Navegador Brave: o que é e quais suas vantagens?

Principalmente para quem usa muito um desktop ou notebook para acessar a Internet, os browsers ou navegadores são itens fundamentais, razão pela qual de tempos em tempos aparecem opções que prometem atender os principais requisitos que um programa do gênero deve contemplar.

Nessa onda, o nome da vez é o navegador Brave!

Como um bom navegador, o Brave promete ir bem além de preferências pessoais, aspectos visuais e uma interface de fácil utilização.

Se você quer saber mais a seu respeito, quais são seus diferenciais e por quais razões ele promete ser uma alternativa considerável a substituir seu atual browser, siga-nos até o final.

O que é o Brave?

O Brave é um navegador web, criado pela Brave Software Inc, cuja primeira versão foi disponibilizada em 2016 e que desde 2018 tem versões para o Windows, macOS, Linux, Android e iOS.

Da mesma forma que o Novo Microsoft Edge e o Opera, baseia-se no código do projeto Chromium, o mesmo que também é a base do Google Chrome.

Tal como os citados, também é gratuito e Open Source ou de código aberto.

Essa última característica significa que qualquer um pode pegar utilizar o código-fonte para criar outros programas a partir dele.

Quais as vantagens do Brave?

Da mesma forma que cada novo browser, o Brave se baseia em diferenciais que são considerados importantes na navegação web e que no seu caso são: velocidade, consumo de memória e principalmente privacidade.

Mas não é só…

Privacidade no Brave

A privacidade no Brave constitui – conforme a empresa faz questão de enfatizar – sua principal virtude.

Muitos navegadores – senão todos – contam com recursos que permitem configurar diferentes níveis de privacidade, bloqueando rastreadores, scripts e anúncios por padrão. Ou seja, não é necessário mudar configurações ou instalar extensões ou complementos (AddOns) para ter a funcionalidade.

A cada nova página de site acessada e carregada, o ícone do navegador – localizado no lado direito da barra de endereço – exibe o número de bloqueios de rastreadores efetuado.

Ao clicar sobre o ícone, uma janela flutuante é exibida com mais detalhes sobre os bloqueios, bem como opções para mudar as proteções e outras configurações relacionadas com a privacidade na navegação.

A privacidade aliás tem sido um ponto de extrema relevância e a despeito da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e da GPDR (lei de proteção de dados da União Européia), o que se vê na prática e especialmente no Brasil, é que nem todo site está realmente adequado à LGPD.

Por isso, contar com um navegador com um mecanismo efetivo de privacidade, é muito importante.

Consumo de memória no Brave

Não é de hoje que mesmo sendo o navegador com maior nível de utilização – quase 70% – entre usuários de desktop e laptop, o Google Chrome é um voraz consumidor de memória RAM, situação que apesar dos inúmeros relatados, o Google não parece interessado em resolver.

A cada nova versão ou atualização, ele continua exigindo considerável quantidade de RAM e tornando o dispositivo lento à medida em que se tem muitas guias abertas.

Para atender esse público, o Brave aparece como alternativa muito mais eficiente.

Esse é de fato um importante diferencial para quem não tem generosa quantidade de RAM disponível e mesmo para os que têm, veem ela ser rapidamente consumida ao abrir várias abas ou guias no browser.

Em testes realizados, abrindo os mesmos sites em diferentes abas, é possível observar a diferença no consumo. 

Velocidade no Brave

A velocidade ou desempenho no Brave é outro diferencial e novamente o parâmetro de comparação que evidencia a vantagem, é o Google Chrome.

O carregamento e abertura das páginas ocorre mais rapidamente, quanto mais cookies, mecanismos de rastreamento e publicidade houver no site acessado. Especialmente ao bloquear anúncios de terceiros, temos menos conteúdo para ser baixado.

Soma-se a isso, o fato de ao consumir menos memória, sobra mais memória no sistema para renderizar o conteúdo.

Outra consequência dessa característica, é o menor consumo de banda e que torna-se uma vantagem ainda maior para os usuários de dispositivos móveis enquanto estiverem usando seus planos de dados e ainda não contamos com a velocidade do 5G.

Mais vantagens do Brave

E se velocidade, consumo de memória RAM e privacidade já não fossem motivos suficientemente bons para considerar o navegador como alternativa ao acessar à world wide web, há outra vantagens.

  • Integração IPFS – o sistema de arquivos interplanetário ou InterPlanetary File System, é um protocolo peer-to-peer e que baseando-se no mesmo princípio do Torrent, faz com que os usuários recebam conteúdo de outros usuários que integram a rede e que possuem partes dos dados, não dependendo de um servidor de hospedagem, aumentando a disponibilidade e por vezes a velocidade;

  • Modo Tor – para quem usa o modo anônimo de outros navegadores, ela pode ser ainda menos permissiva ao utilizar o modo Tor do Brave, de modo análogo ao que faz o navegador mais usado para a Deep Web. Enquanto a maioria apenas não registra o histórico, ele efetivamente tenta ocultar sua localização dos sites acessados, roteando sua navegação por vários servidores antes de chegar ao seu destino. Essas conexões fazem uso de criptografia para aumentar o anonimato;

  • Brave Rewards – com o Brave Rewards o usuário pode até lucrar ao utilizá-lo. Nesse caso serão exibidos anúncios apenas de empresas que fazem parte desse modelo publicitário e o usuário recebe BATs (Basic Attention Token) e que é um ativo digital gerado por meio de um blockchain, tal qual as criptomoedas, podendo ser usado para doações, pagamentos de serviços e outras operações online;

  • Entensões Chrome – quem está habituado a usar extensões do Chrome, não terá problemas com o Brave, pois as mesmas que você já tem, podem também ser instaladas no Brave;

  • Portabilidade – e se você é dos muitos que nesse ponto já considera dar uma chance para o Brave, mas pensa em tudo o que tem no outro navegador, saiba que é possível importar as pastas de favoritos, histórico de navegação e senhas do Chrome para o Brave e ainda sincronizar diferentes dispositivos (ex: smartphone e notebook);

  • Utilização – se por um lado ele diferencia-se em aspectos importantes, o Brave não quis reinventar a roda em termos de utilização. A interface, os menus e muita coisa segue a mesma linha do Chrome e as poucas coisas que não são iguais, são extremamente simples e intuitivas. Assim, um novo usuário não perde tempo procurando os recursos e tendo que se acostumar com novas formas de fazer as coisas. Não fosse por alguns poucos detalhes, visualmente não se nota diferença.

Como funciona o Brave Rewards?

Interessou-se pela remuneração por navegação?

Quando você se inscreve no Brave Rewards, o browser automaticamente registra no armazenamento local do seu dispositivo os acessos e a atenção que você dedica aos sites que visita e que é revertida em termos dos BATs que citamos anteriormente.

Ou seja, quando você aceita a publicidade associada à rede de empresas desse modelo, em vez de dar receita para as empresas envolvidas nos modelos convencionais e que tem no Google o seu maior expoente, você é quem é pago em BATs, na proporção de 70% do valor correspondente ao clique.

Os outros 30% são divididos entre a empresa Brave Software Inc. e serve para continuar financiando o projeto e as empresas envolvidas nesse modelo publicitário.

A remuneração de quem aderir ao programa, é mensal e de acordo com os sites cuja publicidade exibida, você visitou. Você pode remover sites que não deseja apoiar e dar dicas diretamente aos criadores.

Esses BATs podem ser guardados em uma carteira digital, como acontece com outras criptomoedas como o Bitcoin, pode ser doada para sites que você apoia ou ser usada como meio da pagamento para sites que aceitam ativos digitais.

O Brave é seguro?

Segurança no mundo digital deve ser antes de mais nada uma preocupação do usuário.

Tecnicamente não há grandes provas de segurança, uma vez que o nível de adoção por parte dos usuários ainda não é representativo, apesar de já se falar em alguns milhões de usuários, mas o que ainda não faz frente aos números nem mesmo das principais alternativas ao Chrome e que são Microsoft Edge, Mozilla Firefox e Safari.

No entanto, justamente pela ampla liderança que o navegador do Google tem, ele é a aposta mais frequente dos hackers – na verdade crackers – que ao identificar falhas, têm um número potencial de vítimas muito maior.

Teoricamente, ao compartilhar o mesmo código-fonte do projeto Chromium, é de se supor que há uma base razoavelmente segura de desenvolvimento.

Conclusão

O Brave é uma alternativa de navegador baseado no Chromium, assim como o Google Chrome, Microsoft Edge e Opera, que privilegia a privacidade do usuário, a velocidade de carregamento das páginas e o consumo de memória RAM, mas que também conta com outras características importantes.

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