Entenda como criar uma loja virtual em 6 passos

À medida que novas tecnologias são consumidas, todas as áreas do mercado acabam sendo influenciadas e, pouco a pouco, adaptadas. Assim, por exemplo, é o que pode ser constatado no comércio varejista brasileiro, que há duas décadas não se assemelhava em nada com o que encontramos hoje. Com essas mudanças, muitos decidiram entender a fundo como criar uma loja virtual, como o caminho mais rápido para o empreendedorismo.

Isso porque existem diversas vantagens para aqueles que pretendem se tornar microempreendedores virtuais. Afinal, as lojas online, diferentemente dos estabelecimentos convencionais, não demandam muitos requisitos, como locação de espaço físico para exibição dos produtos, contratação de mais colaboradores etc. Por isso, o capital inicial para abrir uma loja virtual é bem menor.

Quer conhecer nosso passo a passo de como criar uma loja virtual? Então, continue lendo este artigo!

1. Crie a identidade da sua empresa

Antes mesmo de se aventurar nos meios tecnológicos, é imprescindível que seja criada a identidade do seu negócio. Isso engloba uma série de perguntas, pesquisas e análises de mercado (só para começar) a serem feitas. Mas não desanime!

Essa primeira fase, de fato, é extremamente importante para que não restem dúvidas ou arrependimentos, por exemplo, sobre o público-alvo para o qual seu negócio estará disposto a apresentar soluções (por meio de bens ou serviços) com originalidade e qualidade.

Além disso, a parte visual também precisa ser desenvolvida com a criação de logotipos, da marca e de outras referência estéticas. Como se percebe, contar com o apoio de profissionais especializados no ramo publicitário e empreendedor pode garantir a segurança e eficácia de todo esse trabalho inicial despendido.

2. Registre o seu domínio

Daqui para frente, todas as etapas estarão diretamente conectadas à tecnologia, ou melhor, à Internet. Mas, antes de começar a pensar mais a fundo sobre a plataforma, é preciso registrar um domínio que será exclusivamente utilizado como endereço eletrônico para seu site.

Isso porque cada website existente no mundo detém um registro único de domínio, que garante o acesso dos usuários às páginas eletrônicas, quando corretamente digitado.

Assim, por exemplo, se você tem interesse em utilizar o domínio “www.floresraras.com”, perceberá que esse domínio já está registrado por outra empresa. Logo, outro nome precisa ser criado para que o registro seja concluído.

De qualquer forma, o mais importante é que o nome da marca esteja o mais próximo possível do domínio escolhido, a fim de que seus clientes tenham mais facilidade em relacionar o nome do site com sua empresa, permitindo um fluxo maior de acessos.

3. Escolha a plataforma e faça a hospedagem

A próxima etapa diz respeito à escolha da plataforma em que será desenvolvida sua loja online. Afinal, ela oferece toda a estrutura básica digital da página para que você não tenha que construir seu site do zero. Nesse sentido, as plataformas são soluções bastante viáveis com opções variadas para as necessidades de cada tipo de negócio.

De modo geral, existem duas versões mais utilizadas:

  • as pagas — que, a depender do plano, oferecem opções ilimitadas de cadastramento de produtos;

  • as gratuitas — mais utilizadas atualmente, possuem diversas opções e comunidades, tais como OpenCart, Magento, WordPress, WooCommerce e PrestaShop; a escolha deve ser feita a partir de um conjunto de fatores, como orçamento, objetivos etc.

Além da escolha da plataforma, o acesso ao site somente é disponibilizado se hospedado por uma empresa especializada. Opções para esse serviço não faltam no mercado, como os servidores dedicados. De qualquer forma, os melhores prestadores geralmente são os que incluem serviços extras com qualidade, como backups, espaços variados para armazenamento etc.

Uma hospedagem bem estruturada, além de obrigatória, permite o funcionamento do site 24 horas com o apoio de especialistas prontos à correção imediata de eventuais problemas e à restauração de dados perdidos.

4. Defina formas de pagamento online e cuide da segurança

Como qualquer empresa, o pagamento dos serviços prestados é o que garante a sobrevivência dos negócio. No entanto, considerando o formato digital desse mercado, as formas de pagamento também foram adaptadas, a fim de se garantir a segurança tanto das empresas virtuais, quanto de seus consumidores.

Existem algumas modalidades de efetivação da quitação online. A depender do nível de suporte técnico interno da própria loja online, é possível que sequer ocorra a contratação de uma empresa especializada na transação comercial de vendas.

Nesses casos, os riscos no pagamento, como fraudes, são de total responsabilidade do negócio. Por isso é tão importante contar com um time interno de TI plenamente capacitado em segurança.

Agora, caso a contratação de empresas especializadas seja a opção mais interessante (fortemente recomendada, em especial, para microempreendedores que estejam começando), existem dois modelos de prestadoras.

As intermediadoras

Cobram uma taxa fixa e outra variável sobre cada transação, mas isentam a contratante de arcar com os riscos fraudulentos, como o pagamento pelo cliente com o uso de cartão de crédito furtado.

As gateways de pagamentos

Diferentemente das intermediadoras, descontam apenas uma taxa fixa. No entanto, na ocorrência de infortúnios, a contratante não é acobertada por essas empresas. Nessas hipóteses, o mais indicado é que serviços anti-fraudulentos sejam contratados, por segurança.

Além disso, não esqueça de obter certificados de segurança de dados para o seu website. Isso favorece a confiabilidade da sua página para o público em geral.

5. Atente às legislações sobre como criar uma loja virtual

A Lei do e-commerce (Decreto n. 7.962), em vigência desde meados de 2013, impõe que todos os websites, com finalidade de venda de produtos ou serviços aos consumidores, incluam, obrigatoriamente, as seguintes informações:

  • nome empresarial e número de inscrição do fornecedor;

  • dados pertinentes à localização física e contato direito;

  • discriminação dos riscos, preços, características essenciais, acessórios e outras informações relevantes.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) garante expressamente o direito de arrependimento na compra de produtos pela Internet. Assim, o consumidor pode devolvê-lo em até 7 dias, a contar do ato de recebimento do produto (art. 49). O descumprimento pela loja online pode incorrer em sanções administrativas e cíveis, a princípio.

6. Use o marketing digital a seu favor

Agora que seu site já está fresquinho e pronto para ser lançado, é importante que você trabalhe com o marketing digital da sua loja para alavancar o tráfego de acessos do seu website. Como exemplo, a disponibilização, no blog da própria loja online, de temas relevantes para o seu público-alvo é uma opção de marketing bastante utilizada atualmente.

Outra sugestão é o uso das redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn como canais de divulgação tanto dos conteúdos publicados no blog, quanto dos próprios produtos e serviços da loja online — facilitando o tráfego de acesso e a captação de clientes.

Esses são os passos iniciais a serem dados por aqueles que têm dúvidas sobre como criar uma loja virtual. Embora existam dificuldades, o empreendedorismo online confere vantagens bem mais interessantes, em razão de seus gastos mais baixos nos investimentos iniciais, comparado com os estabelecimentos físicos.

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