4 dicas infalíveis para aumentar a visibilidade da sua marca

Embora seja uma afirmação banal para quase todo mundo que trabalha com Marketing, ainda é uma verdade incontestável que “quem não é visto, não é lembrado”. Justamente por isso que por mais diversificado que seja o trabalho, boa parte das vezes o que é feito é procurando dar grande visibilidade à marca.

Se sua missão é essa, nesse bate-papo nosso objetivo é ter uma visão mais precisa sobre visibilidade de marca, deixar bem claros os porquês da sua importância, dos tipos possíveis e finalmente, dar dicas infalíveis para deixá-la em evidência perante a concorrência.

O que é visibilidade da marca?

É bastante provável que você saiba ou tenha uma boa ideia do que é visibilidade, mas o que nos interessa aqui, não é a compreensão linguística do que é, mas dos desdobramentos práticos e como isso importa para as muitas estratégias de Marketing possíveis.

Poderíamos apenas lançar mais uma das muitas definições encontradas nos glossários da área, mas tal como acontece com todas as respostas desse tipo, é fácil de caírem no esquecimento.

Por isso, vamos lançar mão de uma analogia.

Imagine um estádio de futebol lotado. Quando você olha para a arquibancada, vê milhares de pessoas e pelo que se entende da definição formal de dicionário, todos eles – ou a grande maioria – têm visibilidade para você, porque estão visíveis aos seus olhos.

Mas se você quiser achar alguém em meio a essa multidão? Difícil, não é? Quase impossível para falar a verdade. Mas, por que?

A resposta é simples! Porque todos se parecem iguais. Todos usam camisas parecidas, nas mesmas cores.

Há uns poucos detalhes que criam uma ligeira diferenciação de uns em relação aos outros, mas de modo geral o que se vê, é uniformidade, aspecto que dificulta a visibilidade que se busca.

No entanto, suponha a improvável ou impossível situação de haver um torcedor com uma camisa verde em meio a um mar de branco e preto! O que aconteceria nesse caso?

Automaticamente ele se destaca do todo e passa a ser MAIS visível que os demais, correto?

Pois é esse o ponto em que a visibilidade atinge o patamar que buscamos: DESTAQUE ou EVIDÊNCIA!

Se preferir, mais do que ser visto é ser diferenciado em relação ao todo!

Logo, quando tratamos de visibilidade da marca, ser visto não basta. Assim como você, muitos concorrentes também são. O nosso maior interesse, é estar em evidência ou destaque em relação aos demais.

Mas se você acha que isso é tudo o que precisa saber, há ainda mais – os tipos de visibilidade…

Os tipos de visibilidade de marca

É possível classificar a visibilidade de marca – também conhecida como brand visibility – de acordo com alguns fatores.

O primeiro tipo de diferenciação é semelhante ao que é possível quando se fala em qualidade e que muitos erroneamente creem que sempre é bom. Mas não é. Da mesma forma que há marcas cujos produtos são de ótima qualidade, há aquelas com péssima qualidade associada à marca.

Certamente você consegue se lembrar de marcas nos dois extremos.

Portanto, ganhar destaque ou visibilidade também pode ser por motivos ruins, por exemplo, porque a marca se viu envolvida em um escândalo, o que a tornou conhecida, muito comentada, mas que afetou de maneira profunda e negativa a sua reputação junto aos consumidores.

Com isso em mente, deve estar claro que a frase “falem mal, mas falem de mim” não se aplica para nossos objetivos.

Mas não é só isso. É possível dividi-la de acordo com o processo de construção dessa visibilidade:

  • Visibilidade orgânica – é obtida de forma natural, orgânica, que surge como fruto do trabalho de SEO (otimização para sites de buscas), conteúdo original e útil, além de vasta e eficiente presença digital;

  • Visibilidade paga – principalmente resultante de ações publicitárias, gerando tráfego pago, links patrocinados e campanhas que aumentam rapidamente a visualização da marca para um público específico;

  • Visibilidade referencial – ocorre quando o ganho de destaque se dá por diferentes referências feitas por terceiros (menções ou links de outros sites, indicações de clientes satisfeitos, engajamento, etc);

  • Visibilidade de reconhecimento – relacionada com o reconhecimento da marca (brand awareness) e pode ser subdividida em:

    • Reconhecimento estimulado – o consumidor reconhece a marca quando ela é mencionada em meio a outras;

    • Reconhecimento espontâneo – não apenas é reconhecida, mas é a marca que sempre é lembrada quando o consumidor é levado a pensar em uma categoria de produto;

    • Top of Mind – é a posição mais alta do reconhecimento acima, ou seja, é a primeira marca que vem à mente do consumidor.

Para o nosso propósito aqui, o que nos interessa é visibilidade orgânica, referencial e de reconhecimento espontâneo, mais especificamente, o Top of Mind.

Por que visibilidade é importante?

Pelo que já discutimos a respeito do tema, naturalmente que os aspectos mais relevantes já devem estar evidentes, não é mesmo?

Mas a fim de que não fiquem dúvidas, vamos listar e comentar todos:

  • Destaque – permite à marca ser a mais notada e com mais frequência que a concorrência;

  • Reconhecimento – identificar de modo consistente e imediato todos os elementos associados à marca (nome, logotipo, cores, etc), a chamada identidade visual;

  • Alcance – facilita alcançar mais e novos clientes em potencial;

  • Conexão – potencializa aos consumidores encontrarem aspectos e valores da marca que são importantes para eles;

  • Confiança – é pressuposto básico para o processo de conquista da confiança, afinal é impossível confiar no que não é visto;

  • Eficiência – quanto mais visível é uma marca, mais eficiente é a sua comunicação com o mercado e maiores as chances dos resultados das estratégias serem alcançados;

  • Lembrança – a frase logo na abertura do nosso bate-papo (quem não é visto, não é lembrado), nunca foi tão verdadeira como hoje em dia, em que a Internet favorece enormemente fatores como a Globalização, a superexposição e a volatilidade de quase tudo. Quem não se preocupa em ser visto sempre, rapidamente será substituído e esquecido.

Pronto para colocar sua marca em destaque?

4 dicas para a visibilidade de marca

Nesse ponto, a curiosidade por saber como colocar sua marca em evidência, deve ser grande, certo?

No entanto, antes de irmos ao assunto, é essencial fazermos um alerta – não existe “fórmula mágica”. Tampouco pense em dica como sinônimo de truque. O que traremos a seguir, são fundamentos para tornar todo o trabalho de construção da sua presença digital, muito mais sólido e eficiente.

1. Conheça muito bem o seu cliente

O primeiro passo rumo aos holofotes, é conhecer o seu cliente. Mais especificamente saber DELE, o que lhe atrai, o que ele precisa, o que ele deseja e o que ele espera da sua marca.

Uma vitrine linda, imensa, repleta de luzes e tudo o mais que você imaginar para chamar a atenção das pessoas, pode até despertar alguma curiosidade inicial, mas se o que é mostrado não é objeto do desejo, se o cliente não precisa daquilo, se não tem valor para ele, sua marca não cumprirá seu propósito. A visibilidade será como um flash, ou seja, momentânea e efêmera.

Basicamente, o trabalho de conhecimento do cliente consiste de elaborar pesquisas, mas não quaisquer pesquisas. É importante começar com as qualitativas, para conhecer tão detalhadamente quanto possível como pensa a persona. Em etapas posteriores, é possível realizar as quantitativas, para determinar o peso que tem cada aspecto que ele valoriza, a sua escala de prioridades.

Além disso, dê condições favoráveis ao seu cliente e o estimule para que ele possa falar de si próprio. Escute-o.

Quanto mais conhecer seu cliente, melhor poderá direcionar as ações de Marketing objetivando que ele perceba como a marca, a empresa, o produto ou serviço, são capazes de atendê-lo da melhor forma possível.

Na prática, eis algumas implicações do conhecimento obtido:

  • Sabendo quais as necessidades e desejos, a marca prioriza os conteúdos (o quê falar) relevantes e, portanto, que geram interesse;

  • Ser capaz de alinhar a linguagem (como falar), sem o que a marca não será ouvida ou compreendida;

  • Ter presença maior e mais eficiente nos canais preferenciais do cliente (onde falar), do contrário não será vista por quem importa;

  • O trabalho de construção da marca (branding), que é altamente dependente do conhecimento profundo dos clientes, será mais eficiente;

  • Algumas vezes, o saber vindo das pesquisas, exige até um reposicionamento da marca (rebranding);

  • Trabalhar muito bem suas preferências, visto que as pessoas têm escalas decrescentes do que mais gostam / desejam, para o que menos gostam / desejam.

E aqui você aprende que visibilidade depende também de consistência do trabalho, mas acima de tudo, da constância. De nada adianta uma intensa exposição momentânea. Ela deve durar ao longo do tempo e em especial, refinar-se com o passar dele.

2. Planeje o Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo é vital no processo de construção de estratégias que visam criar relacionamento, comunicação eficaz, educação sobre a marca e seus produtos / serviços, bem como o engajamento por parte do seu cliente.

Por meio de um planejamento minucioso e devidamente embasado pelo conhecimento obtido anteriormente, a marca tem ganhos expressivos:

Não se esqueça que quando o trabalho de Marketing de Conteúdo é eficaz, o cliente espontaneamente retorna, mantendo a visibilidade sempre em alta.

3. Invista no Marketing Digital

Você já sabe para quem falar e o que falar. Agora, é hora de garantir que sua voz seja ouvida no imenso universo digital.

Investir em Marketing Digital não se resume a gastar dinheiro com anúncios, mas saber usar as ferramentas certas, nos lugares certos, para potencializar a visibilidade que você está buscando.

Pense no Marketing Digital como o megafone e o mapa que levarão seu conteúdo até o seu público.

Sem uma estratégia digital clara, mesmo o melhor conteúdo pode se perder no caminho. Para evitar isso, foque em três pilares essenciais:

  • SEO (Otimização para Mecanismos de Busca) – esta é a base da visibilidade orgânica na Web. Trata-se de ajustar seu site e conteúdo para que o Google e outros buscadores os entendam e os mostrem às pessoas que estão procurando pelo que você oferece. Bom posicionamento orgânico, é como ter uma vitrine na “rua mais movimentada da Internet, 24 horas por dia”;

  • Redes Sociais – não basta estar em todas as redes, até porque nem todo mundo está nas redes sociais. Esteja ativamente presente naquelas onde seu cliente realmente está. Seja no Instagram, LinkedIn, Facebook ou TikTok, o objetivo é construir uma comunidade, não apenas divulgar. Use-as também para:

    • Distribuir o conteúdo valioso do blog da marca;

    • Canal de comunicação adicional com seu público (responder comentários, mensagens);

    • Humanizar a marca, mostrando os bastidores e os valores da empresa;

    • Realizar campanhas de anúncios pagos (tráfego pago) de forma segmentada, direcionando um orçamento pequeno para impulsionar posts específicos para um público muito bem definido (lembra da dica #1?).

  • Mensuração e ajustes – uma das grandes vantagens do digital é que tudo pode ser medido. Use ferramentas gratuitas como o Google Analytics e os insights das redes sociais para entender o que está funcionando: quais conteúdos atraem mais visitas? De onde vêm seus clientes? Quais anúncios geram mais resultados? Pare de “tentar adivinhar” e comece a tomar decisões inteligentes.

Saiba que o Marketing Digital eficiente é na prática um ciclo PDCA:

  • Planeje (conteúdo);

  • Execute (nas plataformas)

  • Meça (os resultados)

  • Aprenda (com os dados)

  • Replaneje.

É essa constância analítica que transforma gasto em investimento e visitantes em clientes fiéis.

4. Trabalhe o GEO (Generative Engine Optimization)

O mundo digital está em constante evolução e a forma como as pessoas buscam informações está passando por uma grande mudança de paradigma por conta da inteligência artificial.

Um exemplo claro disso é o Google SGE (Search Generative Experience), que agora utiliza IA para gerar respostas completas e diretas no topo dos resultados, antes mesmo dos links tradicionais.

Além de digitar termos no Google, cada vez mais usuários perguntam diretamente a assistentes de voz, ou conversam com chatbots e IAs Generativas como o DeepSeek, Gemini ou Copilot, por exemplo. A otimização para esses novos "mecanismos" de busca conversacionais é o que chamamos de GEO (Generative Engine Optimization).

Em termos simples, enquanto o SEO otimiza para palavras-chave, a GEO otimiza para perguntas e contexto.

Seu objetivo é preparar sua marca para ser encontrada e recomendada por essas inteligências artificiais.

"Mas como faço isso?", você deve estar se perguntando. A boa notícia é que a base é a mesma que você já está construindo:

  • Conteúdos em formato de resposta – conheça as dúvidas mais comuns do seu cliente (o "como fazer", "o que é", "qual o melhor..."). Crie artigos no seu blog, vídeos ou posts que respondam essas perguntas de forma completa, clara e estruturada (schema markup). As AIs "amam" conteúdo de qualidade que soluciona problemas;

  • Estruture seus dados – garanta que as informações essenciais da sua marca (nome, endereço, telefone, horário de funcionamento, descrição dos serviços) estejam facilmente acessíveis e corretas em lugares como o “Perfil da Empresa” do Google, no site oficial e em diretórios online. Isso ajuda as AIs a fornecerem informações precisas sobre a marca;

  • Fortaleça a autoridade do domínio – quanto mais sites relevantes e confiáveis mencionarem sua marca ou linkarem para seu conteúdo (visibilidade referencial), mais você será vista como uma autoridade no assunto. Isso é um sinal de qualidade tanto para os mecanismos de busca tradicionais quanto para os generativos;

  • Organização – aprenda e empregue os princípios de escaneabilidade de conteúdos, por meio de títulos, subtítulos, listas e dê preferência aos parágrafos curtos. Isso facilita a leitura e a “assimilação” do texto por parte dos modelos generativos;

  • Construa autoridade tópica – sites que se aprofundam em determinado assunto, com consistência, abrangência e qualidade, tendem a ser vistos como referências (Topical Authority). Isso vale tanto para os buscadores tradicionais quanto para as IA;

  • Conteúdo rico – textos que combinam explicações claras, exemplos práticos, dados relevantes e até recursos visuais (como infográficos ou tabelas), constituindo o que chamamos de conteúdos ricos, têm mais chances de serem compreendidos e citados por modelos generativos;

  • Conteúdos originais – evite repetir o que já está em todo lugar. Produza textos que tragam uma abordagem única, uma experiência prática, uma visão específica do seu nicho de atuação, ou ainda temas ainda pouco abordados ou tratados de forma superficial (as lacunas / escassez de conteúdo), são algumas maneiras de gerar conteúdos originais, algo que os modelos generativos buscam para enriquecer as suas respostas;

Ao trabalhar a GEO, você não está abandonando o SEO. Você está expandindo seu alcance.

Acima de tudo, está garantindo que, quando um cliente potencial perguntar ao seu assistente de voz "Onde encontro [seu produto] de qualidade perto de mim?" ou "Como resolver [o problema que seu serviço resolve]?", seja a sua marca que será sugerida.

É a visibilidade do futuro, sendo construída hoje.

Conclusão

Aumentar a visibilidade da marca é uma jornada de constância e adaptação. Ao unir os fundamentos do marketing com as novas tendências de IA e GEO, sua marca não será apenas vista, mas lembrada como autoridade. Comece aplicando uma dessas dicas hoje e veja sua presença digital evoluir!

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