Aprenda tudo sobre linguagem de programação e as mais populares

Se você é daqueles que acha que programação parece papo de nerd, ou que é muito abstrato e difícil e, portanto, não é pra você, saiba que não é bem assim.

No bate-papo de hoje, vamos explicar o que é uma linguagem de programação, por que elas são tão importantes, quais as mais usadas, bem como esclarecer outras dúvidas frequentes e que vão ajudar a desmistificar esse tema que pode parecer tão complexo, mas que na verdade é bastante intuitivo e encontra paralelo com diversas situações do nosso quotidiano.

O que é programação?

Um bom caminho para compreender as linguagens de programação, é entender o que é programação e que nada mais é do que uma sequência padronizada e organizada de comandos, ações e verificações lógicas, com o intuito de que uma máquina produza um resultado desejado ou resolva um problema cuja solução seja possível.

Esse é o tipo de explicação que não esclarece muito, não é?

Mas se você pensar na sua programação pessoal para chegar ao trabalho diariamente, ficará mais fácil compreender:

  1. Você precisa sair de casa (primeiro comando da programação);

  2. Se você saiu no horário (verificação lógica ou estrutura condicional), você vai até o ponto de ônibus;

  3. Dentro do ônibus, você precisa ficar atento para desembarcar no ponto correto (condição foi atendida ou satisfeita), do contrário, terá que caminhar mais do que o normal;

  4. Ao desembarcar, você se dirige ao metrô e lá tem que escolher entre as diferentes linhas, aquela na qual está a estação que você precisa chegar (mais uma estrutura condicional);

  5. Tal como no ônibus, você avalia quando a variável (estações do metrô) se torna verdadeira (expressão booleana), indicando que é o seu destino;

  6. Após desembarcar do trem, você ainda precisa decidir qual das saídas da estação escolher, quando atravessar a rua (verdadeiro se o semáforo de pedestre estiver verde) e finalmente entrar no prédio, mas não sem antes passar o seu crachá no controle de acesso (login).

Na prática, todo mundo que tem uma rotina semelhante, sabe que há uma série de variáveis que são checadas e que vão determinar o passo seguinte, como por exemplo:

  • Sentar-se ou ficar de pé no transporte;

  • Mandar mensagem ou não para o seu gestor comunicando um possível atraso;

  • Se eventualmente você saiu bem atrasado de casa (no segundo passo), você considera ir de carro de aplicativo, ou seja, o valor assumido pela variável “horário de saída”, está fora do “intervalo padrão”;

  • Caso você desembarque faltando menos do que um determinado tempo até o horário de entrada, você acelera o passo (outra estrutura condicional e outra ação).

Da mesma forma que a sua programação pessoal depende de uma série de ações, condições e verificações, a programação de uma máquina também, mas que no caso da sua mente, envolve imagens, informações que você tem (ex: horários do ônibus e pontos de desembarque), verificações (é a “minha” estação?), horários (variáveis), etc.

Já no caso de um computador, a linguagem deve ser uma que ele seja capaz de compreender e que é o que veremos logo mais.

O que é uma linguagem de programação?

Com base no que vimos até aqui, podemos definir que uma linguagem de programação consiste de um código baseado em regras de sintaxe (disposição das palavras e sinais) e com semântica própria (significado das palavras), que é compreensível ou interpretável por um sistema computacional, com o objetivo de passar instruções de algo.

Quando a programação foi criada?

Em termos históricos, considera-se como primeiro mecanismo que poderia ser programado, ou seja, estabelecer-se uma sequência de ações para produzir algum tipo de resultado, a máquina analítica ou máquina de Babbage, que basicamente consistia de um equipamento mecânico projetado pelo matemático Charles Babbage para realizar cálculos, e que foi considerado o primeiro projeto para um computador de uso geral que poderia ser descrito em termos modernos como Turing-completo.

Para que a máquina de Babbage produzisse o resultado que se esperava, era necessário um conjunto definido de ações as quais se dão o nome de algoritmo e que foram concebidas por Ada Lovelace, uma matemática contemporânea do inventor do engenho.

Costuma-se dizer que a máquina de Babbage e os algoritmos de Lovelace, são respectivamente o primeiro esboço do que viríamos chamar mais tarde de computador e de programa.

Embora fossem extremamente simples comparados ao que temos hoje, conceitualmente os princípios de um e outro, mantém-se basicamente os mesmos.

Qual a diferença entre Algoritmo e Linguagem de Programação?

Nesse ponto, alguns podem equivocadamente supor que algoritmo e linguagem de programação são a mesma coisa. Apesar de haver uma estreita relação entre as duas coisas, são essencialmente diferentes.

O que Ada Lovelace fez ao colocar um conjunto de etapas ou passos que deveriam ocorrer para produzir os resultados necessários e previsíveis para gerar a sequência de Bernoulli, é o que hoje chamamos de algoritmo.

Ainda não poderia ser considerado uma linguagem tal como conhecemos hoje e logo você vai entender o porquê.

Qualquer rotina ou trecho de instruções de programação corresponde a um algoritmo, que nada mais é do que uma sequência de passos ou instruções detalhados de como se fazer algo.

Assim, um algoritmo simplificado para verificar a iluminação de um ambiente e acender a lâmpada caso esteja apagada, seria algo como:

    SE LÂMPADA APAGADA
        ENTÃO
            ACENDER LÂMPADA
        SENÃO
            NÃO FAZER NADA
    FIM

O que temos acima é chamado em computação de linguagem algorítmica ou simplesmente algoritmo.

Já a linguagem de programação propriamente dita, é análoga ao que as pessoas de diferentes nacionalidades usam para se comunicarem e que conhecemos como idiomas.

Em outras palavras:

  • As mesmas instruções do algoritmo para acender a luz, podem ser escritas (codificadas) em diferentes idiomas ou no caso, de programação, usando diferentes linguagens, mas todas produzindo o mesmo resultado;

  • Há diversas correspondências de algoritmos em nosso cotidiano, como as receitas de pratos, os tutoriais de configuração de programas, os vídeos de “faça você mesmo”, as instruções de montagens de móveis, etc;

  • linguagens universais (mais ou menos) e que têm pouca dependência de idiomas, como libras ou os sinais de trânsito;

  • Cada linguagem tem sua própria sintaxe, que é um conjunto de regras de como as palavras devem ser escritas e como agrupá-las entre si, bem como a forma de utilizar caracteres específicos para que tenham sentido e sejam compreensíveis para o sistema em que são executadas.

Em termos práticos, as principais diferenças são:

Algoritmo

Linguagem de programação

É o conjunto de instruções universais para fazer algo, ou ainda a ideia ou conceito

É a ferramenta para viabilizar as instruções ou o conceito

Independe da máquina ou dispositivo

Varia de acordo com a máquina, sendo que há linguagens mais apropriadas para cada tipo de dispositivo

Não tem rigor sintático

A sintaxe é rígida e dela depende a correta interpretação de cada ação

É uma solução genérica

Solução específica e dependente do sistema no qual é usada

Não estipula ferramentas ou métodos para execução das ações / instruções

Pode contar com ferramentas (funções, procedimentos, etc) e métodos (bibliotecas, objetos, etc) para realizar cada ação

Por que existem diferentes linguagens de programação?

As linguagens de programação são um meio de se passar aos computadores instruções para ações que esperamos deles, como por exemplo, imprimir um documento, mas computadores “não falam e não entendem” português ou inglês ou qualquer outro código usado por humanos.

As máquinas, os computadores, ou os mais diversos dispositivos, só “compreendem” sinais elétricos e que no caso de processadores, significam presença ou ausência de tensão elétrica. A correspondente representação humana disso, são os numerais inteiros ZERO e o UM e que corresponde ao sistema binário de números.

Esse conceito é que dá origem ao que se convencionou chamar linguagem de máquina.

No entanto, uma linguagem de máquina como o Assembly, é pouco – na verdade, quase nada – amigável, visto que utiliza instruções bem simples e diretamente relacionadas ao hardware. Ou seja, para armazenar um valor numérico qualquer, é necessário reservar um endereço na memória física e passar para essa posição de memória o dado que deve ser armazenado.

Em função disso, esse tipo de linguagem é classificada como linguagem de baixo nível.

Linguagens de alto nível

Uma linguagem de programação de baixo nível, como o Assembly tem como principal vantagem a pouca necessidade de “tradução” para algo que a máquina “compreenda”, o que na prática significa menos tempo e processamento entre o comando e a respectiva ação.

Por outro lado, a programação em linguagem de máquina pode ser significativamente mais complexa e trabalhosa e por isso, pesquisadores e estudiosos do assunto, começaram a desenvolver linguagens cuja sintaxe e semântica eram mais simples, mais intuitivas, semelhantes às linguagens naturais dos humanos e, além de tudo, mais poderosas.

Se antes das linguagens de alto nível qualquer trecho de programação parecia indecifrável a um leigo, agora instruções como CLEAR ou PRINT, eram suficientes para designar à máquina o que se pretendia e de quebra, tinham um significado mnemônico para quem pretendia ser um programador.

A maior parte das linguagens que conhecemos e utilizamos atualmente, são linguagens de alto nível e que se caracterizam por:

  • Abstração – não há preocupação com detalhes do hardware (como registradores ou endereços de memória). O programador se concentra na solução do problema, independente dos detalhes técnicos da máquina. Para exibir um caractere na tela, não é necessário se preocupar com o que computador precisa fazer;

  • Legibilidade – o código se assemelha da linguagem humana (geralmente em inglês), tornando mais fácil a compreensão e manutenção;

  • Portabilidade – o mesmo código pode rodar em diferentes sistemas operacionais e tipos de computadores, não sendo necessário reescrever o programa para cada tipo de computador. Assim, um código javascript de uma página Web, roda em Windows, Mac, Linux, Android ou outros sistemas, sem modificação;

  • Estruturas de controle avançadas – contam com uma variedade de estruturas que facilitam a criação do código e implementação das soluções:

    • Loops (for, while);

    • Condicionais (if-else, switch);

    • Funções e procedimentos;

    • Orientação a objetos (na maioria delas)

Uma linguagem para cada necessidade

O surgimento das linguagens de alto nível, como o Fortran ou o Pascal, foi um grande avanço no universo da programação, mas não bastava serem mais simples que o Assembly. Conforme a computação se tornou cada vez mais acessível do ponto de vista econômico, diferentes áreas começaram a vislumbrar os benefícios do uso dos computadores e com isso, começaram a surgir linguagens voltadas a atender necessidades mais específicas:

  • Fortran 77 – nasceu para atender aplicações matemáticas e de engenharia, visto que continha bibliotecas matemáticas que eram fundamentais para os cálculos necessários aos profissionais dessas áreas. Até então, nenhuma outra linguagem existente atendia este tipo de carência;

  • Pascal – foi a primeira linguagem estruturada que evoluiu no meio acadêmico e por um tempo serviu ao desenvolvimento de uma variedade de programas, até que uma linguagem mais poderosa em termos de funções e de estruturas tomasse seu lugar, a linguagem Delphi;

  • Delphi – é um compilador, uma IDE e uma linguagem de programação e que muitos consideram como uma evolução do Pascal, inclusive por ambas serem da Borland Software Corporation, e porque com o surgimento do Delphi, foi encerrada a evolução do Pascal. Há quem diga que o Delphi levou o Pascal para a era visual;

  • BASIC – no universo da programação, o BASIC (acrônimo para Beginner's All-purpose Symbolic Instruction Code) foi uma linguagem com propósito educativo, criada por 3 professores que tinham por objetivo ensinar os fundamentos de programação e por isso criaram um linguagem bastante simples;

  • C e C++embora haja importantes diferenças entre o C e o C++, popularizaram-se e ganharam muitos adeptos no auge do Turbo Pascal e junto ao surgimento do Delphi, mas com ênfase no desenvolvimento de aplicações para Windows, ainda nas suas primeiras versões: 3.0 e 3.1. Isso foi determinante para seu sucesso e os ambientes dessas linguagens seguiu a evolução dos sistemas Windows, garantindo sua vida útil.

Houve ainda linguagens destinadas a aplicações comerciais e negócios, como foi o caso do COBOL, que possivelmente represente uma das linguagens de programação mais antigas e que é ainda relativamente utilizada. Ela é escolhida em cálculos financeiros por suportar números muito grandes ou muito pequenos.

Portanto, o surgimento e sobretudo, o sucesso de muitas linguagens, foi resultado de demandas que surgiram e como cada uma das linguagens conseguia atender as necessidades dos programadores para produzir soluções suficientemente boas.

Mas se engana quem pense que programação está ligada apenas aos computadores. Atualmente há uma gama incrível de dispositivos programáveis, como máquinas industriais, robôs, aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos, etc, que têm programação embutida e linguagens de programação mais alinhadas com as características de cada dispositivo.

Um exemplo dessa diversidade, é a programação CNC (do inglês Computer Numeric Control ou controle numérico computadorizado), frequentemente referida como Código G (e códigos M) e usada para instruir uma diversidade de máquinas (tornos, fresadoras, entalhadeiras, retificadoras, etc) sobre movimentos geométricos, velocidades e trocas de ferramentas.

Ou seja, é uma linguagem alfanumérica que define parâmetros precisos de usinagem, atuando como a ponte entre o design digital e a peça física.

Aspectos das linguagens de programação

Como dissemos, muitas linguagens surgiram para suprir determinadas necessidades que as linguagens existentes não atendiam ou para produzir resultados mais específicos ou ainda para que o trabalho de programação fosse ainda mais simples e eficiente.

Sendo assim, vamos listar alguns aspectos que foram fundamentais para o surgimento de novas linguagens ou apenas a consolidação de algumas já existentes:

  • Linguagens estruturadas – o nome é praticamente autoexplicativo, na medida que consiste de programação bem definida, composta por blocos de código similares a estruturas que têm sentido por si só ou que funcionam independente do restante do código, como laços de repetição, subrotinas, funções, etc;

  • Orientação a Objetos – foi um modelo de programação que se baseou no conceito de diversos trechos de códigos independentes que interagem com o restante da programação. Isso gera facilidade na construção do código, torna-o reutilizável, diminui a quantidade de programação e facilita a depuração, entre outros benefícios;

  • Programação linear – não tem a ver com a execução linear de código de programação, mas com a programação objetivando a resolução de problemas como por exemplo, otimização de recursos no emprego de matéria prima. Um exemplo real, é código usando funções de máximo e mínimo para cálculo de área de sólidos, muito empregado por matemáticos;

  • Linguagem compilada – as linguagens compiladas geram um programa final, que é “traduzido” para uma linguagem que a máquina ou o sistema operacional executam. Normalmente o desempenho dessas linguagens, é superior e geralmente há compiladores para os mais diversos sistemas, fazendo com que as linguagens sejam multiplataforma;

  • Linguagem interpretada – essas linguagens exigem um interpretador, que basicamente é um programa que transcreve o código a medida que ele é executado para “compreensão” por parte do sistema em que ele roda. Em função disso, normalmente as linguagens interpretadas são mais lentas, visto que a cada execução o processo de “tradução” é repetido.

Em termos de analogia, pense na linguagem compilada como um livro traduzido por completo antes de chegar à livraria (é ler e pronto). Já a interpretada é como um tradutor simultâneo que vai traduzindo a fala de alguém frase por frase à medida que ela acontece.

Vale destacar que a computação e consequentemente a programação, trata de resolver problemas por meio de automatização de tarefas e geração de resultados a partir de dados potencialmente infinitos. Assim, como a quantidade de problemas possíveis para serem tratados é também literalmente infinita, a quantidade de soluções possíveis, também é, o que gera tantos paradigmas e consequentemente aspectos de linguagens.

Por essa razão os aspectos de programação mudam com o tempo e com as necessidades, fazendo com que novas características e conceitos surjam o tempo todo.

Quais as melhores linguagens de programação?

Como acabamos de abordar, cada uma das linguagens existentes nasceu para suprir determinadas necessidades e assim se desenvolveram. Portanto, apontar a melhor, não faz muito sentido.

Uma determinada linguagem pode produzir resultados muito bons em determinado tipo de aplicação e em outro, não. O que hoje pode parecer uma solução bastante razoável, amanhã pode já não ser.

Embora a adoção de uma linguagem de programação tenha fundamentação técnica, há um componente pessoal também na escolha e sempre haverão defensores de uma ou outra. Não é nosso papel fazer esse tipo de distinção.

Sendo assim, ao invés de apontar quais são as melhores ou elaborar algum ranking, vamos listar algumas das mais populares na atualidade e em que escopo cada uma tem tido destaque.

Escolher será algo que caberá a você, com base no que precisa fazer como programador:

  • JAVA – é uma linguagem razoavelmente “jovem”, visto que surgiu na década de 90, criada pela Sun Microsystems. Uma das particularidades é que ela é interpretada por uma Máquina Virtual, conhecida como Java Virtual Machine. Atualmente o sucesso do Java está relacionado à aplicações Android, visto que é a mais usada com esse objetivo, embora também tenha muitos outros usos;

  • Javascript – apesar do nome, não tem relação com o Java. Presente em muitos sites, foi desenvolvida como uma linguagem para ser executada nos navegadores Web e assim permitir que parte do processamento fosse feito diretamente na máquina do usuário, o que se chama client-side. É uma linguagem interpretada e é a principal linguagem executada no lado do cliente, embora já exista a variação executada no servidor, chamada de Node.JS;

    • JavaScript/TypeScript e inteligência artificial – tem sido essencial para criar interfaces Web onde os usuários interagem com os agentes de IA. Frameworks como Next.js e React são usados para construir os chats e dashboards. Além disso, existem versões de alguns frameworks (como o LangChain) para JavaScript, permitindo rodar agentes no backend com Node.js;

  • Python – linguagem interpretada, que nasceu com objetivo de produzir um código mais conciso e legível. É usada desde a criação de pequenas aplicações até sistemas complexos. Contém várias ferramentas para Interface Gráfica do Usuário (GUI) e bibliotecas para programação Web, o que tem favorecido seu uso em aplicações Web;

    • Python e inteligência artificial – é de longe, a linguagem mais dominante e importante quando o assunto é inteligência artificial, pois todo o ecossistema de machine learning e deep learning foi construído ao redor dela. Bibliotecas essenciais como PyTorch (Meta), TensorFlow (Google), Transformers (Hugging Face) e ferramentas para manipular dados (Pandas, NumPy) são todas em Python. É a linguagem que os desenvolvedores usam para tudo: preparar dados, definir a arquitetura da rede neural, treinar, testar e refinar os modelos;

  • Ruby – como é dito no próprio site da linguagem, “O Ruby é totalmente livre. Não somente livre de custos, mas também livre para utilizar, copiar, modificar e distribuir”. É multiplataforma, ou seja, suportada em sistemas operacionais como Linux, Windows, Solaris. Graças ao Framework Ruby on Rails, a criação de aplicações para Web é bastante simplificada e assim tem ganho mais e mais adeptos nesse meio. É uma linguagem interpretada;

  • PHP – ganhou popularidade na medida que se tornou a principal linguagem para sites na Internet, atuando no lado do servidor e combinada com HTML. É interpretada. A grande maioria dos sites mais populares do mundo são construídos a partir desta linguagem, seja diretamente, seja pelo uso do WordPress, que se baseia em PHP;

  • ASP – é a sigla para Active Server Pages (Páginas Ativas de Servidor) sendo também interpretada. Foi criada pela Microsoft com o objetivo principal de criar aplicações para Internet, rodando do lado do servidor. É integrável com o HTML, assim como o PHP, com o qual por algum tempo tenha rivalizado na disputa de linguagem mais usada para criação de sites. Embora ainda razoavelmente utilizada, tem perdido terreno por rodar apenas em servidores Windows;

  • Perl – considerada entre as atuais linguagens uma das mais robustas, é também a linguagem open source utilizada para os mais diversos fins. Mesmo sendo multiplataforma e útil em várias áreas, é no tratamento e manipulação textos que encontra seu maior poder;

  • C – entre as linguagens utilizadas em larga escala, é a mais antiga. Por ser compilada, presta-se muito bem para criação de software como aplicações / programas. Deu origem à também popular C++, que se diferencia da linguagem mãe por conter orientação a objetos, mas conforme ambas ganharam novas versões, cada uma assumiu características próprias;

  • C++embora tenha tido como origem a linguagem C e ganho classes / objetos, o C++ assumiu características próprias que fizeram dela uma das principais linguagens para criação de aplicações para os mais diversos fins. Por ser compilada e existir compiladores para ambientes diversos, é multiplataforma;

    • C++ / CUDA e inteligência artificial – por trás das bibliotecas Python, existe uma camada de alta performance escrita em C++ e, para GPUs NVIDIA, em CUDA (uma extensão do C++). Essas linguagens são usadas para operações extremamente otimizadas (como multiplicação de matrizes) que permitem que o treinamento e a inferência (o uso) do modelo sejam rápidos o suficiente para serem práticos. É a linguagem das "engrenagens" da máquina;

  • Rust – tem tido um crescimento imenso desde 2025 por ser extremamente segura e rápida. É muito usada em infraestruturas de bancos de dados vetoriais (essenciais para a memória dos agentes de IA) e em frameworks como o Candle (da Hugging Face), que foca em eficiência extrema.

  • C#outra linguagem compilada e apesar de ser baseada em aspectos a linguagem C, não é exatamente uma derivação desta. Foi criada pela Microsoft para integrar a plataforma .NET (diz-se dot net) e otimizar a interoperabilidade de diferentes aplicações e tecnologias da empresa de Redmond. É hoje uma das linguagens mais poderosas para Back-end de alto desempenho e Jogos (Unity);

  • Swifté uma linguagem compilada, criada pela Apple com o objetivo de desenvolver aplicações para os sistemas operacionais da empresa. Embora tenha nascido a partir do Objective-C, é independente e não deve substituir a linguagem da qual se originou;

  • BASH/Shell – nascido para poder executar os comandos das linhas de comandos do sistema operacional o Shell e o Bash (Acrônimo para "Bourne-Again Shell"), tem por finalidade automatizar tarefas que exigiam várias operações manuais dos usuários sobre o sistema operacional.

A lista de linguagens, suas características, aplicações, histórias e curiosidades pode ser muito extensa, já que existem muito mais do que as que mencionamos até aqui. Este mesmo artigo feito 10 anos antes ou 10 depois, certamente daria destaque a outras linguagens que nem mesmo citamos aqui, já que a popularidade de cada uma é reflexo das necessidades e desejos momentâneos.

Conclusão

Pudemos entender o que é uma linguagem de programação, suas origens, para que servem, como e quando utilizá-las e que não há uma linguagem que seja a melhor, mais prática ou mais simples, mas aquela que cumpre um papel para um momento específico e de acordo com um resultado que esperamos. Linguagens são ferramentas da mesma forma que as diferentes que são usadas para construir uma casa.

 
 

 

 

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