Navegadores: sua história, evolução e importância

Hoje a Internet como conhecemos, é constituída por uma série de serviços, acessíveis a partir do nosso computador, smartphone, tablet e até mesmo de dentro do nosso carro ou de aparelhos eletrônicos diversos em nosso escritório e residência. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que Internet era praticamente sinônimo de websites e nessa época o único meio para acessá-los, era por meio dos navegadores. Conheça um pouco de sua história, evolução e sua importância.

O que é um navegador?

Um navegador - também conhecido como browser - é um programa instalado no seu notebook ou desktop ou um App instalado no seu smartphone ou tablet e que tem por função, inicialmente o acesso à páginas web e atualmente uma série de outras funcionalidades, como por exemplo, execução de sistemas elaborados em diferentes linguagens de programação.

Os navegadores evoluíram bastante desde sua criação e acabaram sendo a porta de entrada para uma série de funcionalidades, graças aos AddOns ou complementos, que conferem aos mesmos, mais do que o simples acesso a um website. Muitos sistemas administrativos de pequenas empresas também utilizam principalmente o Internet Explorer, como meio para apresentar suas interfaces para o usuário.

Os principais navegadores utilizados atualmente, são o Google Chrome, Internet Explorer, Safari, Mozilla Firefox, Microsoft Edge e Opera. Há outros navegadores menos populares e que vêm crescendo em utilização, principalmente no ambiente mobile, que é representado pelos smartphones.

O Internet Explorer ainda aparece na lista de navegadores mais usados no mundo, devido ao fato de que ele vinha por padrão em todo sistema operacional Windows, até a versão 8.1. A partir do Windows 10, o navegador padrão passou a ser o Micrisoft Edge, todavia como ainda há muitos PCs usando as versões anteriores do sistema operacional, consequentemente muitos ainda o utilizam.

A história dos navegadores

Ainda na década de 80, a Internet era apenas ainda um conceito com pouquíssimo conteúdo e muito longe do que temos hoje. Os sites ainda não existiam e foi graças a um navegador, o WWW (WorldWideWeb), que os primeiros conteúdos em hipertexto e utilizando como base o HTML para sua criação, que se podia acessar as primeiras e rudimentares páginas na Internet.

O browser WWW - criado por Tim Berners-Lee - teve o seu nome alterado posteriormente para Mosaic, para não criar confusão com a própria Internet, que é como o www é associado normalmente.

Inicialmente o navegador era capaz de exibir apenas texto e o HTML apresentava-se como uma solução para organizar o texto dos conteúdos acessados de uma forma mais apresentável, bem como os recursos oferecidos, como por exemplo o hiperlink, que nada mais é do que uma funcionalidade pela qual se cria um vínculo com outros hipertextos ou conteúdos (vídeo, imagens, sons).

Outros conceitos foram incluídos no navegador por Tim Berners-Lee, como por exemplo, a URI e URL, que são os meios pelos quais o navegador localiza outros recursos na rede e endereços para exibir os seus conteúdos, respectivamente. De forma prática URL é o endereço que digitamos para acessar alguma coisa, como algum site e a URI, são os recursos destes websites, como por exemplo, uma imagem que é exibida nele.

Com o Mosaic, já era possível a exibição de imagens e foi a partir daí, que simples páginas em texto começaram a ganhar um pouco mais de charme e tornaram-se mais atrativas. O Mosaic, era capaz de rodar em sistemas Unix, Apple e Windows.

Mas veio o seu primeiro concorrente e que foi o Netscape Navigator, surgido de uma divergência do projeto responsável pelo Mosaic. Logo a seguir foi a vez da Microsoft lançar sua versão de navegador, baseando-se em um projeto de outra empresa, lançando o Internet Explorer. A Apple não poderia ficar para trás e também lançou navegador baseado em Unix, o Konqueror.

O campo de batalhas estava formado. Nesta época, cada navegador baseava-se em padrões relacionados ao HTML, porém cada qual tinha também alguns padrões próprios, o que significavam formas particulares de exibir determinados conteúdos. Imaginava-se com isso diferenciar-se dos concorrentes.

A Microsoft enxergando o potencial que a Internet representava, começou a incluir o Internet Explorer como parte do sistema operacional Windows, gerando uma ação por parte da Netscape, que via esta atitude como uma tentativa de monopolizar o segmento. A Netscape estava certa, mas perdeu a batalha e viu o seu declínio ocorrer rapidamente, partindo do posto de navegador mais usado, para o fim do desenvolvimento e distribuição do seu navegador.

Parte fundamental da razão do sucesso, também deve ser atribuída a aqueles que criavam seus sites, pois tinham que escolher para qual navegador que queriam que fossem adequadamente exibidos os conteúdos. Em função do Internet Explorer ser nativo do Windows e este ser o sistema operacional dominante na época, acabou sendo a escolha natural.

Era comum nesses tempos, quando acessava-se um site, ver algo como “melhor visualizado no Internet Explorer” ou “melhor visualizado no Netscape Navigator”.

O Netscape Navigator caiu em desuso rapidamente, mas aqueles que faziam parte do projeto deram início a fundação Mozilla, que utilizou código Open Source do Netscape para criar seu próprio navegador. Foi uma época em que diversas iniciativas surgiram com o intuito de vencer a supremacia que o Internet Explorer – ou simplesmente IE - vinha alcançando rapidamente.

Muitos navegadores surgiram na época, a maior parte baseados no código aberto fornecido pela Mozilla. Outros surgiram a partir de projetos alternativos e independentes como foi o caso do navegador Opera. A Apple também vinha investindo em seu navegador para operar no sistema operacional de suas máquinas - o Safari - que mais tarde também ganharia uma versão para Windows.

Padronização entre navegadores

A guerra dos navegadores, cujo capítulo mais célebre, foi a batalha entre Netscape e o Internet Explorer, que também ficou marcada pelos padrões web, mais propriamente porque muitas vezes não havia padrão. Cada empresa criava seus próprios padrões e como consequência, cada site era exibido de uma forma em cada diferente navegador.

Desde muito cedo - ainda na década de 90 - foi criado o W3C, que consiste de uma organização com o objetivo de congregar empresas diversas, todas com vínculos na Internet e que deveria ser responsável por estabelecer padrões adotados para a criação e a interpretação de conteúdos para a Web.

Porém, apesar de haver normas bem definidas de como os navegadores deveriam exibir o conteúdo das páginas criadas, por muitos anos tudo o que se viu, foi pouca adesão aos padrões Web, particularmente no caso do Internet Explorer, que mostrou-se o navegador menos afinado com o que determinava o W3C, a tal ponto que muitos web designers tinham que fazer um código a parte apenas para este navegador.

Mesmo com vários concorrentes importantes que pouco a pouco foram incorporando os padrões, por muitos anos houve um domínio maciço do Internet Explorer como navegador mais usado e assim, durante o seu reinado o desenvolvimento web foi baseado na forma como o navegador da empresa de Bill Gates exibia o conteúdo. Isso durou até o surgimento do Google Chrome.

A evolução dos navegadores

Em 2008, o já gigante Google, lançou o Google Chrome. Era um navegador bastante leve e por isso, exigia poucos recursos para sua execução, um ótimo carregamento de páginas, conformidade com os padrões W3C e com o já excelente, mas ainda coadjuvante Mozilla Firefox.

O crescimento do navegador foi muito rápido e consistente. Ele inovou em muitos aspectos e outros ajudou a popularizar, como a possibilidade de ter diferentes sites abertos, cada qual em uma aba ou guia. Não era mais necessário ter uma janela para cada site, bem como os AddOns ou complementos que expandiam as funcionalidades básicas do navegador.

A parte da comunidade mais engajada, também ajudou bastante e a medida que mais e mais complementos eram lançados, tornavam o navegador mais atrativo, roubando usuários que antes tinham o produto da Microsoft como principal escolha. Os desenvolvedores de sites, também começaram a privilegiar a criação de sites visando conformidade com o novo navegador, enquanto os usuários adotavam mais e mais o novo browser.

Paralelamente a isso, o Google também começou a apoiar financeiramente a fundação Mozilla e com isso, os usuários passaram a ter dois navegadores muito bons e em conformidade com os padrões do W3C. Os desenvolvedores finalmente poderiam dedicar mais atenção a uma programação com base em padrões globais e não meramente nos desejos da Microsoft.

Hoje o primeiro nome do ranking é do navegador do Google. Mais da metade do mundo já usa o Chrome.

Ao longo dos anos e em parte devido à disputa por obter o tão cobiçado posto de navegador mais usado, cada opção foi incorporando tecnologias e melhorias que favoreceram por outro lado a criação de sites mais sofisticados e com isso a Internet foi desenvolvendo-se até a gama de recursos de que dispomos atualmente.

O mundo hoje depende menos dos navegadores, principalmente quando se pensa em plataformas mobile, em que Apps são desenvolvidos para acesso a serviços baseados na Web, os quais antes só eram possíveis por meio de navegadores. No entanto, o acesso a muitos sites e alguns serviços, principalmente em notebooks e desktops, ainda exigem estas importantes ferramentas que tanto contribuíram para o que temos hoje em termos de Internet.

Conclusão

Os navegadores ou browsers, são programas instalados nos sistemas operacionais de dispositivos (notebook, smatphone, etc), que têm como principal papel traduzir um determinado conteúdo com uma representação gráfica amigável, propiciando ao usuário assimilar e interagir com o conteúdo apresentado. Sua criação e evolução, pode-se dizer que foi fundamental para o crescimento da Internet como a conhecemos hoje.

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