O que é Bitcoin? Entenda como funciona o universo da criptomoeda

Você sabe o que é Bitcoin? Já imaginou para o que serve? O Bitcoin não é nada mais que uma moeda virtual e não tem nenhuma ligação com governo ou banco. Essas moedas podem ser enviadas pela internet sem nenhum intermediário.

Foi criada em 2009 por Satoshi Nakamoto pseudônimo de um programador japonês, – que até hoje não teve sua identidade comprovada – e ele a chama de “a primeira moeda digital descentralizada”.

As vantagens do Bitcoin é que não existem taxas mensais, você consegue usar em qualquer país, sua conta não pode ser cancelada e não existem pré-requisitos ou limites, também consegue contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo.

O Bitcoin está mudando as finanças da mesma forma que a Internet mudou a imprensa. Quando todos têm acesso ao mercado global, grandes ideias surgem e é isso que o Bitcoin proporciona. Ficou interessado (a) em saber mais sobre assunto? Leia nosso artigo até o final.

O que é Bitcoin?

Bitcoin é uma moeda baseada nos conceitos de redes peer-to-peer- P2P (ponto-a-ponto). É uma tecnologia empregada na transferência direta de arquivos entre internautas. Da mesma forma que as tecnologias P2P para arquivos buscam descentralizar a distribuição de dados, o Bitcoin quer descentralizar a moeda para que não tenha vínculo com qualquer governo ou instituição de controle.

Diferente de outras moedas eletrônicas, que existiam apenas no universo virtual (como o Linden Dollar, do Second Life), o Bitcoin pode ser usado para comprar bens reais, como a assinatura de serviços de backup em nuvem ou eletrônicos por meio da internet.

O valor do Bitcoin segue as regras de mercado financeiro, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação e vice-versa. Durante a sua trajetória, a moeda virtual apresentou alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes.

Em 2017 o interesse pelo Bitcoin explodiu e a moeda passou a ser um dos investimentos mais comentados do planeta. A moeda digital valorizou 1400% e atingiu a maior cotação da história: 19,3 mil dólares. Especialistas e admiradores da moeda, acreditam que esse movimento de alta deve continuar nos próximos anos, além do interesse de novos adeptos e a maior aceitação, o Bitcoin oferece um modelo atual e favorável.

Como funciona o Bitcoin?

Para entender como funciona o Bitcoin, é necessário entender primeiro como funciona uma rede de dados ponto-a-ponto, o famoso P2P. Nesse modelo, cada um dos pontos da rede exercem a função, tanto de cliente quanto de servidor, tornando inútil a figura de um servidor central – por isso o Bitcoin é descentralizado –, pois todos os computadores dessa arquitetura, compartilham dados e serviços entre si. Com Bitcoins, cada um desses pontos conectados a rede, armazenam um banco de dados responsável por registrar as transações e operações que são realizadas dentro de uma cadeia de blocos criptografados.

O banco de dados de transações é composto por uma série de blocos encadeados. Esses bancos de dados são criados a cada 10 minutos por um determinado número de transações confirmadas de Bitcoins, a rede depende do poder computacional empregado e pode variar para mais ou para menos dados dentro do bloco.

E porquê 10 minutos?! Esse é o tempo médio que a rede precisa para confirmar se a transação é válida e com isso quebra a criptografia. Quando a transação é incluída em um bloco, outros continuarão sendo criados sob ele, então, esse “atraso” é o que consolidará se há ou não um consenso na rede do Bitcoin, se diminuiu o risco de fralde ou reversão da transação.

O que de fato torna o Bitcoin atrativo é a transação ou transferência deles entre carteiras. Cada transação possui uma assinatura, feita a partir de uma chave privada que comprova a autenticidade de quem realizou. Isso evita qualquer tentativa fralde e para concretizar a transferência, a pessoa que vende, deve usar a chave privada de quem compra e assim concluir a transação.

Como e para o que usar Bitcoin?

Na prática usar Bitcoin é muito simples e, embora seja diferente de tudo o que já usou antes, não lhe trará muitas dificuldades. O primeiro passo é escolher uma carteira para usar, tanto no seu dispositivo móvel, quanto no seu computador pessoal. Existem dezenas de carteiras e algumas, inclusive, com suporte para todos os ambientes: Desktop, Smartphone, Tablet e demais dispositivos.

Já com a sua carteira em “mãos”, o próximo passo é obter seus Bitcoins. E, para obtê-los, existem várias maneiras, como por exemplo, minerar Bitcoins, aceitar a criptomoeda como forma de pagamento ao vender produtos ou serviços, comprar através de serviços de câmbio para Bitcoins na internet ou, se você tiver sorte, ganhar um “trocado” de um amigo ou familiar.

O Bitcoin está sendo cada vez mais aceito para compras em vários lugares do mundo. Aqui no Brasil, ela já está sendo utilizada inclusive para a compra de passagens, livros, pagamento de serviços e, mais recentemente, como parte do pagamento de imóveis. Isso mesmo que você leu! A Tecnisa, empresa do ramo de empreendimentos imobiliários, aderiu a criptomoeada, com bônus especial para os adeptos.

Também existem mercados de câmbio que você pode trocar a moeda virtual por euros, dólares, reais ou mais. É uma ótima maneira para pequenos empresários e autônomos se destacarem, pois não tem custo para aceitá-los, não tem cancelamento ou taxas e consegue fazer negócios adicionais.

Existe diferença entre Bitcoin e as moedas reais?

Sim, existem algumas diferenças do Bitcoin para as moedas reais. A primeira diferença é que você não consegue encontrar uma moeda Bitcoin esquecida no fundo da bolsa. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.

Cada transação é somente um código alfanumérico trocado entre quem vende e compra e como não têm bancos que centralizam as operações, são quase impossíveis de serem rastreadas. Alguns especialistas afirmam que uma negociação de grande valor poderia ser identificada através da triangulação de informações.

A sua emissão não é controlada por um Banco Central, como acontece com as moedas de papel que conhecemos, mas são produzidas de forma descentralizada através de milhares de computadores interligados a rede. Logo, são mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar Bitcoins e registrar todas as transações feitas.

O processo de nascimento de um Bitcoin é chamado de mineração. Esses computadores conectados à rede que mencionamos, competem entre si para tentar resolver problemas matemáticos ou quebrar a criptografia. Aquele que consegue atingir o objetivo, recebe aquele bloco de moedas.

O nível de dificuldade da mineração é ajustado pela rede e isso é o que faz com que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada. Esse limite foi definido pelo algoritmo do Bitcoin, que com o passar do tempo e à medida que aumenta o nível de dificuldade, diminui a quantidade de Bitcoins por bloco. Calcula-se que essa faixa seja de 21 milhões até 2140.

Você sabia que existem Corretores de Negociações de Bitcoins?

Desde que o Bitcoin foi criado, possibilitou o surgimento de um novo segmento para web. Assim como na bolsa de valores dos tradicionais mercados para negociação de variados tipos de papéis, casas de câmbio, entre outros, surgiram também corretoras que negociam a moeda virtual. Elas fazem a intermediação de compra e venda com as taxas cobradas na operação.

A intermediação da transação de Bitcoins e dinheiro são feitas por empresas chamadas de corretoras. O papel delas é juntar uma oferta de compra a uma de venda, de acordo com o preço de referência.

Caso alguém queira adquirir um Bitcoin e a cotação no momento é de 10.000 reais, o comprador dá a ordem e deposita esse dinheiro na corretora. A empresa busca na outra ponta alguém vendendo a mesma quantidade de Bitcoin por esse preço.

Quando a transação é concluída, o Bitcoin fica disponível na sua carteira na corretora, para que você faça transações ou solicite a transferência para uma conta bancária. Esse sistema é quase igual ao de negociação de ações de empresas.

Hoje, não existem regras específicas sobre negociação com moedas virtuais. A ideia é de que replicar o modelo usado no mercado financeiro deixará as empresas mais próximas do que será exigido em uma futura regulamentação sobre o tema.

O intuito das empresas que fazem essa intermediação é tentar reduzir o risco de roubo de moedas virtuais que estão sob sua responsabilidade, guardando-as off-line enquanto não estão sendo transferidas.

Empresas que fazem a intermediação dos Bitcoins

  • Wuzu: começou no início de 2018. É uma plataforma de negociação de moedas virtuais – como o Bitcoin. As corretoras continuarão a existir, mas a negociação será feita entre todos os participantes do sistema, isso aumenta o número de ofertas.

  • Foxbit: uma empresa criada para inspirar pessoas a conquistar liberdade financeira. Para eles, a liberdade financeira é poder fazer o que bem entender com seu dinheiro, sem depender de bancos e instituições financeiras. Tudo isso através da criptoeconomia por trás das moedas digitais, como o Bitcoin.

  • Mercado Bitcoin: essa corretora acredita na inovação do mercado financeiro. Busca elevar a experiência de quem vive essa revolução.

  • Bitcambio: desde 2014 facilita a compra e venda de Bitcoins no Brasil.

  • BrasilBitcoin: desenvolveram um sistema que possibilita a compra de Bitcoin em poucos cliques.

Como se tornar um minerador de Bitcoins?

Na prática, qualquer pessoa pode se tornar um minerador se tiver um computador com conexão de internet. É necessário baixar um aplicativo específico para minerar Bitcoins, como Bitcoin-Qt ou o MultiBit, além de um aplicativo de carteira virtual.

A carteira virtual é a responsável por armazenar e também gerenciar as moedas virtuais obtidas pelo usuário por meio da mineração de Bitcoins ou por meio da compra em sites especializados.

Mesmo sendo possível minerar Bitcoins com computadores domésticos, esta não é uma boa ideia, pelo menos para nós brasileiros. Os custos de eletricidade por aqui, vão ser maiores do que o ganho com a mineração, pois poder computacional necessário para oferecer adquirir um único Bitcoin, não seria atingindo facilmente. Por isso há a opção de se juntar a um pool, onde você recebe pagamentos menores, mas de forma regular.

Como os mineradores ganham Bitcoins?

Conforme aumenta o número de computadores na rede dos Bitcoins, maior é o nível de dificuldade encontrado pelas máquinas ao tentar quebrar as chaves criptográficas, é um processo necessário para gerar um bloco de registros de transações. Para quebrar apenas uma chave criptográfica, é necessário um grande número de computadores.

Ao conseguir quebrar uma chave, o sistema que gerencia a rede do Bitcoin libera as novas moedas, que são distribuídas entre os computadores que “emprestaram” seu poder de processamento para quebrar a chave criptográfica. Quem minera Bitcoins ganha moedas para comprar produtos ou serviços ou vendê-las para outro internauta e obter dinheiro real.

Porém, o processo de mineração é finito e já tem data para acabar. A moeda será minerada em ritmo cada vez menor até 2140, quando a quantidade de Bitcoins em circulação chegará a 21 milhões. Com a escassez de novas moedas no mercado, é provável que o valor de cada moeda se mantenha em um patamar alto.

Você sabe como enviar Bitcoins para outras pessoas?

Eles podem ser transferidos de uma pessoa para outra de forma anônima. Isso é feito por meio de endereços que podem ser criados para cada transação individual. A rede de Bitcoins, chamada Blockchain, se encarrega de registrar e executar a transação de maneira descentralizada e segura.

Quando você realiza uma transação é gerada uma assinatura virtual e após alguns minutos essa assinatura é verificada por um minerador, em seguida ela fica grava na rede de forma permanente e anônima.

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