A Internet é segura? 15 dicas para usar a Internet com segurança

Muita gente faz este tipo de pergunta, toda vez que um grande problema relacionado à segurança no mundo digital vem à tona: A Internet é segura?

De tempos em tempos, o mundo digital é sacudido com todo tipo de notícias envolvendo questões de segurança de todos os níveis, desde vazamentos de dados, passando por vulnerabilidades em sistemas operacionais, por softwares populares, plataformas de jogos e qualquer serviço ou aplicação na Internet.

Esses tipos de notícias nos fazem perguntar se de alguma forma podemos ser afetados e o que precisamos fazer para não nos tornarmos a próxima vítima.

Para minimizar ao máximo as chances disso acontecer, preparamos este artigo com informações importantes e 15 dicas para usar a Internet com mais segurança.

Por que o mundo digital não é seguro?

A Internet – ou o mundo digital – assim como o mundo real ou físico, é repleto de ameaças. Não é por isso que deixamos de ir ao trabalho, sair com amigos e viver a vida e pelas mesmas razões, não deixamos de usufruir do que o mundo digital nos proporciona de bom.

Até porque o mundo caminha de forma irreversível para a transformação digital de, se não todos, a maior parte dos processos que vivemos diariamente.

As experiências que as pessoas tinham presencialmente, cada vez mais estão ocorrendo digitalmente e as redes sociais são a prova irrefutável disso. A não ser que você volte a viver em cavernas, como nossos ancestrais faziam, não há como evitar.

Deve ficar claro que a questão de segurança, seja no mundo físico ou no digital, é em certa medida como as loterias. É pouco provável ganhar em alguma loteria, mas é possível. Algumas pessoas ganham. Logo, é uma questão de probabilidade ou chances de que algo aconteça.

Assim é a segurança no âmbito digital.

Absolutamente nada pode ser considerado 100% seguro, ou seja, a prova de falhas. O que deve ser considerado, são as chances de um problema ocorrer.

Em outras palavras, há sistemas mais suscetíveis a falhas ou com problemas de segurança do que outros e, portanto, mais ou menos seguros, mas não os totalmente seguros ou à prova de falhas.

Esse princípio matemático das probabilidades, também é conhecido do hacker – na verdade cracker.

Supondo que nenhum sistema operacional, software, serviço é 100% seguro, o cracker busca tais falhas nos sistemas mais populares, os quais oferecem um universo maior de vítimas em potencial.

Há basicamente dois grupos de causas ou origens para os problemas de segurança – os sistemas e as pessoas.

Um processo ou ação desenvolvida por uma pessoa, pode ser vulnerável, porque as pessoas distraem-se, esquecem-se, confiam, desconhecem, negligenciam e têm vários outros comportamentos e com base nisso, os crackers utilizam técnicas de engenharia social, para explorar os descuidos e erros involuntários das pessoas.

Já um sistema pode conter falhas, primeiramente porque quanto maior e mais complexo ele for, mais difícil é rastrear todas as possibilidades de que algo ocorra.

Além disso, há a herança, ou seja, sistemas que usam, dependem ou interagem com outros sistemas falhos e que herdam deles os seus problemas. Por fim, sistemas são feitos por pessoas, as quais falham, como vimos na outra causa frequente!

E novamente, se você está atento, então o problema direta ou indiretamente está nas pessoas? Sim, você está certo em deduzir isso!

15 dicas para ter segurança digital ou na Internet

Se pensarmos em segurança digital ou na Internet, como sendo a diminuição das chances de ocorrência de problemas a níveis muito baixos, ou talvez tão improvável quanto às chances ganhar na loteria, é preciso adotar um conjunto de ações e práticas tanto no papel de internauta, como de um administrador de site ou serviço na web.

1. Opte por sistemas e serviços conhecidos

Sendo possível, sempre opte por sistemas de grandes empresas e reconhecidos.

Isso por si só, não é uma garantia de que você estará livre de ameaças. Windows, MacOs, Linux, Android, ou seja qual for o sistema operacional, têm falhas e brechas de segurança.

Mesmo sabendo que todo sistema tem vulnerabilidades, geralmente as grandes empresas e as que mantém sistemas mais populares, têm equipes de especialistas em segurança e reagem rapidamente quando problemas graves são identificados.

2. Soluções pagas vs gratuitas

Entre as soluções gratuitas e as pagas, é mais comum haver respaldo técnico e maiores níveis de dedicação e cuidados nas soluções pagas.

Mas esse assim como o anterior, não é uma regra absoluta.

Um exemplo clássico, é o Linux. Muitas distribuições Linux têm uma comunidade atuante e que reage muito rapidamente, produzindo atualizações e correções às vezes mais rapidamente do que sistemas pagos, especialmente em falhas do tipo zero-day, que é a falha quando é detectada, o desenvolvedor tem “zero dias” para produzir uma atualização que corrija o problema, dada a sua alta gravidade.

Quando optar por serviços gratuitos e Open Source, dê preferência aqueles amparados por equipes de desenvolvimento e comunidades grandes e atuantes e novamente aqui um bom exemplo, são as muitas distribuições Linux, em que a velocidade de reação e mobilização em torno da solução, costuma ser melhor do que muitos sistemas pagos.

Mas há bons exemplos em outras áreas, como é o caso do navegador Mozilla Firefox, um dos que mais investe no aspecto segurança e privacidade do usuário.

3. Verifique o histórico

Ao usar serviços online, particularmente os que mantém seus dados pessoais e de pagamentos, antes de associar-se, colha informações sobre o serviço e sobre as empresas que os mantém, bem como pesquise sobre problemas de segurança associados que tenham ocorrido e que ações foram adotadas.

No caso de lojas virtuais ou sites de e-commerce, esteja atento ao uso de certificado SSL, bem como outros eventuais mecanismos de segurança, como garantias do site no caso de um sistema de marketplace e os gateways de pagamento utilizados.

Deve-se também efetuar a pesquisa prévia no caso de uma loja desconhecida, em serviços como o Reclame Aqui.

Não havendo nenhum histórico no resultado da pesquisa e principalmente se o domínio foi registrado há pouco tempo, é conveniente não efetuar a compra.

4. Confiança em terceiros

Nunca confie em ninguém. Não no sentido da confiança pessoal, mas de supor que um conhecido adote precauções de segurança iguais ou superiores a você mesmo.

Amigos, parentes e vizinhos, ou qualquer pessoa, pode ser vítima de problemas digitais como qualquer um, como no caso de phishing.

Não é porque você recebeu uma mensagem de e-mail de uma pessoa do seu círculo de relacionamento, que necessariamente ela é segura. Há tipos de malwares que se auto enviam para os contatos da conta de e-mail, sem que seu administrador perceba ou tenha conhecimento.

5. Cuide de seus dispositivos

Não compartilhe seus dispositivos pessoais (notebook, smartphone, tablet, etc) com qualquer pessoa e nem use os de terceiros, pela mesma razão da dica imediatamente acima.

Caso seja absolutamente necessário, a maior parte dos sistemas operacionais permite criar contas de convidados, sem privilégios de administrador.

Mantenha o dispositivo atualizado em relação aos programas, sistemas operacionais, aplicativos e quaisquer serviços que utilizar, sendo uma forma de garantir que seu computador receba os últimos pacotes de dados disponíveis e correções de segurança identificadas.

6. Uso de redes Wi-Fi

Cuidado com o uso de redes Wi-Fi públicas e hotspots. Muitos estabelecimentos, como bares, restaurantes, lojas, entre outros, oferecem Wi-Fi público e gratuito aos clientes.

Geralmente há problemas sérios segurança neste tipo de conexões.

A maior parte dos planos de telefonia móvel atuais, incluindo os pré-pagos, já fornecem planos de dados razoavelmente robustos, a preços acessíveis. A eventual economia ao usar redes públicas e abertas, não compensa o risco, especialmente se você estiver acessando dados sensíveis, como aplicativos bancários.

7. Senhas

Use senhas complexas e bem elaboradas.

Evite usar uma mesma senha para diferentes serviços e dispositivos, em particular as senhas que dão acesso a sua principal conta de e-mail, acesso ao dispositivo e os serviços mais importantes, pois a descoberta a dessa senha pode abrir o acesso aos demais serviços.

Ter uma conta de e-mail gratuita para uso exclusivo em serviços que não se conheça, é uma prática aconselhável e que inclusive pode minimizar dores de cabeça com SPAM, na medida que pode deixar-se de usá-la caso venha a receber grandes quantidades de lixo eletrônico.

Crie o hábito de mudar as senhas mais importantes com uma determinada frequência.

Também evite usar o Facebook para conectar-se em apps ou outros serviços como meio de autenticação.

Evite deixar dados de acesso (usuário e senha) gravados no navegador web.

8. Alteração em procedimentos

Se notar comportamentos estranhos ou modificações em sites ou plataformas que esteja acostumado a utilizar, sem que tenha havido qualquer tipo de comunicação a respeito, interrompa imediatamente o uso e entre em contato o mais rapidamente que puder com o suporte técnico da empresa em questão.

Sempre que for acessar algum serviço online em que o aspecto segurança for mais sensível, limpe os dados de navegação (histórico, cache, cookies, etc), antes e após o uso do serviço.

9. Sites desconhecidos

Atenção a alertas emitidos por sites quaisquer e especialmente os desconhecidos.

Exceto sites de empresas de segurança digital – como de criação de sistemas antivírus – e por meio da instalação de um agente, não é possível efetuar a verificação de conteúdo malicioso no seu PC. Sendo assim, se vir alertas que informam sobre problemas no seu PC, sendo necessário instalar ou em clicar em algo para resolver o problema, não o faça.

Desconfie também quando qualquer site solicitar a instalação de algo no seu dispositivo como condição para visualização ou utilização de algo no site.

Não confunda com alertas dos navegadores. Atualmente os principais navegadores emitem alertas de segurança antes do acesso a sites considerados maliciosos. Ou seja, a página nem mesmo é carregada, sendo necessário clicar em uma opção que ignora o alerta emitido para que o acesso ocorra.

10. Opte pelo desktop

Especialmente no caso de operações envolvendo dados sensíveis, como por exemplo, compras na Internet, dê preferência ao uso do desktop ou notebook.

Na maior parte dos casos, os sistemas de segurança (antivírus, firewall, etc) desses dispositivos, são mais robustos que os usados em smartphones.

A verificação de aspectos de segurança do site utilizado, nos navegadores de desktops e notebooks, também é mais fácil de ser feita.

Também tenha em mente que é mito o que muitos dizem que não há vírus para celulares.

11. Mecanismos de segurança

Não confie cegamente em soluções antimalware. Assim como nenhum sistema operacional ou aplicativo é 100% seguro, nenhum pacote antivírus consegue identificar e bloquear 100% das ameaças, o que significa que negligenciar os cuidados aqui descritos pelo simples fato de usar um, pode ser fatal.

Isso não significa que deve-se abrir mão de um bom aplicativo do gênero, bem como outras ferramentas adicionais, como ter o firewall ativado e um serviço de filtro de DNS.

Não instale duas ou mais soluções antimalware no seu dispositivo, pois elas podem concorrer entre si e ter problemas na identificação de ameaças. É possível ter uma solução nativa e instalada e efetuar uma varredura online, a qual só é executada mediante uma ação de sua parte.

12. Exerça controle parental

Se você tem crianças e/ou adolescentes em casa, é muito importante exercer controle parental.

As crianças do século XXI, são os nativos digitais, por já experimentarem desde mundo cedo uma nova realidade que a transformação digital produziu.

A Internet é um universo sem fronteiras, cujos conteúdos podem ameaçar segurança das nossas crianças.

Portanto, conhecer as ameaças existentes e as ferramentas disponíveis, é fundamental para exercer um controle parental eficaz.

Também fique atento ao uso excessivo da Internet e dos dispositivos digitais. A dependência digital e a nomofobia, são males que têm aumentado em todas as faixas etárias, mas sobretudo entre os mais jovens.

13. Cuide do seu site

Se você possui um site, é fundamental dar sua contribuição para um ambiente digital mais seguro.

Caso seu site seja baseado em um CMS, como é o caso do WordPress, por exemplo, é importante mantê-lo atualizado. Isso significa atualizar o núcleo da aplicação, os plugins e o tema.

Há ótimos fóruns de discussão voltados para CMSs populares como o WordPress, onde constam informações atualizadas de todo tipo, incluindo os aspectos de segurança da aplicação.

Instalar plugins de segurança, é outro ponto altamente recomendável, bem como fazer uso de certificações de segurança, seja lá qual for o tipo de site que você tenha e independente de ser baseado em um CMS ou não.

Utilizar planos de hospedagem personalizados ou criados especialmente para seu tipo de aplicação – ex: hospedagem WordPress – ajuda a ter um ambiente de hospedagem mais adequado a adoção de medidas necessárias para um site seguro, como endereço IP dedicado e SSL.

Avalie outros aspectos que podem ser úteis para melhorar a segurança do seu site.

14. Desinformação e as fake news

Ter acesso a informações incorretas, seja de forma deliberada ou mesmo por descuido, pode trazer consequências graves.

Nos casos mais simples, apenas de uma incorreção por exemplo, pode ser que o único prejuízo seja passar por desinformado, mas há casos reais em que a desinformação na Internet e as fake news levaram a perdas irreparáveis e até a morte.

Por isso é fundamental sempre ficar atento quanto ao teor das informações recebidas, particularmente nas redes sociais, que são um meio bastante comum de disseminação desse tipo de conteúdo.

Na dúvida, busque a comprovação em sites confiáveis e até mesmo em ferramentas que já existem nesse sentido.

15. Informe-se

Na contramão das fake news, buscar conhecimento a respeito e informação confiável e de qualidade, é o melhor caminho.

Mantenha-se informado, lendo sobre questões relacionadas à segurança em sites especializados e blogs de tecnologia.

A informação é um dos melhores meios de prevenção, sobretudo nos golpes que usam engenharia social. Ter conhecimento das práticas e comportamentos dos “bandidos virtuais”, evita que nos tornemos suas vítimas.

Compartilhe artigos como esse com parentes, amigos, colaboradores de sua empresa. Disseminar informação desse tipo, é um dos meios para ajudar a construir um mundo digital mais seguro!

Conclusão

A Internet é composta de sistemas, serviços, aplicações, os quais intrinsecamente têm problemas de segurança, bem como o comportamento dos usuários pode favorecer e agravar a situação. No entanto, há medidas e condutas que podem ser adotadas no sentido de aumentar a segurança e diminuir as chances de ser afetado por uma.

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