Tudo sobre certificações de segurança para sites

No mundo físico, toda vez que as pessoas veem uma loja que não conhecem, rapidamente observam alguns detalhes para decidir se entram ou não. No mundo digital, não é muito diferente e um dos fatores que influenciam essa decisão, são as certificações de segurança dos sites.

Ou seja, quem está criando um site precisará necessariamente de uma certificação para ele, porém há diferentes tipos e por isso, é natural ter dúvidas como: Quais tipos existem? Quais as diferenças? Qual escolher? Como funciona isso?

Se você não sabe responder a essas perguntas, esse post é para você!

O que são as certificações de segurança?

Certificações de segurança para sites são protocolos digitais que comprovam a autenticidade de um endereço e garantem que as informações trocadas entre o visitante e o site sejam protegidas contra acessos indevidos. Elas funcionam como um selo emitido por uma autoridade confiável, que valida o domínio e, em alguns casos, também os dados da empresa responsável pelo site.

Mas se você veio aqui, é bastante provável que conhece pouco sobre o assunto e não se contente apenas com uma definição técnica.

Em termos simples, quando alguém acessa um site, espera encontrar um ambiente confiável, onde as informações que eventualmente sejam fornecidas, estejam seguras. É justamente esse o papel das certificações de segurança, funcionando como uma espécie de “selo de confiança digital”, mostrando ao visitante que aquele endereço é legítimo e que existem cuidados e atenção para manter protegidos todos os dados trocados entre o site e o visitante.

Na prática isso é observável por sinais visuais simples, como o famoso “HTTPS” na frente do endereço ou o cadeado exibido no campo de endereço de todo navegador web. Esses elementos dizem ao usuário: “pode seguir em frente, este site é seguro”.

Em outras palavras, uma certificação envolve uma série de providências que garantem credibilidade e segurança para o site que a utiliza.

Quais são os tipos de certificados de segurança?

Existem diferentes tipos de certificações digitais disponíveis. Algumas são voltadas para usos profissionais mais específicos, enquanto outras atendem suficientemente bem sites comuns.

Compatíveis com praticamente todos os navegadores atuais, os certificados podem ser classificados de acordo com sua abrangência e com os requisitos exigidos no processo de validação. Os mais comuns são:

1. Certificado DV (Domain Validated)

O tipo DV (sigla de Domain Validated, ou Domínio Validado, em português), é o tipo mais simples, básico e rápido de certificação. Ele valida apenas o domínio registrado, confirmando que o endereço realmente pertence ao responsável pela contratação. Por isso, sua emissão costuma ser concluída em poucos minutos.

Na prática, o DV garante que o site exiba o famoso cadeado e o “HTTPS” na barra de endereços, mostrando ao visitante que existe uma camada de segurança ativa. É ideal para blogs, páginas pessoais e sites institucionais de pequenas empresas que precisam de segurança básica para transmitir credibilidade ao visitante.

2. Certificado OV (Organization Validated)

O OV (sigla de Organization Validated, ou Organização Validada, em português) vai além da simples validação do domínio. Nesse caso, a autoridade certificadora também verifica dados da empresa, como razão social e endereço. Isso significa que, além de proteger a troca de informações, o certificado comprova que existe uma organização legitimamente constituída por trás do site.

Esse tipo de certificação é indicado para empresas que desejam reforçar sua imagem institucional e transmitir maior confiança ao público. Para o usuário, o OV representa um passo adicional de segurança, já que confirma que o site pertence a uma empresa, sendo verificada a sua existência e a identidade do proprietário.

3. Certificado EV (Extended Validation)

O EV (sigla de Extended Validation, ou Validação Extendida, em português) corresponde ao mais completo e rigoroso processo de certificação, pois ele exige uma verificação completa da empresa, incluindo CNPJ, razão social e outros dados oficiais. Por isso, o processo de emissão é mais demorado, mas também transmite o mais alto nível de confiança e segurança aos visitantes.

Esse certificado é recomendado para e-commerces, bancos, fintechs e qualquer negócio que lide com informações sensíveis ou transações financeiras. Para o visitante, o EV é um sinal claro de que o site passou por uma validação extensa e que pode ser considerado altamente confiável.

4. Certificados especiais – Wildcard e Multi-Domain

Além dos tipos tradicionais, existem certificados que oferecem soluções práticas para quem administra vários endereços.

  • Wildcard SSL – permite proteger um domínio principal e todos os seus subdomínios como no caso de uma loja virtual, que utilize por exemplo o subdomínio “loja.seudominio.com.br”, ou um blog, como “blog.seudominio.com.br”, ou ainda uma versão mobile do seu site, como em “m.dominio.com.br”, entre outros;

  • Multi-Domain SSL – a empresa que decide por essa opção recebe um certificado para proteger diferentes domínios em uma única certificação. É essencial para empresas que usam diferentes extensões de domínio (ex; “.com” e “.com.br”) ou até empresas de grande porte ou holdings, que administram várias marcas, cada uma com seu próprio domínio.

Essas opções reduzem burocracia e custos, além de simplificar a gestão da segurança em projetos mais complexos.

Vale ressaltar que é possível adquirir uma certificação DV ou OV na versão Wildcard SSL, estendendo os benefícios a todos os subdomínios que a empresa possua.

Como funciona a certificação digital para sites?

É fundamental que fique claro, que quando falamos em certificações de segurança, não estamos tratando apenas de aparência ou símbolos no navegador, mas de protocolos precisos e rígidos, com a finalidade de proteção real.

Para que um site seja considerado seguro, entre diferentes coisas, é preciso que uma entidade oficial e independente certifique as informações relacionadas a ele, além de um mecanismo técnico capaz de proteger os dados. É aí que entram as autoridades certificadoras e as medidas de segurança.

No mundo real, uma loja só pode funcionar depois de cumprir uma série de exigências legais e receber alvarás de órgãos públicos. Esses documentos comprovam que o estabelecimento está apto a receber clientes, que segue normas de segurança e que pode operar sem colocar ninguém em risco.

No ambiente digital, uma certificação cumpre papel semelhante. As autoridades certificadoras funcionam como esses “fiscais virtuais”, verificando se o site realmente pertence a quem diz ser o dono e, dependendo do tipo de certificado, checam também dados da empresa responsável.

Somente depois dessa validação que o certificado é emitido, e o navegador passa a mostrar os sinais visuais de segurança (como o “HTTPS” e o cadeado).

O papel da criptografia

Além da validação, o certificado ativa um mecanismo essencial: a criptografia.

É ela que garante que todas as informações trocadas entre o visitante e o site sejam “embaralhadas” de forma que os dados trocados se tornem ilegíveis em caso de interceptação da comunicação. Isso impede que dados como senhas, números de cartão ou informações pessoais sejam obtidas e utilizadas por terceiros.

IP dedicado e segurança adicional

Outro ponto importante é que muitos certificados funcionam melhor quando associados a um IP dedicado.

Isso significa que o site não compartilha o mesmo endereço IP do servidor com outros sites, algo comum em planos de hospedagem compartilhada, reduzindo riscos e aumentando a confiabilidade da conexão. Para projetos profissionais, especialmente e-commerces e empresas que lidam com dados sensíveis, essa é uma medida obrigatória.

Diferenças no processo de validação

Conforme mencionamos anteriormente, cada tipo de certificado envolve um nível diferente de checagem:

Tipo de certificado

Tempo de emissão

Nível de validação

Ideal para

DV (Domain Validated)

Minutos

Valida apenas o domínio

Blogs, sites pessoais, páginas institucionais simples

OV (Organization Validated)

1–2 dias úteis

Valida domínio + dados da empresa (razão social, endereço)

Pequenas e médias empresas que desejam reforçar a credibilidade

EV (Extended Validation)

3–4 dias úteis

Valida domínio + dados completos da empresa (CNPJ, razão social, registros oficiais)

E-commerces, bancos, fintechs, empresas que lidam com dados sensíveis

Wildcard SSL

Varia conforme DV ou OV escolhido

Protege domínio principal + todos os subdomínios

Projetos Web com múltiplos subdomínios (loja, blog, versão mobile)

Multi-Domain SSL

Varia conforme DV ou OV escolhido

Protege diferentes domínios em uma única certificação

Empresas com vários domínios (.com, .com.br) ou holdings com múltiplas marcas

Essas diferenças explicam por que alguns certificados podem ser emitidos em minutos, enquanto outros levam dias até serem aprovados.

SSL e TLS – qual a diferença?

É ainda comum encontrarmos muita gente falando em SSL, quando o assunto é certificação para sites, mas na prática essa tecnologia já ficou no passado.

O SSL (Secure Sockets Layer) foi o primeiro protocolo usado para proteger a comunicação entre sites e usuários. Com o tempo, ele evoluiu para o TLS (Transport Layer Security), que trouxe melhorias importantes em segurança e desempenho, como a criptografia de 256 bits e os 2048 bits para a chave de criptografia.

Por questões de costume, o termo “SSL” continua popular, mas o que realmente está em uso hoje é o TLS. Em outras palavras, quando você contrata um “certificado SSL”, na verdade está recebendo um certificado TLS, que é mais atual e, sobretudo, ainda mais seguro.

Let’s Encrypt – o certificado gratuito

O Let’s Encrypt é um certificado SSL grátis, que permitiu que qualquer site utilize o protocolo HTTPS sem custo. Ele se tornou muito popular porque facilita a adoção da segurança básica na Web, especialmente em projetos pessoais, blogs e páginas institucionais simples.

Por que o Let’s Encrypt se tornou tão utilizado?

Já não é de hoje que o uso de HTTPS deixou de ser opcional. Há alguns anos, tanto os buscadores quanto os navegadores penalizam sites que não possuem certificação digital:

  • O Google – e outros sites de busca também – considera o HTTPS como fator de ranqueamento, prejudicando sites sem um certificado de segurança;

  • Navegadores como Chrome, Firefox e Edge exibem avisos de que “O site não é seguro” para páginas sem HTTPS, afastando os visitantes e reduzindo a credibilidade.

Esse cenário fez com que o Let’s Encrypt se tornasse uma solução prática para milhões de sites, já que oferece uma forma rápida e gratuita de atender a essa exigência mínima de segurança.

Para quem o Let’s Encrypt serve

  • Projetos pessoais e blogs;

  • Sites simples que não coletam dados sensíveis;

  • Ambientes de teste e homologação.

Limitações do Let’s Encrypt

Apesar de ser gratuito e prático, o Let’s Encrypt não atende a todos os cenários e tipos de sites, pelas seguintes razões:

  • Só oferece certificados do tipo DV (Domain Validated);

  • Não valida dados da empresa, reduzindo credibilidade em projetos profissionais ou que requerem confiabilidade;

  • Tem validade curta (90 dias), exigindo renovações frequentes;

  • Não atende às exigências de operadoras de cartão e gateways de pagamento, que pedem certificados pagos (OV ou EV).

Quais as vantagens das certificações que oferecem segurança para sites?

Ter um certificado digital não é mais um diferencial, mas uma exigência básica para qualquer site que queira transmitir confiança e se manter competitivo. As vantagens vão muito além da segurança técnica e impactam diretamente em credibilidade, posicionamento e até na viabilidade de negócios online.

1. Melhor posicionamento nos buscadores

O Google e outros buscadores consideram o uso de HTTPS como um fator de ranqueamento. Isso significa que qualquer certificado válido – seja DV, OV ou EV – já ajuda o site a aparecer melhor nas pesquisas.

O tipo de certificado não altera diretamente o posicionamento, mas certificados mais completos podem gerar efeitos indiretos positivos, ao transmitir maior credibilidade, eles aumentam o tempo de permanência dos visitantes, reduzem a taxa de rejeição e melhoram a experiência de navegação.

Esses fatores de comportamento do usuário são levados em conta pelos algoritmos e podem favorecer indiretamente no trabalho de SEO.

2. Credibilidade e confiança

Os sinais visuais – como o cadeado e o “HTTPS” – são percebidos imediatamente pelo visitante. Eles funcionam como um aviso de que o site é seguro.

Em certificados mais avançados, como o EV, a validação completa da empresa reforça ainda mais essa confiança, especialmente naqueles que têm conhecimento e se preocupam com navegação segura na Internet.

3. Integração com meios de pagamento

Operadoras de cartão de crédito e débito exigem certificados digitais para liberar transações seguras.

Sem eles, não é possível oferecer pagamento direto no site. Isso torna o certificado pago obrigatório para e-commerces e qualquer negócio que dependa de vendas online.

4. Proteção contra ataques

A criptografia impede que dados sejam interceptados durante a comunicação entre o usuário e o site. Isso protege informações sensíveis como senhas, números de cartão e dados pessoais, reduzindo riscos de fraudes (sites falsos) e vazamento de dados.

5. Gestão da marca

Tudo que envolve a experiência do usuário com a sua em presa, influencia na contratação ou não do seu produto ou serviço. Além disso, um site seguro transmite profissionalismo e cuidado com o cliente. Essa percepção fortalece a imagem da empresa, aumenta a confiança dos clientes e melhora a taxa de conversão.

Conclusão

A certificação digital deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência básica para qualquer site que queira transmitir confiança, proteger dados e conquistar espaço nos buscadores. Seja para projetos pessoais ou grandes empresas, escolher o tipo de certificado adequado é essencial para garantir credibilidade e segurança.

 

Enquanto soluções gratuitas como o Let’s Encrypt atendem bem a projetos simples, certificados pagos – como DV, OV e EV, com opção Wildcard – são indispensáveis para negócios que lidam com informações sensíveis, transações financeiras ou que desejam reforçar sua reputação institucional.

 

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