Home page: O que é, sua importância e como criar uma?

Não importa quantos websites e de quais tipos você consiga se lembrar, todos, sem exceção, têm uma home page, certo?

Embora seja um elemento essencial de todo site, é bastante comum vermos uma série de problemas que podem comprometer a experiência dos visitantes e, acima de tudo, a eficiência do site.

Pode parecer um assunto bastante óbvio para muitos, mas há muita gente que não tem muito claro o seu conceito e consequentemente não compreende a sua importância. Por isso, nesse bate-papo vamos acabar com todas as dúvidas e ainda apresentar os fatores que fazem a diferença em uma boa home page.

O que é home page?

É extremamente provável que você saiba o que é uma home page, mas o nosso propósito ao responder essa pergunta e compreender o seu conceito, é refletirmos sobre o seu papel, para em um segundo momento, enxergarmos a sua importância.

Traduzir literalmente não explica muita coisa, já que ao fazê-lo, temos “página da casa”, sendo que casa aqui, assume o sentido de lar ou o lugar em que se habita. Não é esse o significado, mas o do lugar em que “reside” ou no qual está localizado o conteúdo inicial, a apresentação, ou as coisas mais importantes que se vê no site ao acessá-lo.

Simplificando, a home – como a maioria chama – é a primeira página que o visitante tem acesso, quando digita o domínio no campo endereço do navegador.

Ao fazermos um paralelo com o mundo real, é análogo à fachada ou a porta pela qual os clientes têm acesso à empresa.

Ou seja, a depender do que as pessoas veem, que elas decidem entrar e consumir o que o estabelecimento tem a oferecer, ou se virar e sair em busca de outro.

A home page na história da Internet

Quando dissemos que já representou o aspecto mais importante de um site, somos remetidos aos primeiros anos da Internet, quando o Google ainda era só mais um site. Já existiam sim as ferramentas de busca, mas os seus princípios de funcionamento e os recursos disponíveis, eram muito diferentes dos disponíveis hoje em dia.

Naquela época, para um site qualquer constar de um diretório web, ou dos buscadores, ou dos serviços que ensaiavam os nossos atuais mecanismos de busca, exigia-se a inclusão manual em uma por uma de cada ferramenta existente.

O mais comum era informar o nome do site, o domínio, o tipo de conteúdo e o endereço da home page, que geralmente era algo como http://www.meusite.com.br/home.html ou http://www.meusite.com.br/index.html. Nada além disso.

Por isso, era extremamente comum que o visitante desembarcasse na home e a partir daí, era sua responsabilidade encontrar o que buscava.

Nesse contexto, é evidente que a home page tivesse extrema importância, afinal o caminho para todo e qualquer site, costumava ser sempre à página inicial. Esse foi o auge da importância da página inicial de um site, onde ser suficientemente atrativo, significava ganhar um visitante ou um cliente.

No entanto, aos poucos, ferramentas como o AltaVista e o Yahoo!, ou o nacional Cadê começaram a permitir que outras páginas fossem indexadas. Aos poucos, outras inovações e recursos no Google e nos demais sites de busca, somadas ao expressivo aumento na quantidade e variedade de sites, fez com que o internauta experimentasse outras vias de acesso aos sites, que não a home page.

A home page ainda é importante?

Sim, ainda é. Mas há quem diga que é, mas não como já foi um dia.

Já não é de hoje que, se o seu site está devidamente indexado e para algumas pesquisas aparece razoavelmente bem posicionado nas páginas de resultados dos motores de busca (as SERPs), o caminho de entrada dos seus visitantes, pode se dar por diferentes páginas.

Dependendo da origem do acesso, ou seja, se ele ocorreu por links patrocinados, Google Ads, e-mail Marketing ou outro meio, nós temos o que se convencionou chamar de landing pages, ou em tradução literal, “páginas de aterrisagem”.

Quando o acesso é feito por qualquer outra página que não a inicial e, sobretudo, quando isso é intencional e resultante de um trabalho de Marketing Digital, como nos exemplos citados anteriormente, a landing page assume a importância que a home tinha no passado, obviamente observando algumas peculiaridades que uma página interna tem em relação a uma home page, bem como o propósito do acesso.

A landing page naturalmente não terá o mesmo tipo de conteúdo e apresentação, mas da mesma forma deve conter elementos atrativos e que estimulem o visitante a agir (CTA ou Call To Action).

Voltando à importância da home, diferentemente do que alguns afirmam, ela ainda é tão importante quanto sempre foi. O que muda é que outras páginas também assumem responsabilidade por manter o visitante e mais do que isso, estimulam sua visitação ao restante do site:

  • Landing page – dependendo do seu trabalho de Marketing e Marketing Digital, ainda haverá um contingente de pessoas que desembarcará na página inicial, porque consta seu domínio no cartão de visitas, no material distribuído no stand da feira ou no evento que participou ou por qualquer outra ação;

  • Imagem – para todos que chegam ao site pela home, entre outras coisas, ela passa as primeiras impressões e ajuda na construção da imagem da marca, da empresa;

  • Branding – mesmo quando o cliente chega por um post no blog, ele frequentemente clica no logotipo para checar quem é a empresa. Ou seja, a home é o carimbo de confirmação da marca;

  • Identidade visual – todas as páginas de um site devem estar alinhadas à identidade visual da marca, mas a home principalmente;

  • Recepção – conforme a analogia anteriormente feita, a home funciona como a recepção, a entrada ou uma vitrine e que é particularmente importante para aqueles que veem à empresa pela primeira vez, saberem que vieram ao lugar certo;

  • Orientação – tal como sempre foi, a página inicial deve servir para guiar os visitantes por cada seção, por cada página, cada conteúdo que o site disponibilize, seja pelos menus e links, seja por meio de uma busca interna;

  • Serviços – costuma ser também pela home que o visitante tem acesso à gama de serviços online que a empresa oferece aos seus clientes, como atendimento (chat, help desk, suporte, etc) ou financeiro (extratos, segunda vias, compras / pedidos, etc), por exemplo;

  • Marketing e comunicação – a depender do tipo de site, é também um lugar adequado para ações de Marketing, seja exibindo promoções, seja divulgando o lançamento de produtos / serviços, seja ainda fazendo notificações importantes;

  • Presença digital – é também a via de acesso a outras manifestações da presença digital da empresa, como um blog, um e-commerce ou as redes sociais nas quais a marca está presente.

E se tudo isso ainda não serviu para convencê-lo da sua importância, qual o link que um visitante clica quando desembarca em uma página qualquer, mas quer conhecer melhor o site?

Quais fatores compõem uma boa home page?

Antes de irmos além, é importante destacar que assim como ocorre em relação a muitos assuntos, existem exceções e peculiaridades que devem ser observadas:

  • Tipo de site – evidentemente que a depender do tipo de site, o peso que de alguns aspectos podem mudar sensivelmente. A home de um site institucional e de um blog são essencialmente diferentes;

  • Força da marca – as marcas mais fortes e populares estão menos sujeitas à determinadas “regras”. É possível dar-se ao luxo de se diferenciar dos demais, porque o visitante já conhece muito do que você faz, dos seus produtos / serviços e de outras questões relativas à empresa;

  • Flexibilidade – não seguir rigorosamente uma lista de itens importantes que devem constar de uma home page, não é indicativo de não obter sucesso, nem tampouco o contrário;

  • Bom senso – o bom senso e a experiência, devem ter lugar sempre. O internauta não é um tipo imutável e bem específico. Ao contrário e justamente por isso que a Internet está em constante evolução, buscando se adaptar aos movimentos e sabores que os usuários exigem a cada momento.

Dito isso, vamos a uma lista de fatores que devem fazer parte de um home page de sucesso!

1. Simplicidade e objetividade

É importante não confundir simplicidade com pobreza, no sentido de informação escassa ou irrelevante.

Da mesma forma que um cliente que adentra um estabelecimento comercial que ainda não conhece, o internauta não gosta de perder tempo para descobrir se o seu site tem o que ele procura.

Lembre-se que o Google está a um clique de mouse e, portanto, é mais fácil e rápido ele voltar do que ficar rolando a página, lendo, lendo, clicando, clicando, até achar o que ele buscava.

Procure não criar longos parágrafos de texto corrido, especialmente se o site em questão não é um blog.

Destaque, deixe fácil de encontrar e use hierarquia visual, para tudo o que é mais importante. Use palavras que comuniquem “quem é a empresa”, “o que ela faz”, “o que o visitante encontrará”. Essas costumam ser algumas das principais perguntas que a maioria que desembarca em muitos sites, faz.

2. Respeite o cliente. Valorize o seu tempo

Responder rapidamente e entregar algumas informações logo de cara, é respeitar o visitante. Não crie dificuldades e não o subestime. Em vez disso, valorize o seu tempo e a sua visita.

Há muitas maneiras de fazer isso, mas todas dependem de saber tudo o que mais interessa aos visitantes.

  • Comunicação – se os clientes acessam o site frequentemente para contato, disponha mecanismos de contato de forma acessível e ofereça quantos meios de contato estiverem ao seu alcance;

  • Dúvidas – se outra razão frequente é para esclarecimento de dúvidas variadas, ofereça respostas a algumas dúvidas mais frequentes. Conduza-o na navegação. Por exemplo, empresas com atuação variável em diferentes regiões, costumam solicitar o CEP logo no início da visita, para apresentar apenas os serviços / produtos disponíveis para sua região;

  • Produtos / serviços – uma razão comum do acesso à home, é conhecer melhor outros produtos / serviços da marca e, portanto, chegar de modo rápido e fácil a qualquer item do portfólio, é obrigatório;

  • Políticas e termos – transparência é requisito para confiança dos clientes, por isso torne fácil o acesso às políticas e termos da empresa que afetam os clientes.

Acima de tudo, crie estruturas de navegação que permitam-no chegar a qualquer ponto do site, pelo menor caminho possível e com o menor número de cliques necessários.

3. Organização, padrão e lógica no design

Um site com um design inovador, fora do convencional, pode ser atraente nos 2 ou 3 segundos iniciais do acesso e até mesmo se sua empresa é uma agência de criação, certos limites devem ser observados.

O visitante não está em busca de uma galeria de arte online e geralmente não está disposto a aprender uma “nova lógica de navegação” para encontrar o que deseja. Observe os seguintes aspectos:

  • Legibilidade – as informações relevantes, o fluxo e a ordem como os dados são apresentados, devem favorecer a legibilidade em diferentes dispositivos e formatos de tela. Entre outras coisas, escolha fontes adequadas;

  • Navegabilidade – o esquema de navegação, deve ser intuitivo e seguir os padrões mais utilizados. Não queira reinventar a roda;

  • Estética – a melhor estética não se resume à aparência, mas também ao aspecto funcional que pode ter;

  • Escaneabilidade – refere-se ao quão fácil é localizar (escanear) algo na página e para isso, saiba utilizar subtítulos (h2 e h3), listas, tabelas e outros recursos de formatação para distinguir cada conjunto de dados;

  • Imagens – componha a organização com imagens e ícones descritivas do assunto. Isso cumpre duplo papel, ao melhorar o design (aparência) e contribuir para a escaneabilidade da página.

4. Chame para ação

Também conhecido como CTA ou Call To Action, é o mecanismo explícito ou implícito, que estimula o visitante a agir.

Mas cuidado! É importante ser honesto com o cliente. Não use artifícios que possam fazê-lo se sentir enganado.

Não peça seu cadastro em troca de nada. Não dê promoções do tipo “metade do dobro”.

Criar um mecanismo que faça com que o visitante interaja, mas que não agregue valor a ele, pode produzir uma impressão negativa.

Lembre-se que a primeira impressão é a que fica.

Lançamentos, promoções, descontos, seções especiais, novidades, podem e devem aparecer na home, mas não podem tomar toda a sua área útil. Não podem ser toda a página.

5. Cuide da infraestrutura por detrás do site

Esse é um aspecto crucial, embora não aparente.

Entende-se por infraestrutura, a hospedagem, o plano utilizado, o CMS adotado e os plugins instalados, ou seja, toda a tecnologia presente no site.

  • Uma boa empresa de hospedagem, entre muitas coisas, significa um ambiente seguro, robusto e flexível, servidores rápidos e sem sobrecarga, um leque de tecnologias abrangente, suporte ágil quando se necessita;

  • Planos de hospedagem adequados à proposta e necessidades do site, significam bom desempenho, garantia de acesso mesmo em demandas superiores, disponibilidade, escalabilidade;

  • O CMS ou a tecnologia usada na criação e manutenção do site, é outro ponto de interesse. A depender das escolhas feitas, a manutenção ou as alterações que devem ocorrer com o passar do tempo, como atualizações e mudanças no site, podem ser a diferença entre um pesadelo de administração ou um trabalho baseado em alguns cliques aqui e ali.

Na prática, os três fatores acima, entre outras coisas, serão determinantes no que o Google chama de experiência na página e que como você deve imaginar, é a experiência que o site proporciona a cada clique, a cada carregamento da home, mas também das demais páginas do site. Se essa experiência for ruim (ex: carregamento lento), o site será penalizado.

Assim, se qualquer dos três falhar, a experiência será negativa e a home em vez de “convidar” o visitante para adentrar a empresa, vai empurrá-lo para a concorrência.

 
 

 

 

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