O que é conteúdo rico? Tudo o que você precisa saber!

Por que você faz uma pesquisa no Google? Esclarecer algumas dúvidas? Adquirir mais conhecimento sobre um assunto? Aprimorar-se em um tema de interesse? Tomar uma decisão mais embasada? Enfim, as razões podem ser as mais diversas, não é mesmo?

Como satisfazer tantas necessidades diferentes?

A solução pode estar em um conteúdo rico!

Se você não sabe o que é, por quais motivos ele é importante, quais os tipos mais comuns e os princípios que o caracterizam, esse post vai te ajudar a compreender tudo isso e mais um pouco!

Pronto para enriquecer o seu conhecimento?

O que é conteúdo rico?

Conteúdo ou material rico é todo aquele que é elaborado com objetivo de prover conhecimento amplo sobre um assunto, geralmente com profundidade e que, se não esgota tudo a respeito, responde um grande número de perguntas e esclarece as mais importantes dúvidas sobre o tema.

O maior problema dessa definição é que ela induz a conclusões equivocadas, como por exemplo, a que todo material desse tipo, é sempre muito extenso. Frequentemente é, mas nem sempre.

Além disso, as pessoas são levadas a pensar que muito volume faz um conteúdo ser classificado como rico, o que não necessariamente é.

Fica mais fácil compreender se um material é classificável assim, quando:

  • Se é rico em utilidade real e prática. Aliás, o Google ama conteúdos verdadeiramente úteis;

  • Se é rico em informações novas, únicas e originais;

  • Se é rico em dados precisos e confiáveis que geram valor aos leitores;

  • Se é rico em informações que satisfaçam a maioria das necessidades e desejos das pessoas;

  • Se é rico em oferecer outras óticas, abordagens e enfoques aos visitantes.

Ou seja, quanto mais e melhor um conteúdo atende aos requisitos acima, mais valioso – e rico – ele se torna.

Compreendeu a lógica?

Quer um exemplo?

Vamos supor que você tenha um blog que trata sobre confeitaria.

Criar um post sobre “como fazer pasta americana”, no qual você apenas informa os ingredientes e o modo de preparo, certamente vai atender muitos visitantes que apenas querem a receita.

Mas e todos aqueles que têm interesse em aprender para fazer desse conhecimento uma fonte de renda? Por exemplo, um confeiteiro iniciante.

Possivelmente querem ir além e saber também:

  • Se há outros métodos de produção;

  • Melhores – ou a mais correta – formas de conservação;

  • Cuidados na elaboração e utilização;

  • Vantagens no seu uso e aplicações;

  • Alterações possíveis nos ingredientes e suas proporções;

  • Técnicas de aplicação para um melhor resultado;

  • Equipamentos e acessórios necessários.

Ou seja, um conjunto de informações muito mais amplo e que atende a necessidades e públicos mais específicos. Lembra da nossa introdução? Cada uma dessas dúvidas requer diferentes pesquisas no Google, mas um conteúdo que resolve todas elas, enriquece o saber a respeito desse tema e se torna um material de muito valor para os interessados.

Por que conteúdo rico é importante?

Se você compreendeu o conceito por trás de materiais com esse propósito, já deve imaginar alguns dos motivos da sua relevância. Mas para que não pairem dúvidas, vamos listar e comentar os principais.

1. Marketing de Conteúdo – Conteúdo é rei

Se você já buscou aprendizado sobre conteúdos na Web, certamente já se deparou com a afirmação acima em muitos sites.

Conteúdo é rei” se justifica, porque é atrás disso (conteúdo) que as pessoas estão. Na verdade, elas querem um que responda perguntas, que as façam crescer, que as ajudem a resolver um problema, ou que apenas as divirtam e façam rir.

Imagine que você tenha um site ou blog cujo papel é fazer avaliação de smartphones disponíveis no mercado. A maioria se preocupa em dizer a categoria à qual pertence um modelo, mencionar os destaques em relação aos principais concorrentes, exibir meia dúzia de fotos que justificam a sua beleza e quem sabe, dar um veredito final (vale a pena ou não?).

Em vez disso, ao criar um artigo sobre um modelo novo, você pode explicar a tecnologia usada na tela do modelo e que é a novidade que faz dele ser tão desejado, mas pode ir além e:

  • Fornecer a ficha técnica completa;

  • Elaborar um tópico que explica os benefícios de cada uma das características técnicas;

  • Mostrar um comparativo com outros aparelhos na mesma faixa de preço;

  • Listar as principais vantagens e desvantagens;

  • Apresentar testes de desempenho em situações reais de uso;

  • Informar as lojas que têm os melhores preços, bem como cupons de desconto;

  • Incluir uma ampla galeria de imagens e um vídeo do unboxing, exibindo cada detalhe do aparelho;

  • Coloca um link para o download do manual completo em PDF.

Conforme você enriquece o post com informações, você torna o conteúdo atraente e útil a diversas personas, que pode ser o vendedor que usará esse conhecimento técnico para vender, ou o usuário final que quer saber se o modelo vai entregar o que ele precisa.

Esse exemplo, que pode ser extrapolado para um sem-número de situações, coloca em uma situação prática o mecanismo de atração (Inbound Marketing ou Marketing de Atração) que um conteúdo rico pode ter, ao satisfazer verdadeiramente muitos internautas.

2. Autoridade da marca

Pode até ser que você não se importe muito com as diferenças técnicas das tecnologias presentes no seu smartphone, mas apenas qual é a melhor no uso que você faz dele. Mas entre um site que tem informações mais completas e outro mais básicas, qual você tende a confiar mais? Qual você é inclinado a avaliar melhor? Qual aparenta um trabalho mais profissional?

Marcas que trabalham com maior profundidade as informações relacionadas aos seus produtos e serviços, geralmente são mais valorizadas pelos consumidores.

Esse caráter de “especialista” no assunto, credencia a marca a ocupar uma posição melhor na mente do consumidor e em alguns casos, até mesmo a associá-la a uma autoridade no assunto.

Aliás, vale destacar que o Google também valoriza muito esse fator, o que ficou evidente com o “Core Update Mar/24”, onde revela que os conteúdos precisam satisfazer o princípio E-E-A-T (sigla para Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust), onde:

  • Experiência (Experience) – o conteúdo do site deve ser resultado e refletir a experiência prática sobre o tema;

  • Perícia (Expertise) – deve demonstrar ser um perito / especialista nos tópicos tratados;

  • Autoridade (Authoritativeness) – a autoridade ou a reputação do produtor em relação à temática;

  • Confiança (Trustworthiness) – a informação fornecida é digna de confiança, é reconhecidamente verdadeira.

3. Geração e qualificação dos leads

Geralmente conteúdo rico é fornecido em troca de uma contrapartida, como um cadastro em uma landing page, por exemplo.

Ao atrair diferentes pessoas, com diferentes níveis de interesse no seu produto e/ou serviço ou questões relacionadas, a marca cria um poderoso mecanismo de geração de leads (potenciais clientes que demonstraram interesse no seu negócio), permitindo posteriormente a sua qualificação.

Um trabalho bem conduzido nesse sentido, aumenta as conversões, na medida que ajuda a “educar” esse público, esclarecendo dúvidas, respondendo a perguntas frequentes, superando objeções e apresentando soluções.

4. Engajamento

Pessoas seguem, compartilham, curtem, comentam, inscrevem-se para receber e-mail Marketing ou newsletter, na proporção direta da qualidade e utilidade que os materiais têm.

Por tudo o que se viu até aqui, o conteúdo rico aumenta a chance disso acontecer.

Promover o engajamento dos seus visitantes, produz benefícios evidentes e é um dos pilares para sua marca estar mais presente nas mentes dos clientes e que somado à autoridade da marca e outros fatores, contribuem inclusive para o Top Of Mind.

5. Fidelização

Conteúdos ricos não tornam os clientes fiéis. A fidelização vem como consequência direta e indireta dos benefícios anteriores, bem como de outros:

  • Relacionamento – mais autoridade e experiência geram mais confiança. Mais confiança gera mais consumo. Mais consumo gera mais oportunidades para estreitar o relacionamento;

  • Utilidade – conteúdos verdadeiramente úteis, trazem de volta quem já experimentou;

  • Satisfação – quanto mais dúvidas são esclarecidas, quanto mais respostas são dadas, mais satisfeito o visitante se sente.

No final de tudo, quanto mais e melhor você atende seu visitante por meio do conteúdo, mais próximo você está de vê-lo retornando.

Quais os tipos de conteúdo rico?

Entre os tipos ou formatos de conteúdo rico mais comuns, temos:

  • E-books – os e-books são provavelmente o formato mais comum de distribuição, já que permite acomodar grandes volumes de informação, ao mesmo tempo que pode ser acessado em diferentes dispositivos;

  • Webinar – embora seja mais trabalhoso para produzir, um webinar é outro formato interessante e bastante dinâmico, seja por se basear em vídeo, frequentemente conter outros formatos de materiais para download e conteúdos interativos;

  • Guias – como o nome sugere, são materiais que orientam e guiam detalhadamente os leitores ao longo de um tema;

  • White papers – a própria explicação do que é um white paper – um documento aprofundado que analisa um problema complexo e propõe uma solução – justifica classificá-lo como conteúdo rico. Seu objetivo é educar o público e demonstrar autoridade no assunto;

  • Infográficos – bons infográficos, podem ser vistos como materiais ricos, quando conseguem traduzir informações complexas em imagens de fácil leitura, compreensão e úteis;

  • Cursos / treinamentos – o conteúdo de cursos / treinamentos que capacitam e desenvolvem novas aptidões ou habilidades, é um bom exemplo de enriquecimento que um material pode proporcionar;

  • Pesquisas e relatórios – pesquisas – como a TIC Domicílios – e relatórios – como a Digital - We Are Social – são ótimos exemplos de conteúdos riquíssimos, uma vez que compilam e fornecem inúmeras conclusões sobre o cenário digital, no Brasil e no mundo, respectivamente;

  • Planilhas, templates e ferramentas práticas – são materiais extremamente ricos e focados em ação. Em vez de apenas explicar uma teoria, eles entregam uma solução pronta para o dia a dia do usuário. Exemplos clássicos são planilhas de planejamento financeiro, cronogramas de postagem para redes sociais, matrizes de tomada de decisão ou templates prontos para ferramentas de organização. Esse formato tem um altíssimo poder de atração, pois poupa o tempo do visitante e resolve um problema imediato dele

É importante ter em mente que esses não são os únicos formatos possíveis para se produzir um conteúdo rico, bem como é possível combinar dois ou mais formatos.

Assim, por exemplo, pode-se criar um treinamento por vídeo e ainda disponibilizar o conteúdo das aulas em um e-book.

Escolher um ou mais formatos, deve levar em consideração não apenas os recursos que se tem para a produção do material, mas sobretudo o público-alvo ou a persona a qual se destina. Isso porque dependendo das características do perfil, há formatos mais propícios que outros.

Como criar conteúdo rico?

Existem alguns requisitos que são fundamentais para elaboração de material ou conteúdo rico.

A observância de todos eles, é crucial para que cumpram o papel ao qual se propõem.

Ter o conhecimento necessário

Embora pareça óbvio, nem sempre é dada a importância que merece. Mais do que isso, alguns não compreendem as implicações disso.

Atenção aos seguintes pontos:

  • Apenas coletar informação na Internet, por meio de diferentes sites, blogs ou outros tipos de site a informação e reunir tudo em um só artigo, não faz dele um material ou conteúdo rico;

  • Pode ser só um amontoado de informação. Pior ainda se essa informação veio de terceiro e é apenas transcrita, configurando plágio de conteúdo;

  • Saber ou ter a informação, nem sempre basta. É preciso saber transmiti-la de forma didática, compreensível, aplicável, original e autêntica. Lembre-se que utilidade da informação é essencial para haver valor;

  • A experiência acumulada também importa, uma vez que ela ajuda a dar sustentação e credibilidade à informação, bem como aplicação prática.

Conhecer a persona a quem se destina

O conhecimento da persona ou das personas – quando atende a mais de uma – é crucial para conferir personalização na informação.

Atenção aos seguintes pontos:

  • Customize o material e os recursos associados (imagens, infográficos, vídeos, tabelas, etc) tendo em mente o perfil e as preferências do consumidor do conteúdo;

  • A personalização também ocorre por meio de outros aspectos, como adotar a abordagem e o enfoque mais adequados àquele público, na escolha da linguagem utilizada, o estilo de escrita (no caso de material textual), no uso de técnicas de comunicação e que tem também a ver com a cara que o material terá;

  • Se não há conhecimento suficiente sobre a pessoa para quem você fala, é bastante provável você dizer coisas que ela não quer e não precisa saber. Portanto, o conteúdo não será útil, nem rico para elas;

  • A informação em si pode e deve variar em função da persona. Não em termos de essência ou de veracidade, mas das respostas que dá e das soluções que apresenta. Lembra dos exemplos da pasta americana e da tela do smartphone? Ou seja, quanta e qual informação é útil, desejável, importante para quem você está falando?

Na prática, há algum tempo, o algoritmo do Google é capaz de detectar conteúdo repetido e que não traga nenhuma perspectiva nova, o famoso "CTRL+C / CTRL+V" ou reescrito por IA sem revisão humana. Seja em um caso, seja no outro, o resultado se afasta do objetivo de um material que tem a pretensão de ser rico.

Por fim, mas não menos importante, para quem você cria conteúdos? Para pessoas ou robôs? Lembre-se sempre de que o seu material precisa ser rico para o público, antes de tentar agradar aos motores de busca!

Escolha o formato

Como vimos, há uma variedade de formatos possíveis.

Naturalmente alguns formatos prestam-se melhores a determinadas propostas que outros:

  • Vídeos são mais adequados e produzem melhores resultados quando o conteúdo se propõem a treinamentos. Também contribuem para reter a atenção da audiência;

  • Um e-book, atende muito bem quando o volume de informação textual é grande e relevante, como por exemplo, o tema tem relação com direito e legislação;

  • Como os infográficos fazem uso de imagens para comunicar, conseguem ser didáticos e de fácil consumo, mas cuja produção requer mais cuidados, tanto em termos de apresentação, como de complexidade na elaboração, exigindo para isso profissionais capacitados e experientes;

  • O material pode ser elaborado em mais de um formato, o que amplia as chances de consumo, seja porque oferece alternativas para esse consumo, seja porque atende diferentes preferências de cada consumidor.

Mas a escolha deve levar também em consideração, qual ou quais formatos você tem melhores condições de produzir um material final de qualidade e que significa capacidade e facilidade de informar e prover soluções ao seu consumidor.

Faça a divulgação

De nada adianta todo o trabalho feito até aqui para produzir um excelente conteúdo rico, se a persona a qual ele serve não sabe da sua existência.

Há um conjunto de ações que podem ajudá-lo nisso e que vão desde a divulgação nas suas redes sociais, passando pela sua Newsletter, e terminando com as ações que você já adota rotineiramente para outros conteúdos.

Como? Simples!

Vamos retomar o exemplo da pasta americana.

Se você tem um post que ensina uma receita fácil, prática e sem erros e que seu trabalho de SEO traz um razoável número de visitantes, que tal incluir um link e um convite (um CTA ou “Call To Action”) para aqueles que querem saber TUDO sobre pasta americana?

Dessa forma quem chegou ao seu blog ou site, tem tanto a opção do básico sobre, ou de toda a informação relacionada.

Melhor ainda se o assunto lhe permitir ter dois ou mais posts relacionados à palavra-chave “pasta americana” e que normalmente fazem uso de palavras-chave long tail ou de cauda longa.

Assim, você pode ter uma série de postagens: “receita fácil de pasta americana”; “truques para pasta americana perfeita”; “como manipular a pasta americana”; “cuidados com a conservação da pasta americana” e sabe-se lá mais o que esse assunto pode gerar e todos eles terem links para seu e-book: “Tudo o que você precisa saber sobre pasta americana”.

Entre outras coisas, esse tipo de ação contribui para o link building interno do site, bem como dá mais especificidade para busca orgânica, além naturalmente de oferecer tantas oportunidades de visibilidade, quantas você tem de acessos aos posts relacionados.

Conclusão

Produzir um conteúdo rico exige tempo, pesquisa, conhecimento profundo da sua persona e, acima de tudo, o compromisso de entregar um valor real que não seja apenas mais do mesmo na internet. Não existem atalhos: o algoritmo do Google e, principalmente, o seu público sabem diferenciar um material raso de um guia verdadeiramente valioso.

No entanto, o retorno desse investimento é recompensador. Ao criar materiais que resolvem dúvidas reais, sua marca ganha autoridade, atrai leads qualificados e constrói um relacionamento de confiança com os clientes.

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