Erros mais comuns ao administrar um site WordPress

Não é segredo para ninguém que o WordPress é uma plataforma de desenvolvimento poderosa e ao mesmo tempo de simples administração, certo?

Porém a flexibilidade e a facilidade de uso no dia a dia, faz com que muitos administradores acreditem que uma vez instalado e funcional, nada mais precisa ser feito e o WP funcionará eternamente bem. Não é bem assim.

lista de erros de administração do WP e das possíveis consequências, é grande e requer atenção e cuidados.

Por isso, se você quer desfrutar apenas do que há de melhor no WordPress, vem com a gente!

O WordPress é bom, mas não é perfeito

Por conta da sua popularidade, do seu uso maciço e das suas muitas qualidades e facilidades, é até compreensível achar que o WP é perfeito!

De fato é muito bom, mas é um sistema, um software que roda em um servidores web e como todo sistema ou software, não é perfeito.

Mesmo os melhores sistemas operacionais e programas que neles são instalados, têm falhas que periodicamente são identificadas e precisam ser corrigidas. Por que com o WordPress deveria ser diferente?

De modo objetivo e resumido, eis alguns dos motivos porque o administrador precisa cuidar do WP:

  • Plugins – todo site – até os mais básicos – requer a instalação de diferentes plugins, os quais costumam ser criados por terceiros, o que significa dizer que também carregam suas próprias “imperfeições”;

  • Temas – os temas são outro tipo de componente sempre presente e que assim como os plugins, podem conter erros e problemas diversos;

  • Administrador – nem sempre faz o uso mais indicado e de acordo com boas práticas;

  • Servidor – os servidores de hospedagem, especialmente no caso de hospedagem compartilhada, tal como o seu computador pessoal, também são atualizados e passam por modificações que afetam o ambiente;

  • Internet – o dinamismo da Internet requer atenção do administrador, seja por questões de segurança, seja por novas tecnologias, seja para se manter em conformidade com as evoluções dos padrões.

Quando o administrador negligencia os cuidados necessários e deixa de fazer manutenção na plataforma, inevitavelmente haverá consequências das mais diversas, como lentidão no site, elevado consumo de recursos do ambiente de hospedagem, erros de servidor, falhas de segurança que permitem ataques ou invasões, entre outros problemas.

E não para por aí, porque existem também as consequências das consequências, como menor visitação, perda de clientes (e vendas!), queda no posicionamento orgânico, para mencionar apenas as mais comuns.

Portanto, se você hoje só se preocupa em incluir novos conteúdos, está na hora de ligar o alerta e descobrir quais dos erros a seguir você pode estar cometendo e as respectivas soluções.

8 erros mais comuns ao administrar um site baseado no WordPress

Antes de prosseguir, é importante salientar que:

  • As ações corretivas que indicaremos logo após cada erro, são de completa e exclusiva responsabilidade de quem administra o site. Não trataremos de questões que envolvem terceiros ou as competências do suporte técnico do seu hosting;

  • Não se trata de uma abordagem de erros que podem ocorrer no WP (erros de funcionamento e configuração). É conveniente relembrar que são erros na administração e no uso quotidiano da plataforma;

  • Também não tem relação com o conteúdo do site e questões decorrentes dele, como por exemplo, impulsionamentos ou publicidade online.

Em outras palavras, são as coisas que só você – dono ou administrador – pode fazer na plataforma em termos da operação diária ou para garantir o adequado funcionamento do CMS e consequentemente, do site.

1. Não fazer backups regulares

Se tivéssemos que citar apenas um erro, seria esse, seja porque é dos mais comuns, seja porque é extremamente crítico!

Sim, porque se qualquer coisa não funcionar como deveria, só um backup pode salvar o seu site e impedir que o trabalho que você teve, seja perdido!

Eis algumas das situações nas quais o backup é pode ser a sua salvação:

  • Segurança – todas as questões relacionadas com segurança do site, como nas invasões com “defacement” (desfiguração de site, com alteração da aparência ou do conteúdo de um site) ou no caso de phishing (com inclusão / modificação do conteúdo, para exibição de páginas falsas);

  • Plugins – não é raro que a instalação de algum novo plugin cause conflitos e erros. Já houve casos de atualizações em plugins utilizados que “quebraram” a tela de login no painel administrativo;

  • Temas – da mesma forma que os plugins, os temas também podem afetar o funcionamento da plataforma de muitas maneiras (lentidão, erros, vulnerabilização, etc);

  • Banco de dados – alguns erros associados ao banco de dados, igualmente podem comprometer o funcionamento adequado do WP;

  • Administração – especialmente os menos familiarizados e atentos, podem cometer erros na administração do sistema, como a remoção de uma pasta, por exemplo, que é algo mais comum do que se imagina.

Além das questões acima, alguns descuidam do backup, porque sabem que algumas pouquíssimas empresas, como a HostMídia por exemplo, mantém backups diários dos conteúdos de todos os nossos servidores.

Mas e se alguma coisa falhar? Como já dizia Edward Murphy: “se algo puder dar errado, dará...

Como resolver o erro #1?

A resposta é bastante intuitiva, ou seja, manter uma rotina própria de backups.

Mas a questão não é só essa. Além disso, atenção às situações abaixo:

  • Precisam ser feitos necessariamente antes de qualquer atualização do WP, dos plugins e do tema;

  • Antes de instalar um novo plugin ou tema;

  • Quando for alterar conteúdos de pastas do CMS via FTP, SSH ou gerenciador de arquivos;

  • Sempre que for fazer qualquer manutenção no banco de dados, por exemplo, usando o phpMyAdmin;

  • Toda vez que editar o código-fonte (programação), pois alguns erros podem impedir o acesso à plataforma.

Ou seja, qualquer que for o problema, só um backup recente pode restituir a normalidade

Mas não para por aí. Atenção também com:

  • Se a opção para atualizações automáticas estiver habilitada, indica-se no mínimo backups semanais, porque não há como saber quando uma atualização pode acontecer. Se o pior ocorrer, o máximo que se perde é uma semana de trabalho, o que pode não ser pouco em alguns casos;

  • Não guarde seus backups na conta de hospedagem. Além da maioria das empresas de hospedagem não permitir, torna-se sem efeito no caso de invasão com remoção de conteúdo;

  • Recomenda-se ter ao menos duas cópias. Uma cópia local (ex: HD externo do administrador ou pendrive) e uma em serviço de armazenamento em nuvem.

2. Não fazer atualizações

Há atualizações para o Windows, para o Android, como também para os programas que temos instalados em um ou no outro. Elas são essenciais para corrigir bugs e vulnerabilidades, garantir a estabilidade dos sistemas e até para introduzir melhorias.

Com o WordPress, com os plugins e os temas, não deve ser diferente. Da mesma forma que nos sistemas mais populares, periodicamente novas funcionalidades são oferecidas, liberadas correções de problemas e falhas críticas de segurança ou até melhorias no desempenho.

Ao não fazer atualizações periódicas, são maiores as chances de inúmeros problemas ocorrerem.

Como resolver o erro #2?

Para resolver isso, muitos ativam as atualizações automáticas, o que honestamente é bastante conveniente, mas não tão seguro como se imagina.

Por que?

Pelos seguintes motivos:

  • Embora sejam comuns testes antes de lançar uma atualização, é possível haver conflitos com outros componentes (plugins e temas) que você tenha instalado;

  • Podem haver “efeitos colaterais” que só são detectados em condições reais de uso;

  • Algumas atualizações podem exigir configurações especiais ou adicionais do ambiente de hospedagem;

  • Alterações nos requisitos ou recursos do ambiente (ex: versão do PHP).

Como fazer então?

  1. Não ative as atualizações automáticas para o WordPress, plugins e o tema ativo. Atualizações automáticas são para quem não visita o painel. Se você é um administrador presente, prefira o controle manual. Teste, verifique a compatibilidade e só então aplique. O tempo que você 'perde' testando é o tempo que você ganha não tendo que recuperar um site quebrado por um conflito inesperado;

  2. Defina uma periodicidade para acesso ao painel de administração do WP (ex: semanal);

  3. Nele é possível visualizar as atualizações que estão disponíveis. É recomendável instalar apenas aquelas que já tenham ao menos uma semana;

  4. Como saber quando foram disponibilizadas? No site do responsável pelo componente ou no próprio site do WP também pode constar a data de lançamento da versão;

  5. Antes de instalar, verifique em sites especializados e particularmente nos principais fóruns da comunidade, possíveis erros, bugs e problemas relatados pelos usuários (próximo erro).

3. Não se informar

O terceiro erro comum, é responsável por algumas das dores de cabeça dos administradores. Sim, os problemas mais comuns dos usuários do WP, costumam aparecer em sites especializados e especialmente nos principais fóruns.

Ao deixar de se informar:

  • O administrador desconhece o que há de novo e que pode ser útil ou do seu interesse;

  • Fica de fora de dicas que podem ser valiosas para melhorar o seu site e sua aplicação;

  • Desconhece correções e configurações que podem resolver problemas diversos;

  • Não fica sabendo de eventuais problemas que afetam atualizações recentes;

  • Não conta com um importante canal de suporte.

Como resolver o erro #3?

Naturalmente buscando os principais canais dos quais a comunidade de usuários e desenvolvedores participa. Manter-se informado sobre a plataforma é tão importante quanto se manter atualizado profissionalmente e de quebra, ainda evita aborrecimentos, mais trabalho e o cometimento de alguns dos erros da presente lista.

E você sai ganhando também, porque há muito aprendizado de valor junto à comunidade WP!

Eis alguns dos principais canais:

4. Instalar muitos plugins

Os plugins são parte importante do WP. São eles que conferem funcionalidades ao site, implementam ferramentas que facilitam a administração, melhoram a segurança e até o desempenho.

Mas deixa de ser uma vantagem e passa a ser um problema, quando são instalados muitos plugins, algumas vezes muito mais do que o necessário.

É bastante comum encontrar vários que são instalados para teste e depois são esquecidos.

Os principais problemas de se ter muitos plugins ou mais do que é necessário, são:

  • Consumo de espaço em disco – alguns não apenas são alguns arquivos a mais, mas também novos bancos de dados usados pelo plugin. Mais e maiores bancos de dados afetam também o desempenho;

  • Degradação do desempenho do site – cada novo plugin, consome mais memória, mais processamento, gera mais processos do PHP e do MySQL e aumenta o tempo de carregamento das páginas;

  • Mais um fator de insegurança – cada novo plugin pode conter suas próprias falhas de segurança;

  • Maior manutenção – todos os fatores acima multiplicados por cada plugin desnecessário, implica mais atualizações e correções eventualmente necessárias, mais tempo de backup, mais logs de sistema produzidos.

Como resolver o erro #4?

A solução você já deve imaginar, mas vamos listar para não deixar dúvidas:

  • Procure manter instalados apenas os que realmente são importantes e úteis;

  • Se um plugin não é necessário ou não é usado, não basta desativá-lo. Desinstale-o. Um plugin desativado ainda ocupa espaço e pode ser uma vulnerabilidade silenciosa. Se não tem utilidade hoje, não precisa estar na sua conta;

  • Resista à “tentação” de instalar vários plugins diferentes para apenas testar. Nates busque informações nas comunidades para procurar o mais adequado às necessidades;

  • Monitore o uso de recursos (nos horários de pico de visitas) antes e após a instalação de um novo plugin para saber o impacto na conta de hospedagem;

  • Pesquise alternativas, como por exemplo, o post “Máximo desempenho do WordPress, com o mínimo de plugins”, onde ensinamos como otimizar a performance sem ter que recorrer a vários plugins.

5. Procedência do plugin

O fato de um plugin constar da área de plugins do WordPress.org, não é um indicativo suficiente de que ele é bom, é seguro, foi criado segundo boas práticas de programação.

Ele pode ter problemas de criação que podem afetar o desempenho e a segurança.

Sim, você está certo em pensar que todo plugin pode ocasionar isso, porém os melhores e mais usados, estão sujeitos a mais atualizações que corrigem problemas diversos problemas.

Como resolver o erro #5?

A dica é pesquisar muito e se cercar de informações e depoimentos, o que reforça mais uma vez a importância de corrigir o erro #3:

  • No caso de plugins criados por empresas, busque informações sobre a mesma;

  • Os plugins mais populares, com mais downloads e instalações, significam um aval dos usuários, além de receberem mais atenção da comunidade na solução de problemas por meio de atualizações;

  • Por outro lado evite os que têm pouquíssimas instalações ativas. Não queira ser a “cobaia” de um novo plugin;

  • Se for muito grande a diferença entre o número de instalações ativas e downloads, pode ser indício de um plugin problemático ou que não entrega tudo o que promete;

  • Fique atento aos comentários e os relatos sobre qualidades e problemas que possam apresentar, nos fóruns e sites da comunidade e no próprio site do WorPress.org;

  • Dê preferência aos plugins que também têm a versão paga. Empresas que têm monetização tendem a investir mais também.

Dica extra: um plugin que não é atualizado há mais de 2 anos (mesmo que tenham 5 estrelas), é um forte indício de que foi abandonado. Busque alternativas.

Observação: Tudo o que foi dito sobre plugins, também se aplica aos temas do WP. Pesquise e informe-se a respeito antes de usar.

6. Descuidar da segurança

A segurança no mundo digital é cada vez mais importante. Ela evita problemas a quem cuida do site, aos visitantes e até aos demais usuários do ambiente compartilhado.

O WordPress não é inerentemente inseguro, mas como qualquer sistema é preciso se cercar de precauções.

Como resolver o erro #6?

Há muito material na Web a respeito, inclusive nos nossos tutoriais e em nosso blog:

7. Não usar um serviço adequado

Quando se tem um site ou blog simples, apenas com os plugins essenciais, baixa visitação, resultando pouco tráfego, transferência e largura de banda e também pouca demanda sobre o ambiente de hospedagem, a maior parte dos planos de hospedagem compartilhados são perfeitamente adequados.

No entanto, há instalações do WP que são o oposto da situação acima. Têm muitos plugins ou plugins que são exigentes em termos de recursos (memória, processamento, número de processos, etc). Têm intensa visitação ou concentração dela em determinados dias e/ou horários. Ou pior, quando as duas coisas acontecem.

O que fazer em casos assim?

Como resolver o erro #7?

Alguns sites WordPress requerem mais do que um plano de hospedagem compartilhada, que é o modelo mais comum.

Três são as alternativas mais comuns:

  • Plano de hospedagem personalizado – na hospedagem personalizada (clientes HostMídia) o hosting elabora um plano com recursos sob medida para as necessidades do site. Um consultor efetuará o levantamento de necessidades, para então determinar quais recursos precisam ser alterados e que podem ser, por exemplo:

    • Espaço em disco;

    • Quantidade de contas de e-mail;

    • Número de bancos de dados e tamanho individual de cada banco;

    • Quantidade de núcleos de processamento;

    • Número de processos do PHP e MySQL;

    • Quantidade de envios de mensagens de e-mail / hora;

    • Memória RAM.

  • Hospedagem WordPress – as boas empresas do setor e que são orientadas ao cliente, sabendo dessa necessidade, oferecem planos de hospedagem WordPress, os quais além de dispor de um ambiente mais apropriado, oferecem serviços extras em linha com as demandas que costumam acompanhar esse público;

  • VPS – o VPS (Virtual Private Server) também pode ser uma ótima solução a depender das necessidades, pois além de contar com recursos personalizados (semelhante à primeira opção), ainda tem a possibilidade de personalizações ainda mais alinhadas ao que seu site demanda.

Hospedar um site em um plano condizente com suas necessidades, é fundamental.

8. Usar para tudo

Outro fator que ajudou a consagrar o WordPress, são os plugins que produzem diferentes tipos de sites. Originalmente ele foi concebido para criação e gerenciamento de blogs, mas hoje é possível ter um site de e-commerce, um site de conteúdo e até mesmo uma plataforma de ensino à distância.

Dentre as “funcionalidades extras”, há algumas muito boas, é verdade. Mas é análogo a comprar um carro criado para uso urbano e transformá-lo em um off road. Pode até ficar bom, mas não é o mesmo que um que foi desenvolvido especificamente para esse fim.

Como resolver o erro #8?

Assim, dependendo do caso, é conveniente avaliar CMSs que são especialistas para o tipo de site que se pretende.

Por exemplo, se o objetivo é um fórum de discussão, há alternativas muito interessantes e eficientes. Se a necessidade é uma plataforma de EaD (Ensino à Distância), o Moodle costuma ser uma alternativa mais indicada.

Geralmente se ganha nos recursos e nas ferramentas específicas para a destinação que será dada, como no desempenho, na segurança e até no consumo de recursos.

Conclusão

Administrar um site WordPress é um exercício de fazer escolhas bem ponderadas. Ao evitar esses erros, você não está apenas protegendo arquivos em um servidor, mas garantindo o patrimônio digital da marca. No fim das contas, é um trabalho que evita outros trabalhos ainda maiores e nada produtivos.

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