Revisão de conteúdo para Web: por que e como fazer?
Criar conteúdos diversos para o site, o blog e as redes sociais, é essencial e isso todo mundo sabe. Mas tão importante quanto produzir, é fazer uma revisão desses conteúdos para a Web!
Se você não faz, ou se restringe a verificar erros ortográficos, saiba que os seus resultados com eles podem estar sendo bem aquém do possível!
O que é a revisão? Por que é importante fazer? Como fazer?
Ao responder tais perguntas, a ideia é que você seja capaz de corrigir erros que comprometem a eficiência dos seus conteúdos.
O que é revisão de conteúdo para web?
Se a sua resposta para essa pergunta, é: “garantir que não existam erros de digitação”, então você precisa continuar a leitura!
Mas calma, porque nós também defendemos a criação de conteúdos sem “derrapar” no português.
Acontece que a revisão de conteúdos para a Internet, deve levar em consideração uma série de outros fatores para além dos aspectos gramaticais, que é onde os erros de digitação se enquadram, como por exemplo:
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Propósito – levando em conta que quase invariavelmente o material produzido tem um – ou muitos – propósito relacionado ao Marketing Digital, a revisão precisa garantir que o conteúdo esteja adequado a todos os seus fundamentos;
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Comunicação – a linguagem, o tom de voz, a fluidez e a concatenação das ideias, bem como o estilo de escrita precisam estar ajustados ao público ao qual o conteúdo se destina, do contrário não comunicará bem e, consequentemente, irá se afastar do seu propósito;
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Utilidade – outro ponto fundamental e que inclusive tem enorme peso por parte do algoritmo do Google, é a utilidade do conteúdo, algo que ficou evidente no Core Update de Agosto / 2024;
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Foco nas pessoas – esse fator motivou o post “Para quem você cria conteúdo? Robôs ou pessoas?” em 2022, cuja abordagem foi mais tarde reforçada pelo Core Update de Mar/24, no qual a mensagem é “criar conteúdo original, de alta qualidade e que prioriza as pessoas, demonstrando qualidades do E-E-A-T” e que é a sigla para Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust, que em português significa respectivamente, Experiência, Perícia, Autoridade e Confiança;
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Escaneabilidade – conteúdos úteis e com foco nas pessoas, precisam ser bastante escaneáveis e que na prática significa a medida do quão fácil o visitante consegue localizar e consumir a informação do seu interesse;
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SEO e GEO – somado a todos aspectos acima, o conteúdo precisa visibilidade e que hoje se traduz em pensar no SEO e GEO, que são os processos de otimização para os motores de busca e para as IAs generativas, respectivamente.
Partindo desse entendimento do que é revisão de conteúdos Web, o processo pode ser quase tão trabalhoso quanto a própria produção, já que os vários papéis que o conteúdo desempenha, precisam ser verificados.
Tipos de revisão de conteúdos
Há quem diga que há quatro tipos de revisão. Nós preferimos dizer que há quatro circunstâncias ou momentos em que se deve realizar a revisão:
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Revisão de conteúdo evergreen – conteúdos evergreen (sempre verdes) são atemporais e, portanto, devem ser relevantes e interessantes com o passar do tempo. Mas para que isso seja verdadeiro, é necessário fazer a manutenção do conteúdo, atualizando os dados e inserindo novas informações (conteúdo fresco);
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Conteúdos criados por IA – se você cria conteúdos a partir de uma inteligência artificial, é altamente recomendável a leitura do post “Importância da revisão humana em conteúdo gerado por IA”;
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Atualização para sites de busca – é feita com o objetivo de adequar o conteúdo às mudanças dos algoritmos dos buscadores e refinar o trabalho de SEO e GEO;
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Antes da primeira publicação – é a revisão que deve ser feita antes do conteúdo ser publicado, pois em vários casos, pode não haver uma segunda chance de fazer bem feito.
Embora a revisão seja possível – e desejável – em diferentes momentos, sempre que um conteúdo inédito for publicado, antes deve passar por um procedimento completo de revisão, pois alguns erros podem custar bastante caro.
É neste último momento que concentraremos nosso trabalho.
Por que é importante a revisão de conteúdos?
A revisão é importante para que seu trabalho, o investimento e o tempo dedicados, não sejam em vão.
O revisor tem a função de garantir que todo o material produzido – e que pode contemplar outros tipos de conteúdo além de texto – não seja sem propósito.
Mais do que isso, é por meio do conteúdo feito adequadamente, que:
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A empresa consegue leads e ao continuar fazendo um bom trabalho, estes podem se tornar clientes;
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Soluciona problemas, dores e dúvidas dos seus clientes;
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Constrói e/ou melhora a autoridade tópica (Topical Authority) e autoridade do domínio;
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Contribui para o trabalho de visibilidade da marca ;
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Aprimora sua comunicação com o mercado;
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Faz publicidade alternativa;
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Influencia sua reputação digital.
Em outras palavras, quando o trabalho de revisão não é feito ou não cobre todos os aspectos que deveria, alguns ou todos os benefícios acima, deixam de ser obtidos.
Além disso, mesmo que se tenha experiência e se cerque de cuidados na produção de conteúdo, à medida que o volume aumenta, aumentam também as chances dos erros acontecerem.
Como fazer revisão de conteúdo para Internet?
Dependendo da quantidade, da frequência e até da forma que se cria o conteúdo, pode ser necessário que o trabalho seja feito por uma pessoa alheia à produção, se por exemplo, você tem um ghost writer que escreve para seu blog.
Logo ficará claro, porque não apenas neste caso específico, como em outros, a revisão não é feita pela mesma pessoa que cria.
O processo geralmente exige do revisor mais do que uma leitura. A cada uma, diferentes aspectos são avaliados e as devidas correções produzidas.
Assim, por exemplo:
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Em uma primeira passada, podem ser observadas a clareza e a lógica das ideias e se elas atendem ao propósito do texto;
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Na segunda, verificam-se as palavras-chave, a quantidade adequada e eventuais usos de sinônimos;
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Na terceira, são feitas as correções gramaticais e ortográficas e assim por diante.
Ao final de todas as etapas, uma última leitura garante que o resultado final ficou agradável e adequado ao que se pretende.
1. A persona é atendida?
Antes de mais nada, é preciso ter muito bem definido quem é a persona ou o público-alvo a quem o conteúdo se destina.
Pelos seguintes motivos:
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Não há como atendê-los sem conhecer as suas dúvidas, quais são os seus problemas, tampouco cuidar das suas necessidades, desejos e expectativas;
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Para adotar uma linguagem, um tom de voz capaz alinhado com seu perfil e, portanto, que comunique;
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Quanto maior for a satisfação dos aspectos acima, mais o conteúdo deve ser útil e se aproximar do seu propósito.
De quebra, além de se aproximar dos resultados almejados, caminha-se rumo à fidelização dos leitores.
2. Exatidão / correção da informação
Pode parecer desnecessário ressaltar que o conjunto de informações contidas devem ser precisas, corretas, exatas.
No entanto, é o tipo de falha que ocorre com mais frequência do que deveria.
Partindo do pressuposto que não se trata da produção deliberada de fake news, informações imprecisas podem fazer parte do conteúdo por diferentes razões:
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Não foi feita a devida confirmação dos dados ou da fonte por parte do redator;
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Ocorreram erros de digitação;
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Falha na edição, especialmente quando são compartilhados dados ou há a repetição parcial de alguns, como no caso de diferentes fichas técnicas de produtos, que apenas algumas características variam;
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Falhas na etapa de pesquisa, quando o redator não é um especialista no assunto e por isso não tem condições de discernir sobre o que é exato ou não;
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Conteúdo desatualizado.
3. Profundidade do assunto
Esse aspecto está relacionado a outros, como por exemplo, o atendimento da persona.
Consideremos um artigo sobre PHP. Se a persona que miramos é alguém que está dando apenas seus primeiros passos em programação ou se já é um programador experiente, a profundidade do assunto varia radicalmente, sendo um conteúdo para leigos no primeiro caso e algo bem mais técnico no segundo.
Ou seja, dois grupos de pessoas bem distintos.
Mas depende também de outros fatores.
Por exemplo, você pode querer desenvolver um trabalho de grupo de conteúdos (topic cluster) e por isso ter um conteúdo mais genérico e menos profundo sobre o PHP, criando um post pilar e vários outros posts satélites, nos quais o assunto ganha mais profundidade e mais especificidade.
4. SEO e GEO
Os conceitos de SEO e GEO foram levados em consideração?
Ao produzir textos, eles precisam satisfazer o maior número possível de aspirações dos leitores, mas para termos visitantes, também precisamos nos preocupar com os robôs da Internet e isso se faz usando princípios de SEO e GEO.
Resumidamente consiste de:
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Há palavras-chave principais e secundárias? O número de ocorrências é adequado? Foram utilizados possíveis sinônimos?
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Faz sentido e é relevante usar palavras long tail para dar mais especificidade ao assunto?
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O texto âncora é adequado?
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Os títulos e subtítulos estão de acordo com as pesquisas mais frequentes?
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As principais dúvidas relativas ao tema são respondidas de modo objetivo e claro?
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O conteúdo é original e contribui para a autoridade tópica (Topical Authority)?
Portanto, vários fatores relacionados precisam ser observados, pois influenciam diretamente a otimização para motores de busca e a estratégia de de Marketing de Conteúdo.
5. É adequado ao estágio do funil?
Se um determinado post ou outro tipo de conteúdo é parte de uma estratégia de conversão, é preciso verificar se ele está adequado ao estágio do funil de vendas. Ou seja, funciona para leads no topo, mas o que se pretendia é conversão e, portanto, no fundo do funil, a abordagem tem que mudar.
Por outro lado, se é adequado:
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As dúvidas ou questões que impedem a conversão são esclarecidas?
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Existem CTAs (chamadas para ação) e são eficientes?
6. Abordagem e enfoque
A forma como o assunto foi apresentado e desenvolvido, os exemplos e analogias, as explicações e metáforas, bem como os aspectos nos quais o assunto se concentra, constituem a abordagem e o enfoque dado ao conteúdo.
Avalie os seguintes pontos:
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Ela é adequada à persona e/ou público-alvo?
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Ou como mencionamos no aspecto anterior, é condizente com o estágio do funil?
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Essa maneira de apresentar o conteúdo é esclarecedora e, portanto, útil ao visitante?
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Essas escolhas contribuem para a originalidade?
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O modo como o tema é exposto, facilita a compreensão e a comunicação?
Por fim, mas não menos importante, tenha em mente que o enfoque, é o que você dá mais destaque ou atenção. O que é colocado em foco, também se relaciona com profundidade e com a pauta. Logo, abordagem e enfoque são mutuamente dependentes e relevantes.
7. Gramática e ortografia
E naturalmente que o revisor também precisa verificar a primeira coisa que vem à mente quando se pensa a respeito – a correção gramatical e ortográfica, ou escrever sem erros de português.
Pontos a serem avaliados:
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Se os textos atendem à norma culta do idioma;
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Como os tempos verbais são usados, as concordâncias e a regência;
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Mas também se as construções utilizadas estão adequadas à linguagem, ao estilo de escrita e, por consequência, de acordo com o perfil dos visitantes.
Mesmo em textos em que o formalismo não é necessário e uma linguagem mais coloquial é permitida ou mesmo indicada, é possível e desejável que se faça com correção. Estilo informal não é sinônimo de permissividade no emprego das regras. Pode-se escrever de modo simples, mas de acordo com as normas.
Conclusão
A revisão de conteúdo para a Web evoluiu: hoje, ela é o equilíbrio entre precisão gramatical, intenção do usuário e exigências técnicas de SEO e GEO. Ao ignorar essa etapa, você arrisca não apenas a clareza, mas a autoridade da sua marca diante de algoritmos e pessoas. Revisar é garantir que cada palavra publicada trabalhe a favor dos seus resultados e da sua presença digital.


