Página "quem somos" – como criar uma que vende?

Por que você tem a página “quem somos” no seu site? Porque todo mundo tem!

Como é a página “quem somos” do seu site? Quase igual a de todo mundo!

Se são mais ou menos essas as respostas sinceras para essas e outras perguntas sobre essa parte do seu site, você tem um problema.

Mas felizmente, há solução. Se você não quer ser apenas mais um e não quer ser igual a todo mundo, precisa ler o que preparamos para você.

O que é a página quem somos?

Não é a página que todo mundo tem, mas que ninguém acessa ou lê o seu conteúdo. Esse é o primeiro paradigma a ser superado.

A página “quem somos”, é aquela que mostra a todo cliente em potencial, todo fornecedor, aos possíveis colaboradores, aos eventuais parceiros e até para algum pretenso investidor, a história da sua empresa, como ela é e onde pretende chegar. O que faz, porque faz e como faz.

Mais que isso, ela destina-se a quem ainda não a conhece, ou não sabe detalhes que podem ser importantes e decisivos até, em alguns momentos.

Presente em sites institucionais, em sites de e-commerce e muitos outros tipos de site, nos quais é importante dizer aos visitantes quem está por trás do site.

Ela – a página “quem somos”- também pode aparecer sobre outros nomes ou variações, tais como “sobre” ou “sobre a empresa”, “sobre nós”, “a empresa” e algumas variações que tentam ser criativas ou diferenciadas, mas que em termos de conteúdo e forma como ele é apresentado, na maior parte das vezes acabam sendo iguais a tantas outras.

Por que a página “Quem somos” ou “Sobre” é importante?

Muitas empresas acreditam que ela é menos importante e menos vista do que outras páginas do site. De fato, pode não ser a mais popular, mas para aqueles que deliberadamente chegam a ela, tem total importância.

Ninguém clica em “sobre a empresa”, apenas para passar o tempo. Para este visitante, o que ele vai encontrar nela, é fundamental.

Afinal, pense em todas as vezes que você clicou no “Sobre” ou “Quem somos” de qualquer site.

Pode ser por uma, ou por várias das razões a seguir:

  • Segurança – ter a segurança em fazer negócios com a empresa, seja comprando dela ou vendendo para ela. Visualizar aspectos como qualidade, seriedade, solidez, profissionalismo e tudo o que é necessário enxergar na outra parte ao estabelecer relações comerciais;

  • Responsabilidade social e sustentabilidade – a responsabilidade social e a sustentabilidade, são cada vez mais fatores de relevância que precisam fazer parte das políticas das mais diferentes empresas. Se no passado eram diferenciais, hoje são pré-requisitos indispensáveis;

  • Potencial – investidores e parceiros, avaliam o potencial que as empresas nas quais pretendem investir e associar-se, bem como outros aspectos do perfil da sua possível candidata. Uma página inadequada, ou apenas básica como muitas, pode fechar muitas portas;

  • Ambiente e futuro – candidatos a algum cargo na empresa, invariavelmente acessam essa página para saber o que vão encontrar e quais as perspectivas profissionais se passarem a integrar o quadro funcional da empresa;

  • Concorrência – até mesmo seus concorrentes acessam a página “sobre a empresa”, seja para copiar ideias ou basearem-se na criação das suas próprias, ou verem o que você está fazendo e dizendo ao mercado em que se encontram;

  • Imagem – todos – clientes, fornecedores, parceiros, investidores, concorrentes – os que não conhecem sua empresa, começam a criar uma imagem a seu respeito, pelo que veem na página “sobre”. Ela pode não ser decisiva quanto a isso, mas é o ponto de partida e algumas vezes você não terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.

Portanto, o conteúdo e a forma que esse conteúdo é apresentado, podem fazer a diferença para toda pessoa ou empresa que acessar essa página.

Ou não, se ela for como a maioria.

Os erros da página “Quem somos”

Os dois primeiros e principais erros, já foram indiretamente abordados. Ser igual a todo mundo e menosprezar a sua importância.

A visita em 10 de cada 10 páginas “quem somos”, revela um texto que fala das qualidades da empresa, da missão, da visão e dos valores.

Não deveria ser assim?

Pense novamente em todas que você visitou. Se não se lembrar, faça um teste e acesse as páginas correspondentes de diferentes empresas.

A sensação que se tem, é de se ver um monte de palavras que no final não dizem muita coisa. Pior ainda, não convencem, não as diferenciam das demais, parecendo na maioria das vezes, apenas discurso pronto.

Quem viu uma, viu quase todas.

Veja quais dos seguintes erros sua página “quem somos” tem:

  • Linguagem – faz uso de uma linguagem correta gramaticalmente, mas que muitas vezes é fria, impessoal, repleta de adjetivos que tentam conferir uma imagem positiva, mas que não fala com o visitante;

  • Apresentação – apenas com texto corrido e a tradicional estrutura com texto destacando “qualidades e características” da empresa e os tópicos “missão”, “visão” e “valores”;

  • Conteúdo – é formal, com informações que não agregam valor ao visitante e não respondem perguntas e dúvidas que os diferentes públicos podem ter. Esse tipo de texto e com a apresentação acima, não costuma sensibilizar e muitas vezes não fala ao visitante;

  • Design – a aparência é tradicional, muitas vezes séria, sendo que isso não necessariamente implica em seriedade da empresa sob a ótica do profissionalismo. Não impacta nem pelo conteúdo, nem visualmente;

  • Realidade – o conteúdo não corresponde à realidade. São apenas palavras, mas que não refletem o que de fato é a empresa e mais grave, quando “missão”, “visão” e “valores” não encontram eco no quotidiano da empresa.

9 dicas para uma página “quem somos” incrível

Agora que você já sabe tudo que é condenável na área “quem somos” do seu site, chegou a hora de criar uma página que ajude a vender para seus diferentes públicos.

É importante destacar que alguns aspectos podem ser mais simples e viáveis para algumas empresas e nem tanto para outras, por questões como porte e tempo no mercado, por exemplo. Porém, o importante é compreender o objetivo e os conceitos associados.

A aplicabilidade pode ser ampla, guardadas as características de cada negócio.

1. Autoridade e credibilidade

É importante demonstrar autoridade e passar credibilidade nas informações.

Assim, dados numéricos e comprováveis são um dos meios de reforçar esses aspectos.

Tempo de atuação no mercado, área ou abrangência de atuação, quantidade de clientes atendidos, liderança em algum segmento, prêmios recebidos, bem como as fontes em que tais dados podem ser verificados, são uma forma de enaltecer esse tipo de informação.

Assim, em vez de dizer que é uma empresa focada no cliente, apresentar uma pesquisa que demonstra elevados níveis de satisfação por parte dos mesmos, produz resultados muito melhores.

Apenas tome cuidado na dose. Excesso pode parecer tanto como exagero, como transparecer uma certa arrogância.

2. Missão, visão e valores

Esse é um ponto controverso, especialmente porque a prática deve corresponder ao discurso.

Ou seja, o quotidiano da empresa deve refletir o que é dito.

Mais que isso, há empresas que não compreendem o real significado desses três pontos e acabam por criar textos para tais conceitos, o que tem nenhum efeito prático.

Você não precisa fazer constar isso se a empresa não se baseia nesses princípios. No entanto, é importante começar a pensar a respeito, menos do que para ter no site e mais pela importância que tem nos rumos da empresa.

Outro ponto, é que as ideias por trás de missão, visão e valores, não precisam ser nobres ou bonitas. Precisam ser reais, simples, executáveis e traduzirem aquilo que de fato a empresa pratica quotidianamente, nos processos, nos produtos / serviços que comercializa e nas suas relações com o mercado.

3. História

A história da empresa é uma boa alternativa para constar na página, especialmente quando há fatos importantes ou marcantes, como por exemplo, a primeira empresa a fabricar e/ou comercializar o produto “X”.

Um infográfico em que seja exibida a cronologia da empresa, destacando os anos em que acontecimentos importantes ocorreram, é uma forma de transformar textos monótonos e desinteressantes, em informação de rápida assimilação, atrativa e que agrega valor.

Empresas com muitos anos de história, ao longo dos quais ocorreram marcos importantes, quando sabem explorar tais fatores e apresentá-los de forma resumida, mas destacada, reforçam indiretamente o primeiro ponto – a autoridade.

4. Humanidade

O aspecto humano das empresas tem ganho cada vez mais relevância, tanto para clientes, como para candidatos a colaboradores e até mesmo para os investidores.

Os últimos estão cada vez mais preocupados com as empresas que valorizam e praticam a pauta ESG.

Possíveis candidatos têm mais interesse e motivação em trabalhar em empresas que valorizam o indivíduo, suas necessidades e aspirações, reconhecem e premiam seus esforços, talentos e experiência e mantém políticas de responsabilidade social corporativa.

Já os clientes cada vez mais preocupam-se em consumir apenas de empresas que de forma clara e consistente são responsáveis socialmente, por exemplo, mantendo um programa de descarte de e-lixo, ou fazendo uso exclusivo de matérias-primas obtidas de fontes sustentáveis.

Assim como no caso da autoridade e credibilidade, colocar selos de associações, ONGs, prêmios, pesquisas, ou qualquer forma que comprove essa atuação, é muito mais importante do que apenas dizer que faz.

5. Linguagem

A correção gramatical não deve ser confundida com formalidade excessiva, sofisticação no emprego das palavras e textos longos e com repletos de terminologia da área.

Aliás fazer uso extenso de terminologia, pode ser motivo de expulsar todos que não têm domínio do assunto.

Ao contrário. A linguagem deve ser acessível, agradável e alinhada com seu público, o qual não custa lembrar é composto de clientes, mas também de possíveis parceiros, investidores e pessoas e outras empresas que têm interesse em relacionarem-se comercialmente em algum nível com sua empresa.

Muitos públicos para alcançar e, portanto, a linguagem precisa ser universal.

Comunicação empresarial eficaz, não é necessariamente feita de muitas palavras.

Deve haver além da preocupação com linguagem verbal escrita, também com as imagens, os vídeos, os gráficos e os demais elementos que fazem parte da comunicação. Todos devem estar alinhados entre si em termos de linguagem.

Use o storytelling para contar uma estória que tenha relevância e que seja interessante. Boas estórias cativam, prendem atenção, transmitem mensagens e se são excepcionais, ficam na mente e até no coração.

6. Apresentação

A apresentação consiste da combinação de tudo que envolve a comunicação com o público. É como o conteúdo é oferecido ao visitante.

Naturalmente deve estar integrada ao restante do site em termos de design. Deve levar em conta a identidade da empresa, a imagem que se quer transmitir e/ou construir e deve ser agradável e não sisuda, demasiadamente tradicional e abundantemente textual.

Imagens, fotos, gráficos, vídeos e como tudo isso é diagramado, é essencial para construir uma apresentação agradável e comunicativa.

7. Conteúdo

O conteúdo aqui, é a mensagem que se quer transmitir. É o conjunto de informações e o que ele pode produzir na mente dos visitantes.

Criar uma lista de palavras-chave, tanto com vistas ao SEO, como para sintetizar o que é importante, é fundamental.

Do ponto de vista do SEO, é mais uma oportunidade de constar nas páginas de resultados dos motores de busca (SERPs). Pensando no visitante, de trabalhar com ênfase nos conceitos que se quer transmitir.

São as questões que todos valorizamos em uma empresa, como qualidade, segurança, transparência, entre uma série de outras.

Aqui mais uma vez a forma deve ser destacada. Dizer que seus produtos têm qualidade, não tem tanto valor quanto um depoimento de um cliente que relata isso como sendo a principal virtude da empresa.

8. Importância

O valor que se dá as coisas.

Novamente aqui deve ficar claro a relevância da lista de palavras-chave.

Se os recursos humanos da empresa são importantes, coloque fotos dos colaboradores, dos mais diversos níveis e departamentos e não apenas do CEO ou dos principais gestores. E mais importante, não use imagens compradas, mas das pessoas que fazem a empresa acontecer.

A empresa é envolvida em projetos ou causas sociais ou ambientais. Explore isso e crie links para essas ações.

No fim, uma página “quem somos”, não precisa estar resumida a apenas uma página. Empresas que compreendem sua importância, têm até um pequeno menu de opções relacionadas.

9. Venda-se

Por fim, mas não menos importante, venda-se.

A página “sobre” ou “quem somos”, é mais uma ótima oportunidade de se vender. Não apenas no sentido da troca monetária envolvendo um bem de consumo ou um serviço, pelo seu correspondente em dinheiro. Mas de que a pessoa em frente a tela abrace as ideias e conceitos que você apresentou.

Inclua CTA’s (Call To Action) ou convites para a ação.

Convide as pessoas para trabalharem, com um botão em que o eventual candidato enviar seu currículo. Chame os possíveis clientes para receberem uma newsletter ou uma amostra grátis ou quem sabe verem o vídeo do seu novo lançamento, ou apenas estimule um contato. E se você tem uma rede de representantes, que tal credenciar mais um?

A depender do trabalho, do quão criativo e talentoso você é e de como absorveu as informações que nós demos, a sua próxima página sobre a empresa, não vai conter mais aquele texto chato e com a menor visitação dentre todas as páginas do site e pior ainda, com a maior taxa de rejeição.

Conclusão

A página “quem somos” ou “sobre” dos sites de muitas empresas, é menosprezada ou no mínimo é tratada sem a importância que de fato ela tem. A quase totalidade delas, é criada quase como uma obrigação, sem função e sem retorno prático, quando na verdade pode cumprir papel importante na conversão de um site.

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