O que é um gateway de pagamento?

O isolamento social mais do que nunca, tornou mais evidente do que já era a importância da presença digital das empresas como condição fundamental para realização de negócios.

Não é de hoje que o mundo diz que estar na Internet é uma exigência que em alguns casos pode significar até mesmo a continuidade da empresa. Com o isolamento, aqueles que ainda tinham alguma dúvida ou achavam que ainda não era a hora, tiveram que se mexer e rever conceitos.

Se você e sua empresa é um desses que resolveu criar do dia para a noite uma forma qualquer de e-commerce, como forma de minimizar pelo menos em parte a interrupção do faturamento decorrente do isolamento social, um dos aspectos que teve que lidar no processo de implantação da sua loja virtual, foi o gateway de pagamento.

As informações que existem a respeito, são um tanto complicadas, especialmente para quem nunca teve que lidar com isso antes. Vamos esclarecer os pontos mais básicos a respeito?

O que é gateway de pagamento?

Há muitas formas ou definições que podem ser dadas.

Partindo da explicação mais simples que é possível, é o meio pelo qual você recebe os pagamentos feitos pelos seus clientes. Isso não fica muito claro se pensarmos em tudo o que envolve receber o pagamento a partir de uma compra feita.

Quem tem um negócio fisicamente constituído – uma loja qualquer que seja – já está acostumado e tem bem definido como recebe pelos pagamentos feitos – dinheiro, cartão de crédito ou débito, por exemplo. Mas e no caso de um site?

É aí que começa tudo. Na loja física, o meio responsável por tornar isso possível, é a famosa “maquininha”. Você pode ter uma ou várias dependendo do seu negócio e do acordo que tem com uma instituição financeira ou banco ou administradora de cartão. Há várias opções.

No negócio digital não é diferente.

Especificamente na loja virtual, o gateway de pagamento representa o mecanismo que permite a integração entre uma loja eletrônica e um banco ou serviço de pagamento. Faz o papel da conhecida maquinha.

Tendo em mente que uma loja na Internet é um sistema (interface, programação, banco de dados) e o sistema de pagamentos (cartão de crédito, boleto, etc) também baseia-se em um sistema com sua própria interface, programação e dados, é preciso fazer com que ambos os sistemas “conversem”.

Em outras palavras, a loja deve passar informar os dados de um cliente e seus próprios para a geração de um boleto por parte de um banco, ou o lançamento em um dado cartão de crédito e respectivas parcelas – quando for o caso – ou débito em uma conta, ou qualquer ação necessária de acordo com a forma de pagamento disponível e escolhida pelo cliente que efetuou a compra.

O que faz isso, é o gateway de pagamento.

Portanto, o gateway de pagamento é uma API (Application Programming Interface), ou em português “Interface de Programação de Aplicações”, que permite a comunicação entre loja e as diferentes instituições envolvidas nas formas de pagamento disponíveis.

É a comunicação entre loja, instituições financeiras e consumidores. É isso que faz o gateway, ao conectar esses três atores em uma única operação nas compras virtuais.

O gateway também é responsável pela segurança das transações, já que os dados são criptografados na comunicação que é feita, exigindo que o site tenha um certificado SSL instalado.

Como implantar um gateway na sua loja virtual?

Um dos primeiros princípios antes de partir para a implantação, é avaliar que formas de pagamento pretende disponibilizar. Isso porque dependendo da quantidade de opções (cartão de crédito, débito, boleto, PayPal, PagSeguro, MercadoPago, etc), as opções disponíveis e as escolhas variam de modo importante.

Outro ponto, é a plataforma usada para criar a loja. Se você usa um CMS popular como o WordPress ou PrestaShop, existem plugins que facilitam o trabalho de integração.

Há até plataformas online que tornam o processo ainda mais simples, por já possuírem como parte do sistema, as modalidades de pagamento mais comuns integradas, dispensando qualquer instalação adicional.

Por outro lado, se você está desenvolvendo uma solução própria, o programador responsável terá que fazer esse trabalho, com base nos protocolos que cada modalidade de pagamento requer, bem como as instituições envolvidas.

Vamos supor que você escolha oferecer apenas boleto bancário. Nesse caso, os bancos (Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) fornecem as APIs para a geração do boleto. Já há plugins que fazem isso entre os principais CMSs e bancos.

Se no decorrer do tempo você resolver oferecer cartão de crédito (Visa, Mastercard, American Express, Diners, Hipercard, Aura, Elo) como alternativa, um segundo gateway tem que ser aplicado à loja.

Ao optar por uma terceira modalidade, como débito (Visa Eléctron, MasterCard, Maestro, Elo) por exemplo, um terceiro gateway também deve ser providenciado, ou  no caso a depender do serviço que você já tenha, deverá habilitar a modalidade adicional.

Ou seja, incluir outras opções pode se tornar algo complicado e trabalhoso.

Outros fatores, como as empresas com as quais trabalha e as formas de pagamento que oferecem, também são determinantes, afinal cada qual tem seus próprios sistemas e exigências para viabilizar as operações entre loja e o método de pagamento.

Diante dessa situação hipotética e das diferentes variáveis, mas em um cenário bastante provável de ocorrer a medida que uma loja cresce e conquista novos clientes, deve se considerar a adoção de soluções que conciliem e facilitem o recebimento dos pagamentos. São os intermediadores de pagamento.

O que são os intermediadores de pagamento?

Os intermediadores de pagamentos (Yapay, PayPal, PagSeguro, MercadoPago, Gerencianet, Iugu, Moip) são prestadores de serviços, que têm por objetivo para facilitar o processo de pagamento, débito e recebimento.

Eles devem fornecer uma integração simples com os principais sistemas, em vez de diferentes integrações individuais com cada banco ou outras instituições financeiras envolvidas, como a empresa de cartão de crédito por exemplo.

Naturalmente a forma como tudo acontece vai variar de acordo com o intermediador escolhido, mas em linhas gerais, o consumidor é direcionado para uma página em que os dados são validados segundo protocolos definidos e controlados pelo intermediador. Ou seja, todos os cuidados para garantir a segurança do vendedor, comprador e instituição financeira, ficam a cargo do intermediador.

Fazem parte disso, verificar dados dos envolvidos, saldo, número de parcelas, pagamento, análise de risco, enfim tudo que é necessário para a conclusão da compra de forma segura.

Por serem prestadores de serviço, naturalmente cobram pelo serviço. Assim, além das tarifas que se paga de acordo com cada modalidade de pagamento (boleto, cartão de crédito, débito, etc) oferecida, paga-se para o intermediador e os valores podem variar de acordo com a empresa contratada e que tipo de serviço é fornecido.

Em linhas gerais é uma alternativa interessante para micro e pequenas empresas, devido a baixa complexidade de integração com as principais lojas virtuais e na operação mais simples, visto que consegue-se oferecer maior diversidade de meios de pagamento, gestão de risco contra fraude e a administração dos recebíveis, ficando sob responsabilidade do intermediador.

A parte da análise de crédito – um aspecto crucial – para conclusão da compra, fica a cargo do intermediador, minimizando de forma importante possíveis fraudes e consequentemente, as perdas.

Obviamente, como em qualquer outro serviço, os benefícios que são oferecidos variam de acordo com a empresa, o e pacote ou plano contratado e, portanto, deve-se ficar bastante atento, pois não há uma regra ou padrão único adotado por todos.

Ou seja, como o nome sugere, um intermediador de pagamento, é uma empresa que faz a mediação entre os envolvidos numa transação eletrônica de compra e venda, cuidando dos aspectos de segurança necessários, para que as três partes (vendedor, consumidor e instituição financeira) cumpram seus papéis adequadamente.

A variedade de opções é grande e novas possibilidades estão surgindo. Por isso, antes de optar por uma solução de pagamento para seu e-commerce, verifique todas as opções disponíveis quanto ao que oferecem, facilidades, possibilidades de personalização e ampliação, custos e segurança.

Conclusão

Gateways de pagamento são parte importante no processo de vendas pela Internet, possibilitando que toda venda online transcorra de modo seguro. A escolha e implantação de um gateway envolve uma série de fatores que devem ser considerados, levando em conta os custos, a complexidade e a segurança.

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