twitter como um canal prático e rápido comunicação com seus clientes, fazendo uso do caráter resumido de mensagens no qual a rede se baseia, para divulgar notas de ações promocionais, lançamentos de produtos e serviços e pequenos comunicados.

Outro ponto que essa mídia ajudou a popularizar e para muitos é quase que sinônimo de Twitter, são as hashtags.

9. Tik Tok

O Tik Tok é o caçula das redes sociais. Nascido em 2016 na China, onde é chamado de Douyin, é essencialmente um aplicativo para plataformas Android e iOS para criar e compartilhar vídeos curtos (15 segundos) na Internet.

Já são cerca de 700 milhões de usuários no mundo, sendo que apenas no Brasil foram mais de 3 milhões de downloads do Google play apenas no terceiro trimestre de 2020. O ponto que chama atenção, é a rapidez com que conquistaram um público tão grande.

O aplicativo está disponível para 141 países em 75 idiomas diferentes e por aqui tem uma popularidade bastante grande.

Outro dado curioso, é que os “TikTokers” – como são chamados os usuários – têm feito gastos crescentes e significativos no aplicativo e os dados mais recentes que apenas usuários na China responderam por 72,3% da receita total, um equivalente a US$ 331 milhões, com os EUA em segundo lugar (19%) e a Grã-Bretanha em terceiro (2%).

10. Snapchat

Criado pela empresa norte-americana de câmeras Span Inc, o Snapchat não nasceu com esse nome. Era Picaboo.

Com aproximadamente 250 milhões de usuários globais, ele aparece na décima posição em 2021 na preferência dos brasileiros, que representam pouco mais de 4% do total.

Também criado para o mundo mobile e, portanto, como aplicativo, ele permite que os usuários interajam por mensagens, fotos e vídeos que desaparecem do aplicativo de quem recebeu e dos servidores da rede social, depois de um tempo, o qual é estipulado por quem compartilhou o conteúdo.

Essa característica de certa forma dá a segurança de que o conteúdo não será copiado e enviado para outras pessoas e que também fez com que o aplicativo ficasse bastante popular entre usuários que enviavam nudes.

Recursos por meio de filtros aplicáveis às fotos produzindo efeitos exclusivos para selfies e outras imagens, bem como o criador dos Stories, ajudaram a impulsionar a popularidade do app

Conclusão

Desde o boom das redes sociais, o Brasil sempre teve alguns dos maiores índices de usuários nas mais populares, o que pode ser uma ótima oportunidade para as empresas ampliarem seu relacionamentos e a comunicação com seus clientes constituídos e potenciais.

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