Linux Mint para leigos em 10 perguntas e respostas
Está curioso por tudo o que falam do Linux e gostaria de dar uma chance ao “sistema do pinguim”, mas não sabe por onde começar ou tem receio de fazer uma má escolha?
É absolutamente normal para todo mundo que só tem usado o Windows.
Pensando nisso, no post de hoje vamos esclarecer as 10 dúvidas mais comuns a respeito de uma das alternativas mais populares e indicadas para quem pensa em ingressar no universo Linux – o Linux Mint!
Vamos ao que interessa?
1. O que é o Linux Mint?
O Linux Mint – ou apenas “Mint”, como costuma ser chamado – é um sistema operacional completo e uma alternativa muito popular para iniciantes no Linux, especialmente aqueles que vêm do Windows.
Tal como o sistema da Microsoft, ele é o responsável por:
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Interface – é o conjunto de aspectos visuais responsáveis pela interação entre o usuário (você) e a máquina, com o objetivo de tornar a utilização intuitiva, fácil e eficiente;
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Desktop – o desktop environment (ambiente da mesa de trabalho) é responsável por fornecer um conjunto básico, mas essencial de ferramentas de uso diário e organizá-las visualmente, objetivando um uso produtivo. É análogo a como você organiza cada coisa da sua mesa física (agenda, calendário, post-its, calculadora, pastas, documentos, etc) para que fiquem acessíveis;
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Programas – da mesma forma que no Windows ou no Android, além do conjunto mínimo de programas essenciais de uso frequente, permite instalar e usar uma ampla variedade de outros programas;
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Hardware – é também sua responsabilidade gerenciar todo o hardware (memórias, processador, tela, teclado, etc) e periféricos (impressora, webcam, cartões microSD, pendrives, etc).
Além disso, o Mint também é uma popular distribuição Linux, um conceito incomum para quem só usou o Windows ou o MacOS, mas não tão novo assim, se você já experimentou diferentes Androids (da Samsung, Xiaomi, Motorola), já viu o princípio na prática.
Bem resumidamente, uma distribuição Linux – ou só “distro”, para quem é da área – é uma versão desenvolvida para atender um perfil de usuário e determinadas demandas, a partir do kernel (núcleo básico de um sistema operacional) Linux.
Pense no kernel Linux como sendo uma plataforma de um carro, a partir da qual a montadora pode desenvolver diferentes modelos:
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A carroceria pode ser de um sedã, de hatch ou perua;
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Também há uma versão esportiva e com ajustes mecânicos para oferecer maior desempenho;
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Quem sabe, uma versão “econômica”, livre de acessórios para baratear o preço;
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Para aqueles que não abrem mão de luxo e comodidade, outra com todos os acessórios e acabamento mais refinado.
No caso das distros, há uma série de comunidades as quais utilizam o kernel Linux para desenvolver um sistema final com suas próprias características e personalizações. O Mint, é apenas uma dentre as dezenas existentes.
Aliás, tecnicamente o Android também é uma distro Linux!
Mas a grande pergunta é: será que ele consegue substituir o Windows no seu dia a dia?
2. Por que o Linux Mint é uma boa alternativa ao Windows?
O Linux Mint é como um carro familiar completo, confortável, econômico, mas com bom desempenho e ótimo custo-benefício, pensado para quem quer uma experiência tranquila e produtiva.
Se você está cansado de algumas "dores de cabeça" típicas do Windows – como atualizações forçadas no momento errado, lentidão crescente e progressiva do sistema, custos com licenças ou preocupação constante com vírus – o Linux Mint é a solução para tudo isso e ainda mais.
Eis algumas das principais razões:
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Aparência – o Mint tem identidade própria, mas não tenta “reinventar a roda”. Ele usa a interface (Cinnamon) que lembra muito o Windows 7 ou o 10. O menu iniciar está no mesmo lugar, a barra de tarefas também. Ou seja, o usuário não sofre para achar tudo o que precisa;

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Controle – essa distro coloca você no comando. Nada de atualizações reiniciando seu PC no meio de um trabalho importante. Você faz tudo quando e como quer;
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Estabilidade – conhecido por ser estável, mesmo em computadores mais antigos ou “modestos”. A sensação é de um sistema que "só funciona", sem travamentos, ou lentidão progressiva, tão comum com o Windows após anos de uso;
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Segurança – conforme veremos mais detalhadamente adiante, a arquitetura do Linux e a forma como os programas são instalados, além das características de desenvolvimento e de atualizações, tornam-no muito menos suscetível à malwares e outras ameaças digitais, uma preocupação comum dos usuários da Microsoft;
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Instalação – o processo de instalação é rápido, intuitivo e acessível mesmo aos mais leigos;
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Compatibilidade – é bastante elevada a compatibilidade do Mint – e de outras distros também – com os mais diversos hardwares, facilitando tanto a instalação, quanto à configuração no caso de upgrades, sem que você precise “caçar drivers” na Internet. Mas se for o caso, o motivo seguinte resolve;
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Suporte – o usuário do Mint tem acesso a uma rede global de ajuda que nunca expira:
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Fóruns oficiais e comunitários – o fórum oficial do Linux Mint e diversas comunidades brasileiras, reúnem dezenas de milhares de usuários e desenvolvedores voluntariamente dispostos a ajudar. É comum postar uma dúvida e receber várias respostas detalhadas em poucas horas e de graça;
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Documentação – existe uma vasta documentação oficial, tutoriais, blogs e canais no YouTube dedicados especificamente ao Mint. Quase todo problema comum já foi resolvido e está documentado de forma clara;
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Ajuda comunitária – se necessário, você será ajudado por pessoas reais que já passaram pelos mesmos desafios. É uma experiência mais humana e menos burocrática do que abrir um chamado técnico impessoal e demorada, como costuma ser na Microsoft.
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Em resumo, o Linux Mint é uma boa alternativa porque oferece uma experiência de computação estável, segura, intuitiva e sob seu controle, e o melhor de tudo, de graça!
3. Para quais perfis de usuário o Linux Mint é indicado?
Uma das grandes qualidades do Linux Mint é que ele não tenta ser "tudo para todos", embora na prática ele sirva muito bem para diversos usuários. Mantendo a analogia com carros, ele é aquele modelo que serve para veículo de frota, para a família, para o jovem solteiro, e ainda conta com mecânica confiável, baixo custo de manutenção e desempenho satisfatório.
Ainda assim, elaboramos os principais perfis que se encaixam perfeitamente a essa distro. Veja se você se reconhece em algum deles:
O "Navegador de Internet"
Se você passa 90% do tempo no navegador – checando e-mails, assistindo YouTube, acessando redes sociais, usando serviços bancários ou trabalhando em serviços baseados em nuvem (cloud computing), então o sistema operacional por baixo de tudo, tem pouco peso.
E nesse caso, o Mint é perfeito pra você:
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Oferece nativamente um navegador web confiável e moderno (Firefox já vem instalado);
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Caso esteja acostumado e prefira o Google Chrome ou quem sabe o MS Edge, há versões para Linux;
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É extremamente seguro para transações online e serviços baseados na nuvem;
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A interface é amigável e conforme mencionado anteriormente, segue os conceitos do Windows 7 e 10;
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Funcionamento estável e ágil, sem travamentos e sem consumo de recursos desnecessários.
Ou seja, você quase nem vai notar que saiu do Windows.
O “Estudante” ou o “Trabalhador de Escritório”
Se suas atividades principais envolvem escrever documentos, criar planilhas, fazer apresentações, pesquisar na Internet e organizar arquivos, o Mint tem de fábrica tudo que você precisa .

Ele já vem com o LibreOffice (suíte office gratuita, completa e compatível com arquivos do Word/Excel), gerenciador de arquivos (semelhante ao Windows Explorer), cliente de e-mail (Thunderbird) e ferramentas diversas (calendário, chat online, gerenciador de imagens, etc).
Tudo gratuito, sem mensalidades e nem muito menos, software pirata.
O Dono do Hardware "Obsoleto"
Seu notebook ou PC se tornou mais uma vítima da obsolescência programada? As inúmeras e sucessivas atualizações do Windows o deixou desesperadamente lento? Ou pior, ele até funciona bem ainda, mas a polêmica por trás do Windows 11 e o TPM 2.0 o deixaram sem “suporte oficial” e atualizações de segurança?
Em todos esses casos, o Mint é famoso por dar uma sobrevida ao hardware e impedir que ele se torne e-lixo (lixo eletrônico).
Ele é leve, eficiente e consegue rodar suavemente em computadores com apenas 4GB de RAM e processadores modestos. Ao instalá-lo, será como fazer um upgrade sem ter que mudar nada no hardware e, principalmente, sem gastar nada.
O “Preocupado com a Privacidade”
Se você é daqueles que sabe que a privacidade online não é real, ou se está cansado de sentir que o sistema operacional "espia" tudo o que você faz (telemetria do Windows e Recall), coleta dados pessoais e mostra anúncios com base nos seus hábitos, o Mint vai te interessar.
Isso porque, bem diferente do Windows ou mesmo do Android, ele não coleta os seus dados, não tem telemetria oculta e não exibe anúncios.
A privacidade do usuário é um princípio e por isso, é levada muito a sério. Nele, sua a sua experiência digital é só sua.
O “Usuário de Entretenimento”
Tem um PC encostado e não quer misturar trabalho ou estudos com diversão?
Se você usa o computador para assistir Netflix, ver vídeos no YouTube, ouvir música, assistir TV, acessar as redes sociais, organizar as fotos e vídeos, talvez jogar títulos mais leves, o Mint atende muito bem a tudo isso.
Todos os codecs de áudio e vídeo mais comuns funcionam sem configuração extra, e plataformas de streaming rodam perfeitamente no navegador. Para jogos, a Steam tem suporte nativo e milhares de títulos compatíveis via Proton.
O “Iniciante Curioso”
Você tem vontade de aprender algo novo, explorar o mundo Linux, mas tem medo de interfaces complicadas ou de "quebrar" o computador. Ou quem sabe, leu nosso post sobre “Nuvem pessoal ou doméstica” e precisa escolher uma distro que não torne a implantação um desafio.
O Mint foi elaborado pensando em cenários como esses. Sua interface é familiar (parecida com o Windows 7/10), sua instalação é guiada, é estável, pouco exigente em hardware e a comunidade é acolhedora com iniciantes.
É o ponto de partida ideal para essa jornada.
Se você se identificou com pelo menos um desses perfis, o Linux Mint provavelmente foi feito para você. Ele é o sistema para quem quer produtividade sem complicação, privacidade sem custo e desempenho sem exigências absurdas de hardware.
4. Quais as principais vantagens de mudar para o Mint?
Mudar de sistema operacional é uma decisão importante, mas acima de tudo, qualquer mudança só acontece quando há vantagens reais comparativamente ao que se tinha antes.
Nesse sentido, o Mint traz benefícios reais e que vão além do "é grátis"...
Custo real (Sistema + Programas)
Enquanto o Windows cobra por licenças e muitos programas essenciais são por assinatura (Office, antivírus, editores profissionais), no Mint tudo é gratuito.
O sistema, o pacote de escritório completo (LibreOffice), editores de imagem, navegadores, players de vídeo, tudo está disponível – ou pode ser baixado da loja oficial – sem custo. É uma economia significativa a longo prazo.
Controle das atualizações
Quem usa o Windows lembra daquelas atualizações “obrigatórias” e inconvenientes – como o Patch Tuesday – que pedem reinicialização da máquina bem no meio de um trabalho importante, não é?
No Mint, isso não acontece. O Gerenciador de Atualizações mostra claramente o que está disponível (segurança, programas, sistema), e você decide quando instalar. Um único clique atualiza tudo de uma vez, e na maioria das vezes nem precisa reiniciar.
É você no controle, com total transparência e sem interrupções inoportunas.
A "Loja de Aplicativos" mais segura
Sem contar a montanha de bloatware do Windows (do Android também!), você precisa baixar arquivos executáveis (.exe) de diferentes sites na Internet, nos quais você não tem garantia alguma de que são legítimos, de que são seguros ou que não contenham malwares.
O Mint tem o Gerenciador de Aplicativos, uma espécie de "Play Store para seu PC". Lá você encontra milhares de programas categorizados, com descrições e avaliações. Basta clicar "Instalar".
Tudo é verificado, seguro e organizado, evitando que você tenha que realizar uma busca em sites duvidosos.
Personalização total
O Mint oferece liberdade para transformar completamente a aparência do sistema: temas, ícones, painéis, menus, efeitos visuais.
Mas a grande vantagem é que você não precisa personalizar nada. A configuração padrão já é limpa, intuitiva e produtiva. A personalização é um extra para quem gosta, ou quem quer deixar o ambiente mais parecido com que já estava acostumado.
Performance otimizada
Essa distro vem com quase tudo que a maioria usa no dia a dia, mas focando apenas no que é essencial mesmo.
Você não encontrará um programa trial ou adware pré-instalados ou uma imensa lista de aplicativos que carregam já na inicialização, consumindo recursos e comprometem o desempenho desde o momento que você liga o equipamento.
O resultado é um sistema mais rápido, responsivo e também mais seguro, especialmente em hardware mais antigo.
Segurança estrutural
A arquitetura do Linux, o sistema de usuários, as permissões e a forma centralizada de instalar programas, criam uma dinâmica de funcionamento que atua como uma barreira natural contra malwares e algumas ameaças digitais.
Por conta disso, em muitos casos não é necessário antivírus e todas as preocupações relacionadas ou tampouco mais um software consumindo valiosos recursos de hardware (memória, processamento, leitura em disco, etc).
Além disso, as atualizações de segurança são frequentes, rápidas e discretas. Você ganha tranquilidade para navegar e trabalhar.
Comunidade como suporte ilimitado
Qualquer dúvida ou problema que você tiver, provavelmente já foi resolvido por alguém. Isso porque o usuário Linux por natureza é curioso, comprometido e envolvido nos assuntos do sistema.
O resultado, é que existem fóruns ativos, tutoriais detalhados e uma comunidade disposta a ajudar, que fazem com que os leigos e iniciantes nunca fiquem abandonados. É um suporte humano, gratuito e sempre atualizado.
5. Vou conseguir usar o Word, Excel e meus programas do Windows?
Este é, sem dúvida, o tópico que mais gera "medo de abandono" em quem considera aderir ao “sistema do pinguim”.
A boa notícia é que na grande maioria dos casos, você conseguirá fazer tudo o que faz hoje.
Mas vamos ser sinceros e se você é um profissional que depende de recursos ultra-avançados do Excel (macros complexas, Power Query) ou do ecossistema Adobe (Photoshop, Premiere, After Effects), ou ainda outros softwares de nicho, como o AutoCAD, Revit ou alguns aplicativos contábeis específicos, terá que avaliar alternativas (como GIMP, Krita ou DaVinci Resolve) ou se não for possível a mudança, o Mint pode não ser a solução para você.
Para outros casos:
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LibreOffice – relembremos que o LibreOffice já vem instalado, é gratuito e abre arquivos .docx, .xlsx e .pptx. A interface é um pouco diferente, mas as funções são as mesmas;
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Outras suítes – se você não gostar, há outras suítes office gratuitas e que também abrem e salvam os arquivos do MS Office;
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Microsoft Office - se você usa o MS Office online (Microsoft 365), seja na versão gratuita, seja na paga, pode continuar usando por meio do navegador e mantendo 100% da compatibilidade;
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Serviços Web – quase tudo o que usamos é pelo navegador: WhatsApp, Spotify, Canva, Netflix, Google Drive, sistemas de bancos. Nesses casos, o sistema operacional não muda absolutamente nada a experiência.
O certo e seguro, é testar!
Se suas atividades principais são navegação, escritório básico/médio e entretenimento, você provavelmente nem sentirá falta dos programas Windows. A dica é, antes de migrar definitivamente, experimente abrir seus arquivos importantes no LibreOffice (que você pode instalar no Windows para testar) e ver se tudo funciona como precisa.
6. Quais os requisitos para instalar o Linux Mint?
Se você está fugindo das exigências rígidas do Windows 11 (como o famoso chip TPM 2.0 ou processadores super recentes), vai adorar saber que o Linux Mint é extremamente "democrático".
Ele foi desenhado para rodar bem em máquinas modernas, mas também para ser o salvador de computadores que o Windows "aposentou" precocemente.
Aqui está o que você precisa para ter uma experiência confortável:
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Memória RAM – o mínimo para o sistema funcionar são 2GB, mas para você abrir várias abas no navegador e trabalhar sem estresse, o recomendado são 4GB. Se o seu PC tiver 8GB ou mais, o Mint terá um desempenho surpreendente;
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Espaço no Disco (HD ou SSD) - enquanto o Windows é conhecido por ser um “devorador” de armazenamento, o Mint precisa de apenas 20GB para ser instalado. O recomendável é reservar cerca de 100GB para que você tenha espaço de sobra para seus arquivos e fotos;
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Processador – praticamente qualquer processador de 64 bits fabricado nos últimos 15 anos (muitos dos Intel Core ou AMD de 2010 para cá);
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Tela – telas com resolução de 1024x768 já atendem os requisitos mínimos, o que é (ótimo para monitores antigos).
Suponhamos que algum dos requisitos acima não esteja 100% alinhado, há outros "Sabores do Mint" e que nada mais são do que três versões alternativas, pensadas para diferentes tipos de computadores:
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Cinnamon – a versão principal, mais moderna e bonita. Ideal para computadores com 4GB de RAM ou mais;
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MATE – indicada para quem busca equilíbrio entre visual clássico e leveza;
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XFCE – considerada a "versão milagrosa", pois é ultra-leve, ideal para equipamentos que mal conseguem abrir o navegador no Windows.
7. Preciso saber usar "comandos" ou a tela preta?
Muitos ainda têm a imagem do Linux como algo saído de filme de ficção cientìfica ou coisa de “nerd” e não é, mito que já desmistificamos no post “Mitos e verdades sobre o Linux”.
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O Terminal é ferramenta – o usuário “comum” pode passar a vida toda se beneficiando de todo o poder do Mint, sem nunca abrir o terminal (a famosa tela preta) e sem digitar uma única linha de comando. Para absolutamente tudo o que você precisa (instalar programas, atualizar, mudar o papel de parede, configurar o Wi-Fi), existe uma interface 100% visual;
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A "Loja" facilita tudo – tal como você já deve estar acostumado, no Mint é semelhante a instalar um app no celular. Você abre a loja, pesquisa e clica em instalar. Nada de digitar códigos “estranhos”;
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Configurações “familiares” – o "Painel de Controle" do Mint (Configurações do Sistema) é muito intuitivo e organizado e os ajustes e as personalizações que forem necessários ou desejáveis, são feitos de forma semelhante ao que são feitas no Windows ou no Android;
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O Terminal é "atalho" – o terminal existe e é poderoso, mas é como o "Prompt de Comando" do Windows e que você não é obrigado a usar, tanto em um, como no outro. Existem tutoriais e dicas de comandos que ampliam o poder e facilitam o trabalho, mas opcionalmente.
8. Vou conseguir rodar meus jogos e usar serviços de streaming?
Sim, quase tão bem quanto no Windows ou talvez até melhor, como no caso dos serviços de streaming!
O Linux Mint é um ótimo companheiro para entretenimento, mas com algumas observações importantes para jogos, conforme veremos.

Filmes, Séries e Streaming (100% tranquilidade)
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Navegador – serviços como Netflix, Amazon Prime, Disney+, YouTube, HBO Max, entre outros, funcionam perfeitamente no Firefox ou em outros navegadores que você queira instalar;
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Codecs inclusos – ao contrário do que pode ocorrer em algumas versões do Windows, o Mint já vem com todos os codecs necessários para tocar arquivos de vídeo e áudio (MP4, MKV, MP3, FLAC, etc). Não precisa instalar pacotes extras;
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Apps nativos – o VLC (o player universal) e outros apps de mídia já vem pré-instalados, permitindo reproduzir mídias armazenadas localmente.
Jogos (evolução em andamento)
Quando o assunto são jogos, a situação que já foi uma reclamação recorrente dos usuários, mudou radicalmente nos últimos anos, graças a uma ferramenta chamada Proton (desenvolvida pela Valve/Steam).
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Steam funcionando nativamente – instale o Steam normalmente pelo "Gerenciador de Software". Ao acessar a plataforma, você encontrará literalmente milhares de jogos disponíveis para Linux de forma nativa (como Dota 2, CS:GO, Tomb Raider);
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Proton – ative o Proton nas configurações da Steam e muitos jogos feitos para Windows passarão a funcionar. Títulos populares como Elden Ring, Cyberpunk 2077, Baldur's Gate 3 e Red Dead Redemption 2 têm ótima compatibilidade. Consulte o site Protondb.com para verificar jogos específicos.
Algumas limitações:
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Anti-cheat – alguns jogos multiplayer com anti-cheat complexo (como alguns da Riot Games ou Easy Anti-Cheat sem suporte ao Proton) podem não funcionar perfeitamente;
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Performance – nem sempre o desempenho é igual ao Windows, sendo que em alguns títulos pode haver uma pequena perda de desempenho (5-15%);
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Launchers – alguns launchers como o Xbox App ou jogos da Epic Games Store exigem configurações extras (via Heroic Games Launcher).
Veredito:
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Para streaming e mídia, o Mint é impecável;
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Para jogos, se sua biblioteca é majoritariamente single-player ou jogos competitivos mais antigos, você será bem atendido. Já os jogos multiplayer com anti-cheat complexo, é indicado pesquisar antes se seus títulos favoritos funcionam nas comunidades, como no Discord.
9. É seguro? Preciso de antivírus?
Sim, o Mint é seguro. Tão seguro, que a depender do seu perfil de usuário, você nem mesmo precisará de antivírus. Essa é uma das maiores vantagens e alívios ao migrar.
E se você está se perguntando, “por que é tão seguro?”, resumimos as principais razões a seguir:
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Arquitetura de permissões – no Linux – e, consequentemente no Mint – os programas comuns não têm permissão para modificar arquivos do sistema ou de outros usuários sem a sua senha. Um vírus não pode se instalar sem que você saiba e dê autorização;
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Repositórios oficiais – você instala programas quase exclusivamente pelo Gerenciador de Software, que são repositórios assinados e verificados. É como usar a Play Store do Android, o que é muito mais seguro que baixar executáveis (arquivos .exe) de sites desconhecidos;
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Menor potencial – a maioria dos vírus é feita para Windows, tornando ataques automáticos menos eficazes quando no Linux;
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Atualizações centralizadas – todas as atualizações (sistema + programas) vêm de uma única fonte segura, com correções rápidas para vulnerabilidades;
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Open Source – o Linux Mint é software de código aberto (open source) e que tem implicações práticas para sua segurança:
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O código-fonte é público e pode ser revisado por qualquer especialista no mundo. Isso cria um efeito de auditoria constante. Um bug ou uma falha de segurança maliciosa é muito mais difícil de esconder quando milhares de desenvolvedores independentes podem examinar tudo;
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Não há como esconder funcionalidades secretas que coletem seus dados ou abram portas para vigilância. Tudo está à vista. Sua privacidade é protegida por transparência, não por promessas em políticas imensas e confusas;
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Quando uma vulnerabilidade é descoberta, a comunidade global pode trabalhar nela imediatamente. Não é necessário esperar apenas por uma equipe interna de uma única empresa. As correções são frequentemente mais rápidas e frequentes.
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10. Como faço para testar sem apagar o meu Windows?
A melhor parte do Linux Mint é que você não precisa acreditar em nada do que apresentamos anteriormente.
Em vez disso, pode testar tudo e comprovar com seus próprios olhos, sem apagar nenhum arquivo do seu Windows e sem gastar um centavo.
Isso é possível graças a um recurso chamado "Live USB", disponível no Mint e em outras distros.
O recurso é simples e basta que você salve o sistema em um pendrive e faça o boot por ele.
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Como funciona – o Linux Mint vai rodar inteiramente a partir do pendrive e da memória do seu PC. O seu HD (onde está o Windows e suas fotos) ficará "intocado" e “desligado”;
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O que posso testar – praticamente tudo! Você pode conectar no Wi-Fi, abrir o navegador, testar sua impressora, ver se o som funciona e sentir a velocidade do sistema;
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Se não gostar – caso não ache que o Mint seja para você, basta desligar o computador, remover o pendrive e ligar novamente. Seu Windows estará lá, exatamente como você o deixou, sem que nada tenha sido alterado.
O próximo passo é simples. Se você gostou da ideia, o processo básico envolve baixar a imagem do Mint no site oficial e usar um programinha simples (como o BalenaEtcher ou Rufus) para preparar o pendrive.
Conclusão
O Linux Mint é a prova de que seu PC pode ser rápido, seguro e gratuito. Seja para reviver um hardware antigo ou buscar privacidade, ele oferece uma transição suave para quem sai do Windows. Que tal baixar a versão Live e fazer um test-drive hoje mesmo? O controle do seu PC volta para você!


