E-commerce, você precisa ter um?

Obviamente ninguém tem a condição de lhe dizer o que fazer do seu negócio e, portanto, não é esta nossa pretensão, mas se você ainda não tem um e-commerce, já considerou a possibilidade de ter um? Se ainda não, ou mesmo que a resposta seja sim, mas a ideia ainda não saiu do papel, reserve uns minutos e reflita sobre algumas informações e dados que vamos lhe apresentar e ao final você mesmo será capaz de responder se já não é a hora de ter um e-commerce.

Dados sobre o e-commerce no Brasil

Antes de ir além, é importante destacar que nem sempre os dados têm representatividade absoluta quanto ao que significam. Algumas vezes é necessário avaliar o contexto e o momento em que estão inseridos, para que possamos ter um diagnóstico mais preciso e, por esta razão, procuraremos apresentar apenas aqueles que são mais expressivos, independente de outros fatores presentes no ambiente de negócios.

Logo de cara um dado que chama atenção, é o desempenho do e-commerce nas vendas do Black Friday de 2018, auditado pela Nielsen e que revela um crescimento de 23% em relação à 2017, com um total de R$ 2,6 bilhões. Outros números do levantamento, apontam para um aumento do número de pedidos de 13%, um ticket médio 8% superior e 9% mais consumidores que realizaram compras, comparativamente ao ano anterior.

As vendas da Black Friday tem significativa importância, porque participam dela empresas que vendem os mais variados produtos e serviços e assim pode-se deduzir que não são apenas alguns setores que puxam as vendas. É também preciso reiterar que os dados não contemplam as vendas presenciais.

Além disso, destaca-se que em 2018 houve dois fatores que reforçam que o crescimento não foi localizado. O primeiro foi a queda na venda de smartphones ao longo do ano, em relação aos anos anteriores e o segundo, foi a ocorrência da Cyber Monday na segunda-feira seguinte, que privilegia produtos eletrônicos e de informática, ou seja, nichos de produtos que eram os campeões de vendas em Black Fridays anteriores, indicando que o crescimento não foi impulsionado por segmentos específicos.

Outro número importante, vem do setor de alimentação e serve para reforçar a abrangência do crescimento das vendas online. Segundo o site e-commercebrasil, o mercado de delivery de comida online, ou seja, comprada por aplicativo ou por sites específicos, tem tido um crescimento muito superior a vários outros países. Só os dados divulgados pelo ifood revelam um crescimento de 109% em relação a 2017.

O mesmo site aponta uma estimativa de crescimento de 15% como um todo, das vendas online em 2019, em contraste aos 12% apresentados em 2018. Ou seja, estamos em uma curva crescente e vários setores têm desempenho ainda superior ao índice global, como o de perfumaria, cosméticos e saúde, que mesmo nos modelos tradicionais de comercialização, tem tido crescimento. Até o setor com menor crescimento, que é o de moda e acessórios, que apresentou 6%, ficou acima do crescimento do PIB no mesmo período.

Ou seja, se por um lado há vários indicadores da economia que mostram que atividade econômica teve um comportamento tímido em 2018, o panorama para as empresas com atuação no comércio eletrônico, foi bem mais favorável. Isso também indica que aquelas que ainda não fazem vendas pela Internet, perderam terreno e participação para as que fazem.

Motivos do sucesso do comércio eletrônico

Entender as principais razões para o sucesso do comércio eletrônico no Brasil e no mundo, é fundamental até mesmo para saber que caminho percorrer se decidir-se por mudar sua condição atual e aderir a este modelo de negócios. Que há um grande movimento de transformação digital, isso é inegável, mas o que talvez falte a algumas empresas, é compreender o que precisa ser feito para se ter uma presença digital compatível com o momento e as demandas.

A Internet definitivamente foi responsável por mudar muitas coisas na vida das pessoas e entre tudo o que tem se visto ao longo deste tempo, o comportamento do consumidor tem sofrido uma transformação sem precedentes. Pode-se mesmo afirmar que temos de um lado o consumidor presencial que ainda não prescinde do contato com o produto, com o atendimento do vendedor e das rotinas que envolvem os modelos comerciais tradicionais, mas do outro lado, surgiu e cresce a percentuais significativos, o consumidor digital.

Este consumidor tem ao seu alcance um acervo incrível de comodidades que visam atender tudo que se possa imaginar. Ao toque de uma tela ou um clique de mouse, ele dispõe de aplicativos de comparação de preços, pesquisas de empresas, fornecedores, informações sobre os produtos, opiniões de outros consumidores, prazos e formas de entregas, fotos, vídeos e muito mais, isso sem contar o que vem por aí.

Antes, dependendo de onde o consumidor estava localizado, uma saída para comprar um computador novo para a família, poderia representar uma manhã inteira de idas e vindas às lojas, trânsito, estacionamento, caminhadas, bate papos com vendedores e muitos folders e cartões nos bolsos. Agora, na volta do almoço, no metrô ou na sala de espera do dentista, resolve-se a questão em poucos minutos, sem stress e sem complicação.

Isso tudo tornou o consumidor mais exigente e colocou mais poder em suas mãos. Suas escolhas, seu julgamento e até mesmo a imagem que ele tem das empresas e dos produtos e serviços que elas oferecem, está muito mais ligado ao que ele consegue ver delas na tela que ele tem a sua frente.

Quando um consumidor opta por adquirir algo através de um site de comércio eletrônico, ele está optando por economizar tempo e dinheiro, ter mais opções, mais informação, menos preocupações, menor trabalho, mais comodidade. No fim de tudo, mais satisfação, que é o que toda empresa busca.

Para as empresas, também é um ótimo negócio, pois dependendo da forma como é estruturado o seu comércio eletrônico, consegue-se aumento nas vendas, redução nos custos (estoque, funcionários, instalações físicas, mobiliários, etc), maior alcance geográfico, visibilidade, entre outras vantagens. É mesmo difícil imaginar motivos para não ter um.

Do ponto de vista do que precisa ser feito, as possibilidades são muitas, bem como as facilidades. Há tecnologias e empresas especializadas em suprir tudo que é necessário para se lançar um bom site de e-commerce, começando pelas mais diversas soluções de hospedagem, passando pela escolha do CMS e os aspectos de segurança como SSL e culminando na divulgação.

Detalhes mais precisos do que se fazer, vêm com a definição do que se pretende em termos de atuação. Sempre é um bom conselho conversar com empresas e profissionais do segmento, colhendo dicas e procurando apoio de quem tem experiência e pode tornar mais acessível caminho para o sucesso.

A esta altura você consegue imaginar o que passa na cabeça do consumidor que não encontra sua empresa e seus produtos para comprar através de um e-commerce?

Conclusão

O e-commerce já foi apenas uma alternativa a mais dada aos clientes. Pelas vantagens que proporciona aos consumidores e empresas, por atender novas demandas resultantes da transformação digital que a Internet propiciou e apresentando resultados e taxas de crescimento vigorosos, acima do desempenho da economia de uma forma geral, ter um canal de comércio eletrônico deixou de ser apenas uma opção de comercialização e em pouco tempo deverá ser o principal canal de muitos segmentos.