#HashTag: O que é? Como usar e atrair visitantes?

É bem pouco provável que você não saiba nada sobre o termo hashtag, especialmente se é um usuário com alguma familiaridade com as redes sociais.

Mas apesar de ser muito popular, nem todo mundo consegue dar boas respostas e suficientemente esclarecedoras a perguntas como: “O que é hashtag?”, ou “Para que serve uma hashtag?”, ou ainda “Como usar corretamente uma hashtag?”.

Se você não conhece tudo o que há por trás e quais os benefícios do uso correto das hashtags, a partir desse post as coisas vão mudar.

O que é hashtag?

Uma hashtag é um recurso de sistemas digitais, que utiliza uma notação própria para estabelecer uma ligação rápida com conteúdos relacionados a um assunto central.

Embora simples e direta, a definição acima requer um pouco de reflexão para termos total compreensão e alcance do seu significado:

  • Hashtag – é o resultado da junção do símbolo “#” (tralha ou cerquilha, em português), cuja palavra correspondente em inglês é “hash” e da palavra tag, que significa etiqueta em português;

  • Sistemas digitais – conforme veremos logo mais, hashtags estão presentes e têm funções em diferentes sistemas digitais, levando em consideração que um site ou rede social é um também um sistema digital;

  • Notação própria – usa o símbolo “#” e uma forma própria de escrita para representar o assunto;

  • Ligação – os hiperlinks na Web ou em sistemas digitais servem para fazer uma ligação rápida e prática para outro endereço ou ponto na rede mundial de computadores, ou ainda para outro recurso em um sistema digital (ex: software);

  • Assunto central – seja um conteúdo Web, seja um recurso de um sistema (como cada opção no menu de um software), costumam ser referidos por uma palavra-chave.

Ou seja, na sua forma mais comum (nas redes sociais), uma hashtag funciona como uma espécie de atalho digital para todos os conteúdos que façam uso da mesma etiqueta (tag).

Aliás, quando pensamos em etiquetas e em sua principal função, que é categorizar e conter informações sobre o item no qual ela está fixada, fica mais fácil compreender a lógica do seu uso. Por exemplo, as etiquetas em caixas ajudam a agrupar aquelas que contém produtos iguais, sem que se tenha que abrir uma por uma para verificar os seus conteúdos.

Assim, quando você clica na etiqueta “Arquivo” do menu do seu editor de texto, sabe que aquela opção reúne as funções relacionadas, como salvar, renomear, exportar, etc. Já quando clica em uma etiqueta definida como #CiclismoDeEstrada em uma rede social, encontrará postagens cujo assunto tem relação com essa modalidade esportiva.

No contexto da Web, uma hashtag é um meio rápido e fácil de identificar outros conteúdos cujo tema principal tenha relação com a palavra-chave nela utilizada.

Como surgiu a hashtag?

É comum que muitos acreditem que o Twitter (atual X) tenha inventado as hashtags, mas a verdade é que ele foi responsável apenas pelo contexto no qual elas são mais usadas, quando em 2009 os hiperlinks associados às palavras iniciadas pelo símbolo “#”, permitiam listar outras publicações com temática em comum.

Mas muito antes do Twitter empregar o termo hashtag e conferir essa funcionalidade, o conceito já era usado nos primórdios da Internet, como por exemplo:

  • Em alguns dos primeiros sites exclusivamente criados em HTML, adicionando o símbolo “#” seguido de uma palavra-chave no fim de uma URL ou em uma âncora interna dentro de uma página, fazendo com que o navegador role a tela automaticamente até a seção com a respectiva etiqueta (ID);

  • A inspiração do uso por parte do Twitter veio dos canais do IRC criados no final dos anos 1980, onde os nomes dos canais de bate-papo eram precedidos por “#” e que em programas como o mIRC, permitia conectar o computador a servidores globais para entrar em salas como #games ou #musica.

Portanto, o Twitter aproveitou o conceito já existente, deu um nome e fez com que o clique na hashtag criasse uma ligação com outros posts que compartilham da mesma etiqueta.

Vantagens de criar e usar boas hashtags

Boas hashtags são como atalhos inteligentes que aumentam a visibilidade e o engajamento que o seu conteúdo é capaz de produzir. Quando bem pensadas, elas funcionam como pontes entre suas redes e os internautas que ainda não conhecem a sua marca.

As principais vantagens são:

  • Maior alcance orgânico – o seu conteúdo aparece para pessoas que seguem ou pesquisam aquela hashtag, mesmo que não sigam seu perfil;

  • Segmentação de público – hashtags específicas atraem nichos (ex.: #ClassicRock, #ReceitasVeganas), conectando você diretamente com quem tem interesse real;

  • Organização de campanhas – empresas e criadores usam hashtags próprias (#MinhaMarca2026) para reunir posts de uma campanha ou evento em um só lugar;

  • Aumento de engajamento – posts com hashtags relevantes tendem a receber mais curtidas, mais comentários e compartilhamentos, pois são mais fáceis de encontrar;

  • Construção de comunidade – elas funcionam como “pontos de encontro digitais”, onde pessoas compartilham experiências e interagem em torno de um tema comum;

  • Monitoramento e análise – é possível acompanhar métricas de desempenho e entender quais hashtags trazem mais visibilidade e interação.

Hashtags além das redes sociais

Além das redes sociais, as hashtags também podem ser usadas em vlogs, blogs, fóruns e até em campanhas offline (como menus, outdoors e eventos), funcionando como etiquetas para facilitar as buscas e o engajamento. Elas são usadas para SEO, análise de tendências e até como insumo para inteligência de mercado (business inteligence).

Eis alguns exemplos:

  • YouTube – as hashtags ajudam na descoberta de vídeos e na categorização de conteúdo;

  • Twitch – streamers usam-nas para atrair público por tema ou jogo específico;

  • WordPress – em blogs WordPress funcionam como tags de metadados, facilitando a navegação por tópicos;

  • Sites de notícias e revistas digitais – algumas editorias usam hashtags para organizar artigos por temas em alta;

  • Reddit e Discord – aparecem em canais e tópicos para agrupar conversas;

  • Telegram e WhatsApp – em grupos e comunidades, as hashtags ajudam a organizar discussões e campanhas;

  • Webinars – hashtags oficiais ajudam a centralizar conversas e conteúdos gerados pelos participantes de um webinar.

Quando se entende a função e os possíveis benefícios, as hashtags podem potencializar significativamente as estratégias visando o engajamento dos visitantes.

Como usar as hashtags?

Embora todos que tenham o hábito de utilizar redes sociais já façam uso das hashtags, nem todos conseguem enxergar as melhores maneiras de utilizá-las, visando obter os melhores resultados e aproveitar o potencial para alavancar o conteúdo ao qual estão vinculadas.

Os princípios básicos são:

  • Sempre se inicia pelo sinal de tralha (#) – ou jogo da velha, se preferir – seguido da palavra que representa a ideia central ou o tema do assunto;

  • No caso de assuntos com mais de uma palavra, deve-se ter o cuidado de não utilizar espaços para separar as palavras, pois eles são desconsiderados (ex: #MarketingDigital);

  • Não há distinção entre maiúsculas e minúsculas para as ferramentas que fazem a indexação do conteúdo, mas para efeito de legibilidade de quem lê a hashtag, facilita a compreensão do assunto que ela trata (ex: #Formula1NoBrasil).

Há hashtags mais apropriadas em cada rede social. Cada qual tem suas particularidades e diferentes impactos, em função dos públicos que as compõem e do uso que cada rede faz das palavras-chaves. O Twitter deu o pontapé inicial, mas atualmente Instagram, Facebook, LinkedIn, Pinterest, YouTube e demais redes fazem uso intenso do mesmo recurso.

Estratégias para criar HashTags eficientes

Criar e utilizar hashtags parece tão simples que dispensa saber muito, mas a diferença entre uma que funcione bem e atenda seus objetivos e uma totalmente inútil, pode estar nos detalhes.

Eis alguns aspectos que você deve considerar ao utilizá-las:

  • Palavra-chave – procure usar palavras que constem realmente do conteúdo e representem sua ideia central. Não adianta usar uma palavra apenas porque ela está em alta (Trending Topics) ou porque é popular, se o seu conteúdo não é representado por ela. A repetição desse de tipo de prática acarreta uma imagem negativa perante o público;

  • Especificidade – o uso de palavras-chave de cauda longa (long tail keyword), contribui para dar mais especificidade ao assunto e diminuir a concorrência com termos mais genéricos;

  • Intenção – procure gerar interação e chame os clientes para a ação (CTA ou Call To Action), estimulando sua participação. Um exemplo comum: #BoraComprarMeuProduto, onde naturalmente você substituirá “MeuProduto” pelo nome real do produto;

  • Acessibilidade – a capitalização (cada palavra iniciada em maiúscula), além de favorecer a legibilidade, também funciona para a acessibilidade digital, pois permite que leitores de tela para pessoas com deficiência visual leiam as palavras separadamente em vez de soletrar uma cadeia confusa de letras;

  • Popularidade – use a popularidade de empresas conhecidas. Suponhamos que você vende capinhas para smartphones, em vez de usar #CapinhasParaiPhone, prefira #Capinhas e #iPhone. A alta popularidade da hashtag #iPhone pode trazer algum público para você e seu negócio;

  • Momento – esteja a par das hashtags passageiras e permanentes, sabendo quando usar cada uma:

    • As passageiras estão geralmente vinculadas a eventos e quando eles terminam, caem em popularidade. Por essa razão, utilize-as apenas se o declínio da popularidade não interferir na ideia de promoção que você tem;

    • As permanentes, podem até ter variação em termos de uso, mas geralmente sempre estão em alta e têm utilização constante;

  • Planejamento – faça um planejamento para uso das hashtags, evitando utilizar diferentes para assuntos similares. Alguns conteúdos podem se relacionar e assim, uma hashtag mais generalista pode compreender várias postagens, amplificando o alcance / abrangência que uma palavra tem sobre os conteúdos que você produz. Se por exemplo, existem vários conteúdos sobre “liderança”, todos devem usar #Liderança, mas cada um deve conter mais alguma que dê mais especificidade sobre o que é tratado (ex: #EstilosDeLiderança);

  • Idioma – dê preferência ao uso de palavras em português, exceto quando o estrangeirismo for amplamente conhecido e utilizado;

  • Facilidade – sempre que possível dê preferência ao uso de palavras cuja grafia seja bem conhecida e palavras de uso frequente na comunicação diária das pessoas;

  • Clareza – hashtags boas devem ser tão descritivas quanto for possível em relação ao que se quer transmitir, sem no entanto, serem demasiadamente longas. Considere a dica anterior e o uso da palavra-chave;

  • Circunstância – leve em conta as circunstâncias importantes. Por exemplo, eventos normalmente devem associar informações como onde e quando ocorrerão e assim, um show do Iron Maiden que deverá ocorrer em 2027 no Morumbis, pode ser representado por #IronMaidenBrasil2027 ou #IronMaidenMorumbis.

Seja criativo e procure combinar tantas dicas quanto for possível, principalmente em hashtags que se referem a sua marca ou produtos ou serviços. Adjetivos e advérbios de intensidade, podem ser usados, tais como #MelhorHamburguer DeSampa ou #ComidaSaudavelGostosa.

O que não fazer

Da mesma forma que há aspectos que favorecem boas hashtags, há também aqueles que devem ser evitados sempre que possível:

  • Comprimento – apesar de ser possível usar várias palavras em uma hashtag para dar clareza e explicar o assunto associado, evite o uso de muitas palavras em uma mesma hashtag, como por exemplo, #CopaDoMundoFemininaEuVou. Em vez disso, desmembre e dê preferência a: #CopaDoMundoFeminina #EuVou;

  • Quantidade – evite criar leques grandes de hashtags diferentes para postagens que têm afinidade do conteúdo ou o mesmo conteúdo, mas com abordagens distintas. Assim, duas postagens em que aborda um smartphone da Apple e outra da Samsung, devem usar por exemplo, #Smartphone e cada qual, #iPhone e #SamsungGalaxy, respectivamente. A Meta recomenda entre 3 e 5 hashtags altamente relevantes por post;

  • Popularidade – cuidado ao usar termos muito populares. Se muita gente usa, tem mais visibilidade quem produz mais engajamento (mais acessos, mais curtidas, mais comentários, mais compartilhamentos);

  • Terminologia – evite terminologia técnica ou jargão da área, exceto se o seu público é sabidamente conhecedor dos termos utilizados;

  • Termos proibidos – o uso de determinadas hashtags é proibido por algumas redes, como palavrões ou termos inadequados ou ainda considerados SPAM segundo suas políticas e termos de uso. Caso utilize, saiba que o post não aparecerá na aba de pesquisa daquela hashtag, o alcance orgânico da sua publicação diminuirá e a repetição pode levar ao banimento da conta (Shadowban);

  • Caracteres especiais – não utilize caracteres especiais. São permitidos apenas letras e números. Espaços em branco ou caracteres não aceitos, "quebram" a tag no primeiro caractere inválido;

  • Acentuação – atenção ao uso de palavras acentuadas. Se você usar #saúde e #saude, as plataformas consideram como duas tags diferentes e, portanto, publicações diferentes. Além disso, como muitas pessoas digitam sem acento por pressa ou hábito, as versões sem acento costumam ter um número muito maior de publicações. O ideal é pesquisar na rede social antes de publicar para saber qual variação tem mais tráfego e relevância no seu nicho.

Como se vê, escolher hashtags que sejam ao mesmo tempo representativas do assunto tratado, bem descritivas, populares e capazes de produzir engajamento, envolve criatividade, análise minuciosa, planejamento e pesquisa e elaboração de um conteúdo condizente, para produzir resultados consistentes.

Conclusão

As hashtags continuam sendo aliadas poderosas para organizar conteúdos e expandir seu alcance orgânico. Mais do que espalhar termos aleatórios, o segredo está no uso estratégico: escolha palavras-chave precisas, respeite a linguagem de cada rede e foque na experiência do leitor. Aplique essas boas práticas e transforme cada hashtag em uma porta de entrada para a sua marca.

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