O que é logotipo da marca, tipos e importância?
Já desde crianças, quando ainda nem sabemos ler, somos capazes de reconhecer algumas marcas por um elemento visual único que as distingue – o logotipo!
Por conta disso, parece até desnecessário falar sobre a sua importância, não é mesmo?
Embora muitos de nós saibamos – ainda que intuitivamente – muito a respeito desse elemento essencial das marcas, hoje iremos um pouco mais a fundo no assunto e entre outras coisas, listaremos os principais fatores de importância, os tipos mais comuns e as razões para criar um logotipo que faça a diferença.
Por isso, se você tem alguma dúvida a respeito, aproveite a leitura!
O que é um logotipo?
Muitos são capazes de dar boas respostas para essa pergunta, mas compreender o que deve ser, é um ponto de partida importante para mais tarde criar um que funcione bem e que traga os benefícios possíveis.
Um logotipo é uma ilustração gráfica que visa:
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Representar e comunicar um – ou mais de um – conceito associado à marca;
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Permitir o reconhecimento da marca;
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Distingui-la das demais;
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Ser um dos elementos da identidade visual da marca;
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Transmitir quem a marca é.
Ou seja, mais do que apenas permitir a identificação da marca, um logotipo tem outros funcionamentos, os quais dependem do quão bem elaborado ele foi e como ele se integra ao trabalho de branding, que é resumidamente o processo de construção das marcas.
Quais são os tipos de logotipo?
Antigamente era comum classificar os logotipos em quatro categorias:
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Textuais – os textuais são formados apenas pelas palavras da marca, as quais são apresentadas em combinações exclusivas de estilos, fontes e tamanhos, proporções e cores. As empresas Netshoes, FedEx, Magazine Luiza e Walt Disney são exemplos dessa categoria;
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Ilustrados – os ilustrados são os que contêm desenhos ou imagens que representam os seus nomes ou o que fazem, como os usados pela Apple, Firefox, Pinterest e Instagram, onde temos de forma estilizada uma maçã, uma raposa de fogo, um pin e uma câmera fotográfica, respectivamente;
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Simbólicos – a terceira categoria, é composta pelos chamados logotipos simbólicos, cuja principal característica é o design mais abstrato, mais relacionado a um conceito, como os famosos símbolos da Nike, Ubuntu, Audi e Chevrolet;
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Mistos – os mistos são os formados por uma combinação dos últimos três, como o logo dos Correios, Burger King e Microsoft.
Porém, à medida que o Marketing e a Publicidade evoluíram e ganharam papel de maior relevância no sucesso das marcas, ampliaram-se os conceitos envolvidos na concepção, dando origem a 7 tipos diferentes, por serem mais específicos.
1. Lettermark
O lettermark é um tipo baseado em letras – geralmente as iniciais – e abreviações para representar a marca, sendo a escolha quando o nome da empresa associada é extenso e/ou envolve nomes próprios complexos ou difíceis de lembrar.
Exemplos clássicos de logos baseados em lettermark são PwC (PricewaterhouseCoopers), P&G (Procter & Gamble) e Fnac (Fédération Nationale d'achats des Cadres).

2. Letterform
O segundo tipo é o que faz uso de apenas uma letra da marca para identificação e por isso, requer um design mais criativo e singular para ser reconhecível. São muito utilizados quando o espaço disponível é mais reduzido ou quando se quer uma aparência mais limpa ou minimalista.
Entre os mais populares, podemos citar Adobe (A), Facebook (f) e Yahoo! (Y!).

Nessa categoria costuma-se incluir os chamados monogramas, os quais são formados pela combinação ou sobreposição de duas ou mais letras para criar um único símbolo, como é o caso da Louis Vuitton, PlayStation e New York Yankees.

3. Wordmark
O terceiro grupo é composto pelos logos que são compostos pela(s) palavra(s) que contém o próprio nome da marca. É bastante comum nesses casos o desenvolvimento de uma fonte própria e única, frequentemente tornando-a típica e inconfundível.
Certamente a marca mais famosa nessa categoria, é da Coca-Cola, mas há outras igualmente únicas, como o Google e Disney.

4. Simbólico ou Isotipo
Aqui um símbolo ou uma imagem são a representação gráfica da marca, sendo que pode ser uma ilustração de um objeto real, mas também pode ser algo abstrato. Outro aspecto comum nesse tipo, é que o símbolo pode transmitir um conceito ou filosofia da marca ou produto.
Dentre os mais conhecidos, vale a pena citar Microsoft Windows, Unilever e Shell.

5. Emblema ou Isologo
No emblema, o símbolo e o nome da marca são integrados de forma inseparável, ou seja, o texto e os elementos gráficos estão contidos dentro de uma moldura (círculos, escudos, retângulos ou outras formas), selo ou brasão, formando uma unidade visual única.
Há muitas marcas que adotam esse formato, como por exemplo, a BMW, Pizza Hut e Burger King.

6. Brasões
Embora não seja obrigatório, os brasões geralmente são usadas por marcas mais antigas e costumam ser um desenho com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões ou nações. Além de marcas, são usados por instituições e poderes públicos, além de equipes esportivas, como times de futebol.
Há inúmeros representantes nessa categoria, mas mencionaremos apenas Porsche, Stella Artois e Alfa Romeo.

7. Marcas dinâmicas
Aqui a regra é haver flexibilidade e adaptabilidade ao contexto, de modo que a depender da campanha, da mídia e do propósito, é exibido apenas como símbolo, como wordmark, como ambos ou até em cores diferentes dos padrões.
Geralmente são usados por marcas consolidadas e muito conhecidas, como o Google nos Doodles ou nas diferentes divisões da FedEx.

O logotipo e o Marketing
Um exemplo clássico da importância do logotipo e de como funciona como elemento de comunicação e identificação em Marketing, é o logo da Audi. A história por trás das quatro argolas, remete à fusão de outras quatro marcas (Horch, Audi, Wanderer e DKW) para formar a Auto Union. É isso que as quatro argolas representam.
E o uso do logo costuma ser explorado de maneira ousada, como em famoso comercial em que a Audi mostra outras quatro marcas concorrentes e suas principais virtudes, mas ao final coloca em evidência a sua própria, por meio do reconhecido logo dos 4 anéis. Vale a pena conferir!
Quando bem concebidos e conectados com a filosofia por detrás do Marketing da empresa, são invariavelmente o elo que representa a imagem da empresa e o caminho para o Top of Mind!
Quer outro exemplo?
Pense em refrigerante!
Possivelmente o primeiro nome que veio à mente de muitos, foi Coca-Cola!
Ainda que tenha pensado em outro produto, ao ler este nome, é improvável que o logo da companhia não tenha vindo imediatamente à memória. Ok, alguns dirão: “Eu imaginei uma garrafa ‘transpirando’, de tão gelada!”.
Sim, mas o que havia claramente estampado nesta mesma garrafa?
Ou seja, o Top of Mind – ou topo da mente – consiste da primeira marca ou imagem ou produto ou serviço, quando somos estimulados a pensar em um grupo de empresas, produtos ou serviços. É a marca que é sinônimo daquela categoria!
Logotipos também podem também cumprir esse papel de comunicação e de reconhecimento, mas que requer um processo criativo estratégico, permanente e de raro sucesso.
Todavia, na medida que a imagem resultante se conecta com a proposta imaginada, por vezes pode transmitir conceitos e até mesmo ser imbuída de personalidade capaz de gerar afinidade, simpatia e harmonia nas pessoas que interagem com ela.
Esse tipo de mensagem subliminar foi fantasticamente obtida em alguns logos famosos, como da Amazon, onde as letras “A” e “Z” são conectadas por uma seta que ao mesmo tempo significa que você tem tudo de A até Z e o sorriso resultante da experiência de comprar (ON)line no site da empresa.

Quando criar um logotipo?
Depois disso tudo, a maioria acredita que sempre é importante, o que não é uma verdade absoluta.
Sim, porque além dos pequenos negócios, há muitos outros que prosperam sem contratar uma agência para elaborar um símbolo repleto de significados e mensagens como da Unilever ou do exemplo da Amazon.
Eis algumas razões objetivas:
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Quando o nome da marca é muito longo, como do já mencionado PwC, da HP (Hewlett-Packard) ou da IBM (International Business Machines Corporation). Ainda que se possa utilizar letras personalizadas, em diferentes situações o nome completo se torna inviável. O elemento que identifica a marca nesse caso, deve ser mais simples;
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O inverso também pode ser o motivo, ou seja, um nome muito curto, particularmente siglas. No entanto, há exceções, mas a grande maioria está relacionada a marcas conhecidíssimas e fortes, como Apple, por exemplo;
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Quando as palavras que compõem a marca são comuns, particularmente no seu segmento de atuação. Imagine quantas marcas de pão de queijo existem no país;
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Se o nome da marca não está alinhado com a personalidade e com a imagem que se quer transmitir;
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Marcas famosas com nomes semelhantes. A situação é mais constrangedora quando a marca que se torna famosa veio depois e parece que a menos conhecida a copiou, o que não é verdade;
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Sempre se quer uma flexibilidade em termos de layouts para diferentes materiais e formatos publicitários;
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Se a identificação visual é essencial para o modelo de negócio, como os logos das marcas de roupas ou dos postos de combustível.
Qual a importância do logotipo?
Para além das vantagens evidentes que mencionamos anteriormente, o poder desse “simples” elemento de identidade visual, há ainda outras vantagens para a sua empresa ao investir em um bom logotipo.
Fixa a marca
O logotipo costuma ser o primeiro elemento visual do seu negócio, da mesma forma que o rosto de alguém que acaba de conhecer; muitas vezes o primeiro aspecto notado, antes mesmo das características do produto, serviço ou conteúdo.
Quantas vezes ao nos depararmos com um produto em uma vitrine, como no caso de um tênis, por exemplo, a primeira coisa que se busca é o logo, a fim de saber qual a marca por trás daquele produto.
A associação que o consumidor faz entre uma necessidade e o produto que é capaz de supri-la se dá principalmente, pela marca. Esse é o papel primordial de um logotipo, pois ele, alavanca os esforços de reconhecimento e consequentemente de vendas, quando a associação feita é positiva e representa experiências positivas.
Reforça a imagem
Presente em todas as peças de Marketing, um bom logotipo funciona como um símbolo da empresa e transmite seus melhores atributos, ajudando o cliente a identificá-la como pertencente a um determinado nicho de mercado. Na batalha por um espaço no subconsciente do consumidor, como citamos no início do bate-papo, o poder da imagem é fundamental, ainda mais na era digital.
Mas não é apenas a imagem representada pelo que vemos concretamente, mas a imagem que se traduz em conceitos como qualidade, tecnologia, durabilidade, etc. É por meio dessa identidade visual que são atribuídos significados capazes de transmitir ao seu público sensações como exclusividade, status, segurança.
Alinhamento ao público
Não importa o tamanho do seu mercado de atuação, a máxima de que nenhum negócio vende para todo mundo, é um fato. Um bom logotipo aproxima o consumidor certo, isto é: o seu público-alvo é capaz de reconhecer o seu produto imediatamente.
E isso é fundamental, pois as vendas recorrentes a consumidores fiéis representam muito no faturamento de uma empresa, contribuindo para a sustentabilidade e fidelização. Assim, é importante focar os seus esforços e direcioná-los ao seu público-alvo, e é o logotipo que cumpre, com maestria, esse papel de alinhamento entre cliente e empresa.
Transmite profissionalismo e credibilidade
No mundo dos negócios, a primeira impressão é a que fica. Um logotipo bem estruturado retira a empresa do campo do amadorismo e a projeta como uma marca sólida e confiável.
Para o consumidor, o cuidado com a identidade visual é um indicativo profissionalismos e da qualidade do produto ou serviço oferecido. Investir em um logo é, na verdade, oferecer uma "prova” visual de que sua empresa é séria e respeita o cliente.
Diferenciação em mercados saturados
Muitas vezes, o que impede uma empresa de ser apenas mais uma, é a força da sua identidade. Em nichos onde os produtos ou serviços podem parecer muito similares (como em padarias, oficinas ou consultórios), o logotipo é o elemento que cria uma personalidade única para o negócio.
Ele ajuda a marca a ser “vista na multidão”, permitindo que ela seja escolhida pelo valor e pela identificação que gera, e não apenas por ser a opção mais barata.
Conclusão
Como vimos, o logotipo é muito mais que um desenho; é o rosto e a voz visual da sua empresa. Ele sintetiza sua história, diferencia seu negócio da concorrência e cria laços com seu público. Entender essa base é o primeiro passo para construir uma marca forte e memorável. Agora que você conhece os tipos e a importância, está pronto para dar o próximo passo na sua identidade visual?


