Suprindo a carência ou escassez de conteúdo para atrair visitantes

Quem trabalha com a produção de conteúdo como parte integrante e importante de uma estratégia de Marketing de Conteúdo, sabe bem das dificuldades que isso representa, particularmente pela concorrência acirrada que existe.

O ritmo cada vez mais intenso com que o conhecimento é produzido e consequentemente mais informação está disponível, cria um paradoxo segundo o qual parece que fica cada vez mais difícil produzir conteúdo para um blog ou qualquer tipo de site focando em conteúdo.

Bem, se há a cada instante mais e mais informação, por que é difícil criar conteúdo baseado nessa informação nova? É justamente aí que está o paradoxo!

As possíveis explicações são muitas, mas a que nos interessa para nosso propósito, é justamente a parcela da informação que ninguém aborda, ou os que fazem, não fazem adequadamente, gerando uma carência ou escassez de conteúdo relacionado e que seja de boa qualidade!

O que é carência ou escassez de conteúdo?

Isso todo mundo sabe!

A questão aqui não é explicar o que é, mas vislumbrar o cenário em que essa condição seja verdadeira. Não entendeu?

Vamos nos apoiar em um exemplo que vai parecer estranho para quem nasceu e cresceu em meados da década de 90 para cá – a fita K7!

Com certeza uma interrogação vai surgir na cabeça de muita gente, exceto naqueles que foram adolescentes no mesmo período ou antes ainda, nos anos 80 e até os “mais experientes” que isso.

Os mais curiosos, podem ter corrido para pesquisar no Google para saber do que se trata e pesquisaram fitas K7.

E agora que todos sabem, devem estar se perguntando: “mas qual a relevância das fitas K7 para a produção de conteúdo?”.

Até quem já conhecia, ao olhar os resultados da pesquisa, verá que desde 2018 ela – a fita K7 – vem ensaiando o seu retorno. Isso mesmo!

O aumento das vendas nos últimos anos e até o início da fabricação por uma nova empresa, são situações reais. Mais que isso, até aparelhos para ouvi-las estão surgindo aqui e ali. Ao ler um dos artigos a respeito no site Universo do Vinil, fica claro que é um assunto que vem atraindo muita gente.

É um conteúdo escasso, mas que tem um público interessado. Quem pensaria nesse tema para um conteúdo? Difícil dizer, mas quem pensou, deu-se bem em meio aos possíveis assuntos ou conteúdos relacionados.

Esse é um exemplo bem particular, mas que é suficientemente bom para ilustrar uma carência de conteúdo, seja na Internet como um todo, afinal são poucos os sites nas SERPs da pesquisa sobre fitas K7, bem como nos sites que deveriam interessar-se por difundir esse conteúdo e até mesmo no seu.

Sim, podem haver temas que são eventualmente importantes e interessam a alguma persona para quem você direciona o seu conteúdo e que você simplesmente não tem nada a respeito.

Não estamos dizendo com isso que você tem que falar sobre fitas K7, exceto se de alguma forma seu conteúdo tem relação com música e ainda assim, depende.

Por que trabalhar com carência ou escassez de conteúdo?

A primeira razão ou a que vem imediatamente à nossa mente, já está implicitamente dada. Ou seja, se há um tema ou uma particularidade dele que é pouco aproveitada, seja por você ou pelos sites concorrentes, então essa é uma oportunidade de preencher essa lacuna de conteúdo e angariar um contingente de visitantes que não é atendido por ninguém, ou o é por pouquíssimos.

Mas cuidado! Não é porque um assunto é pouco explorado, que você tem que necessariamente abraçá-lo!

Verifique se ele é enquadrável no seu planejamento de conteúdo.

É preciso que ele se encaixe nas estratégias do Marketing de Conteúdo que são elaboradas e tenha afinidade com os demais temas que você aborda no seu blog, ou no site para o qual o conteúdo é produzido.

Supondo-se que esses aspectos fundamentais estão cumpridos, vamos listar os mais importantes porquês de orientar parte da produção de conteúdo para carências de conteúdo.

Alcançar nichos de mercado

O exemplo das fitas K7 serve muito bem aqui também.

Prioritariamente quem pode ter interesse em seu retorno? Uma parcela bem específica de consumidor, em uma determinada faixa etária, amante de música, saudosista, entre outras características que o qualificam.

Viveram o auge das fitas K7 em um tempo que muito do que existia não existe mais, nem mesmo na Internet.

Assim como esse público em específico, há muitos que as vezes por não serem maioria, ou por representarem uma segmentação muito específica, não são atendidos por ninguém, ou no máximo por uns poucos.

Quem estiver disposto a dar-lhe atenção, tem boas chances de conquistá-los.

Fugir da concorrência

Não que não haverá concorrência.

Mas o grupo que representa a maioria dos consumidores, também é o que é disputado pela maioria das empresas.

Não é diferente na Internet. O que interessa a maioria dos internautas, é o que a maioria dos sites corre atrás.

Focar parte do seu conteúdo naquilo que é menos importante, vai te fazer disputar em áreas que muitos negligenciam.

Talvez você não traga muitos visitantes quanto um outro assunto mais popular. Mas nem sempre quantidade é o mais importante e muito menos é indicativo de sucesso.

Qualificação de Leads

Automaticamente quando se orienta a produção de conteúdo onde há lacunas ou carências, também temos que trabalhar a questão da qualificação de leads para as personas correspondentes.

Ainda usando o exemplo da volta das fitas K7 e principalmente se você leu o artigo do Universo do Vinil cujo link fornecemos anteriormente, ficou sabendo que todo aquele contingente que curtiu, compartilhou e as dezenas de milhares de visualizações de vídeos no Facebook a respeito, é de um público com elevada propensão a consumir tanto as fitas, como conteúdo relacionado.

É gente que teve as suas e que se puder, possivelmente ainda as terá.

É um consumidor diferente daquele que ouve o Deezer ou o Spotify e está mais próximo do que tem seu acervo de músicas no micro SD de 128GB no seu smartphone.

Ele tem muitas diferenças para o jovem consumidor de música de hoje em dia. E tudo isso que o diferencia, também o qualifica para as ações de Marketing tradicional ou Marketing Digital e para as vendas.

Como trabalhar as carências ou lacunas de conteúdo?

Uma vez que você tenha identificado assuntos que são escassos ou mesmo que não são abordados com a devida profundidade ou ainda por enfoques mais úteis ou interessantes à sua audiência e que têm sinergia com sua estratégia de Marketing de Conteúdo e, portanto, pode ser incluído no planejamento, é hora de materializar isso.

O primeiro passo – além da produção do conteúdo propriamente dito – é o SEO.

Identifique as palavras-chaves que diferenciam esse conteúdo de outros que pareçam similares, justamente para que você não entre na disputa da maioria e do que há em abundância.

Dar especificidade ou diferenciação ao tema, passa muitas vezes por usar palavras-chaves long tail ou de cauda longa. Assim, música é uma palavra-chave mas que conduz a um universo imenso, com muitas possíveis nuances e disputadíssimo. Mas “gravação de música em fitas K7”, não.

“Aparelho de som com tape”, “aparelho de som para K7”, “fita K7 virgem” e “toca fitas”, são alguns exemplos de palavras-chaves long tail que podem ser usadas e que vão trazer quem buscar por elas em particular.

Isso serve até para o trabalho de Marketing Digital, afinal com um refinamento e mais especificidade do conteúdo, as ações para alcançar uma persona específica tem um melhor direcionamento, define-se com mais precisão as mídias ou veículos que usará, assim como o tipo ou formato de conteúdo mais apropriado e até mesmo a linguagem que esse público utiliza, são outros.

Até mesmo o comportamento na Internet daqueles que tiveram sua coleção de fitas K7 com capinhas personalizadas, é diferente do internauta que só conheceu a música digital, o MP3, o OGG, o Flac ou o WMA e no máximo o DVD ou Blue Ray.

Geralmente ele é mais detalhista, consome mais informação e tem mais chances de ler seu conteúdo do começo ao fim. Para esse público, que fique claro. Para essa persona e exemplo hipotéticos.

E é aqui que fica evidente a importância da definição da persona. Conhecer tão bem e tão profundamente a persona para quem você está elaborando aquele assunto em que há uma lacuna não preenchida, é decisivo para satisfazê-lo.

Por fim, usar algo como “nova marca de fitas K7” traz visitantes mais propensos a comprar, do que “o retorno das fitas K7”. Ou seja, a forma, o enfoque e a abordagem que se dá ao conteúdo, atrai o mesmo público, mas com diferentes intenções.

O primeiro em um estágio mais avançado no processo de compra, do que o segundo.

Conclusão

Estudar e incluir no planejamento de conteúdo e no trabalho de Marketing de Conteúdo conteúdos em que haja carência ou escassez, no próprio site e/ou na concorrência, ajuda a direcionar a captação de visitantes para conteúdos menos concorridos e que por vezes são negligenciados pela maioria.

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