Plágio de conteúdos

Quando a sua dedicação para produzir algo autoral inspira o vizinho e sua obra é utilizada

Escreve, escreve, escreve. Apaga. Reescreve, muda a palavra, depois a vírgula, o parágrafo inteiro. Escreve de novo. Talvez agora esteja bom.

Escrever é difícil. Você quer despertar identificação do leitor com o seu texto, transmitir suas experiências e, mesmo que não queira, suas palavras transparecem um ou outro ponto-de-vista. Isso é inevitável.

Tudo fica ainda mais complicado quando o que você precisa dizer tem cunho mais técnico, específico e, principalmente, quando o que foi escrito ficou bom. Publicar algo que gere interação, de fácil absorção e entendimento por parte de quem lê é atingir o resultado esperado lá no começo, quando as primeiras palavras surgiram. Isso é uma grande porta para que terceiros se interessem e utilizem o que você produziu.

Entenda: para escrever qualquer tipo de conteúdo é preciso buscar informações e referências. No meio deste caminho, há aqueles que, em vez de ler, interpretar e fazer nascer a sua versão, plagia ou parafraseia o texto de alguém.

  • O plágio nada mais é do que a apropriação e reprodução da obra de outrem como se fosse sua.
  • Parafrasear significa reproduzir o texto de alguém com suas palavras, sem base no conteúdo original.

Mas, por que é tão importante elaborar o seu próprio conteúdo?

É sabido que existem pessoas que só querem transmitir o que pensam, compartilhar pensamentos, ideias e experiências, sem visar fama, posicionamento e afins. Por outro lado, existem aqueles que se importam com tudo isso. Podem ser empresas que utilizam um blog como meio de comunicação e aproximação do público ou até mesmo especialistas. Para estes, ser facilmente encontrado é algo muito relevante.

Aqui está uma das respostas para a produção do seu próprio conteúdo. Disseminar algo original é positivo. Como se sabe, existem mecanismos utilizados pelos buscadores que são totalmente capazes de analisar a composição do texto. Ou seja, todo contexto é avaliado, a utilização de palavras-chave atreladas ao tema do que foi dito e é capaz de julgar até mesmo se a abordagem é inédita, se foi utilizada muitas vezes, etc.

Portanto, quanto mais seu – leia-se: quanto mais original – o que você publicou, melhor para o rankeamento do seu site/blog.

Além dos mecanismos dos buscadores, também existem ferramentas desenvolvidas apenas para esta função: identificar se aquele trecho, frase, parágrafo, já foi utilizado daquela forma por outro autor.

O que eu devo fazer para evitar que alguém copie o que eu escrevi?

Inicialmente, a principal medida é utilizar uma licença que proteja seu conteúdo. Existem dois tipos que podem ser utilizados de acordo com a sua intenção:


  1. 1. Copyright – todos os direitos reservados: isso não é somente uma frase bonita. Ela deixa bem claro para quem consome qualquer tipo de conteúdo, seja ele escrito ou audiovisual, que ninguém tem direito de utilizar o que você produziu. Nem sequer uma palavrinha, mesmo citando quem é o autor da obra, sem a permissão deste.
  2. 2. CreativeCommons – alguns direitos reservados: diz aos consumidores intelectuais que você compartilha alguns direitos com eles. Isso pode implicar em alterações de trechos e reproduções, dentre outras possibilidades, inclusive para fins comerciais. Mas, não tem a ver como “abrir mão do que você elaborou”. A única restrição comum a todos os direitos é a citação do autor original da obra.

Vale dizer que, tão importante quanto definir a licença, é deixa-la visível ao seu leitor. Ok?

Ok, mas mesmo assim fui plagiado. O que devo fazer?

Se mesmo assim houver alguém se aproprie inadequadamente do que você publicou, o primeiro passo é recolher o máximo de informações possíveis – nome, nickname, o nome da página, onde você encontrou o plágio, data, etc. E, logo em seguida, entrar diretamente em contato com quem o fez. Este contato inicial pode ser feito por uma mensagem, e-mail e até mesmo comentário na publicação.

Caso nada resolva, você tem outros passos a dar: descubra quem hospeda o plagiador. Para isso, basta analisar a URL – blogspot.com; wordpress.com; entre outros. Após isso, entre em contato com o servidor informando o que houve. Eles têm autonomia para retirar o conteúdo do ar. Caso o infrator utilize um serviço particular, você pode acessar o whois (responsável por informar quem é o detentor do domínio e hospedagem) para dar continuidade ao processo.

Por isso, é importante saber onde foi publicado, ter o link da sua página – mesmo que já tenha saído do ar – e todas as informações que podem ajuda-lo a comprovar a autoria do que foi produzido.

Esperamos que estas dicas instiguem nossos leitores a produzir e compartilhar conosco suas próprias experiências. E, aos infratores, fica a dica: estamos de olho!