6 dicas para usar IA na revisão de conteúdos Web

Quem cria conteúdos para a Web sabe muito bem da importância e do trabalho que dá revisá-los antes da publicação, não é mesmo?

Mas e se você pudesse contar com “assistência” para fazer esse trabalho?

E pode! No post de hoje, vamos dar dicas práticas e cuidados para usar uma IA (inteligência artificial) generativa como importante aliada no trabalho de revisão de conteúdos textuais antes de publicá-los.

A importância da revisão de conteúdo

Nós já dedicamos um post inteiro – “Revisão de conteúdo para Web: por que e como fazer?” – a esse tema e se você ainda não o leu, é recomendável reservar um tempinho para fazê-lo.

Mas se você não quer ou não pode agora, bem resumidamente os principais motivos são:

  • Objetivos – conteúdos para a Web têm objetivos como conversão, educação do público-alvo, geração de autoridade tópica, etc e, portanto, nessa etapa antes da publicação, deve-se observar se o conteúdo que foi elaborado tem boas chances de cumprir os seus objetivos;

  • Linguagem – um dos aspectos essenciais para assegurar a qualidade do conteúdo, mas também para que ele atenda os seus propósitos, é a linguagem utilizada, a qual envolve diferentes aspectos, como terminologias (jargão técnico), fluidez e tom de voz, estilo de escrita, entre outros;

  • Correção – a correção é garantir que as informações contidas são precisas e atualizadas, mas também que não existam erros gramaticais, afinal também é importante não derrapar no português;

  • Completude – avaliar a completude do conteúdo, é verificar se tudo o que é importante ser dito foi, considerando o público-alvo ou a persona (se ele é mais leigo ou mais técnico), mas também se ele é ou não parte de uma estrutura de post pilar e posts satélites.

Ou seja, a revisão é a etapa que funciona como uma espécie de “controle de qualidade do seu conteúdo”, antes que ele seja distribuído e chegue aos consumidores.

Por que usar IA na revisão de conteúdos?

A primeira razão é bastante óbvia e remete à introdução do nosso bate-papo, ou seja, porque você precisa de um assistente para ajudar nesse trabalho, certo?

Mas há um conjunto de outros bons motivos:

  • Rapidez – porque IAs são muito rápidas e conseguem em segundos cumprir o que são orientadas a fazer. Quando ganhar experiência no seu uso, elas ajudarão a poupar tempo valioso na revisão;

  • Precisão – se você souber elaborar prompts suficientemente descritivos, conseguirá boa precisão das saídas e, consequentemente uma revisão eficiente;

  • Imparcialidade – também a depender de como você orientar o modelo utilizado, você obterá avaliações isentas sobre o conteúdo feito;

  • Checagem – é mais fácil garantir que todos os aspectos relevantes (a lista anterior) da revisão foram verificados;

  • Correção – por diferentes motivos, é comum que diferentes erros e deslizes passem desapercebidos na leitura humana.

Se está convencido que IAs podem ser importantes aliadas nesse trabalho, chegou o momento que você esperava.

6 dicas de uso de IA como revisor de textos

Antes de listarmos e comentarmos cada dica, é fundamental alertarmos que antes de eleger uma “revisora oficial”, teste três modelos diferentes e avalie como cada uma entrega os resultados.

Saiba que algumas, como o Gemini e o Copilot, já são capazes de reter um histórico de interações, o que é bastante útil e, que entre outras coisas, ajudará no trabalho final.

Portanto, esse é um fator de muita importância na sua escolha.

1. Não confie cegamente

A primeira dica, é na verdade, uma lista de cuidados que você precisa ter:

  • Alucinações – fique atento às chamadas “alucinações de IA”, as quais também podem ocorrer na revisão, comprometendo a qualidade do conteúdo;

  • Erros – embora as mais populares sejam bem precisas em muitos aspectos, elas também cometem erros, inclusive de natureza gramatical. Não saia aplicando todas as alterações propostas sem antes conferir cada uma;

  • Redundância – em particular quando orientadas a completar assuntos, frequentemente fornecem informações redundantes. Fique atento a esse “comportamento”;

  • Estilo – a maioria das especializadas em conteúdo textual, é muito “preocupada” com fluidez e tom de voz, mas muitas vezes as sugestões dadas podem arruinar o seu estilo de escrita. Tenha olhar crítico quanto a esse aspecto;

  • Vaidade – cuidado com a vaidade! IAs generativas são muito gentis e a forma como apresentam a revisão costuma ser bastante convincente e sedutora. Saiba discernir o que faz sentido e que é aplicável e quando é apenas “bajulação”.

2. Dedique-se aos prompts

Não dá para afirmar que bons prompts representem 80% ou 90% do trabalho, ou qualquer outro número, mas seguramente deve ser sua principal preocupação.

exatidão, a completude e a especificidade do prompt determinarão o resultado que o modelo de IA lhe entregará.

Portanto, bons prompts devem:

  • Informar o objetivo que se pretende atingir com o conteúdo;

  • Fornecer dados de contexto para correta análise;

  • Determinar o público-alvo ou a persona a quem se destina;

  • Conter quais aspectos do texto devem ser avaliados;

  • Dar a especificidade que se quer para cada trecho do conteúdo.

Além disso, é importante lembrar que à medida que você interage mais e mais, embora muitas se pareçam quase humanas no diálogo estabelecido, elas não são. Elas não são capazes de identificar intenção e só respondem o que foram explicitamente orientadas a fazer.

Prompts imprecisos, incompletos, vagos, exigirão refinamentos e outras interações, consumindo o tempo que você queria poupar.

3. Revise por etapas

É comum que muitos modelos tentem lhe entregar uma revisão “completa”, listando tudo o que você deve corrigir e/ou incluir. Essa não é a melhor forma e logo você entenderá porque não.

Em vez disso, separe em diferentes rodadas de revisão:

  • Na primeira, solicite verificar o atendimento do propósito e alinhamento com a persona ou o público-alvo. Focar nisso, é garantir a utilidade do conteúdo, algo cada vez mais importante para o Google;

  • Na segunda etapa, peça para checar a completude (para a realidade do leitor) e a exatidão das informações. Além de assegurar a qualidade do conteúdo, também reforça a utilidade;

  • Na seguinte, com o que mais importa revisado, vem a fluidez, o tom de voz e a gramática. É a fase da colocação das ideias e informações em palavras compreensíveis e facilmente consumíveis.

Ou seja, não faz sentido corrigir gramática em um trecho que será alterado ou até removido, porque por exemplo, é demasiadamente técnico para um leigo.

4. Criação de metadados

Essa é uma dica valiosa pois as melhores IAs generativas podem contribuir na otimização para as SERPs (páginas de resultados dos motores de busca), lendo o texto pronto e gerando os elementos que o redator precisa para a publicação no CMS (como o WordPress).

O redator pode pedir para a IA extrair metadados do texto final:

  • Sugestões de Meta Title e Meta Description (respeitando os limites estritos de caracteres para não cortar no Google);

  • Sugestões de Tags ou Categorias;

  • O texto alternativo (Alt Text) para as imagens que ilustrarão o post.

5. Consolide a revisão

Chegou a hora de uma etapa que será fundamental para a final, que é a revisão humana, mas que pode contar com apoio da ferramenta de inteligência artificial utilizada.

Aqui você irá:

  • Editar – fazer todas as edições que julgar adequadas, incluindo os trechos sugeridos pela IA, ajustar outros e incorporar o seu estilo, o seu toque pessoal;

  • Refinar a escaneabilidade – também é o momento de analisar e refinar a escaneabilidade, seja porque houve alterações e inclusões, seja porque notou que a apresentação do conteúdo pode ser melhorada;

  • Aplicar o SEO / GEO – é a oportunidade final de observar se os princípios de SEO e GEO foram devidamente aplicados, seja na escolha e uso adequado das palavras-chave, seja no título e nos subtítulos, seja no quão boas são as respostas às perguntas, seja ainda na utilidade do conteúdo para o seu público;

  • Linkar – por fim, mas não menos importante, é quando confere se o trabalho de link building interno foi bem feito, que reforça o SEO e ajuda a reter o visitante.

6. Revisão final

A depender de como você conduziu tudo, você pode ter um texto substancialmente diferente do inicial. Portanto, é hora de voltar ao campo de prompt e solicitar à IA uma validação final sobre o conteúdo resultante desse trabalho todo.

Nessa última rodada, o foco deve ser o refinamento técnico e a segurança. Você pode orientar a IA a:

  • Buscar inconsistências – verificar se as alterações ou acréscimos feitos por você não geraram contradições em relação a outras partes do texto;

  • Validar a coesão – checar se a transição entre os parágrafos novos e antigos ficou natural e fluida;

  • Passar o "pente fino" gramatical – fazer uma última varredura em busca de digitações erradas, repetições excessivas de palavras próximas ou pequenos deslizes de pontuação que surgiram durante a edição.

No entanto, não se esqueça que a IA dá o “parecer final”, mas o teclado e o clique de mouse no "Publicar" são seus. Essa última leitura serve para te dar a segurança de que o conteúdo está impecável, mantendo a sua identidade e o controle de qualidade que o seu site exige.

Conclusão

Usar a IA na revisão é o empurrão que falta para dar mais agilidade à sua rotina, mas lembre-se que ela é a sua assistente. O editor é você! O olhar humano, o estilo único e a sensibilidade de entender o leitor ainda são os grandes diferenciais de um conteúdo original, autoral e de sucesso. Experimente essas etapas no seu próximo post e veja a mágica acontecer. Boa escrita e até a próxima!

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