Como resolver problemas de lentidão no PC

Seu PC ou notebook velhinho já não dá conta de fazer o trabalho ou te faz perder a paciência com os travamentos e a lentidão? Geralmente é quando você chega a conclusão de que é a hora de aposentá-lo e comprar um novo! É o que você faz e com o equipamento novo em mãos, pensa: “Quanta diferença! Deveria ter trocado antes”. Mas o tempo passa e logo aquele desempenho que você tinha, parece que já não é o mesmo. Eis que você pensa novamente: “Mas por que meu computador está lento novamente?”.

Se isso já aconteceu com você, é a hora de saber que você não é o único a acontecer este tipo de situação e quais as principais razões pelas quais o uso e o tempo podem afetar o desempenho do seu computador.

Antes de mais nada, é importante destacar que embora existam alguns problemas comuns a diferentes sistemas operacionais, a maior parte das situações que trataremos aqui, são relativas ao sistema operacional da Microsoft, cujo funcionamento e forma de administração dos recursos, diferem bastante de sistemas como Linux ou Mac Os.

Quais os principais motivos de lentidão do Windows?

É verdade que as versões mais recentes do Windows representaram um grande progresso em termos do consumo de recursos comparativamente às versões anteriores. O Windows 10, consegue comportar-se razoavelmente bem até mesmo em um hardware que foi concebido para as versões 7 e 8 do mesmo sistema operacional.

No entanto, o Windows ainda é célebre por ser um sistema operacional pesado em termos de exigências, o que se faz sentir no desempenho obtido quando temos lado a lado dois equipamentos iguais, mas de um lado o sistema da Microsoft e do outro, algumas distribuições Linux. A vantagem geralmente vai para o sistema do pinguim.

Configurações de Hardware

O ponto de partida para não se ter problemas de desempenho, é adquirir um hardware com configurações mínimas que as vezes devem ser superiores ao que as máquinas mais baratas oferecem. Mesmo que se realize operações muito básicas, como por exemplo, acesso à Internet, um computador com apenas 2 GB de memória RAM, certamente em algum momento apresentará lentidão.

Processadores mais fracos e, portanto, mais baratos, como por exemplo, a linha Celeron ou Pentium, prestam-se razoavelmente bem para edição de textos, planilhas, envio e recebimento de e-mail, vídeo em Full HD e navegação básica na Internet. Porém já há alguns sites que são capazes de levar estes processadores perto do seu máximo de desempenho, principalmente no caso do Celeron.

Sendo assim, o primeiro ponto a se observar, é adquirir um hardware um pouco mais robusto em termos de configurações. Atualmente o mínimo indicado, está acima do que a própria Microsoft apresenta como requisitos mínimos, já que esta indicação considera que o sistema é executado com tais requisitos, mas não é condizente com bom desempenho na execução de várias das atividades quotidianas de alguns programas mais robustos.

Mesmo que leve um pouco mais de tempo, considere a viabilidade de investir em uma máquina com no mínimo 4GB de RAM e processador Intel Core, sendo que o Core i3, atende bem a maior parte dos casos. Chips equivalentes em termos de desempenho, da AMD, podem ser a série A8 (notebooks) ou superior ou a série FX (desktop).

Registro do Windows

O registro do Windows, como nome faz supor, consiste de um arquivo de texto em que são registrados diversos parâmetros e informações que são utilizadas pelo sistema operacional para funcionar e para executar programas e aplicativos que nele são instalados.

Assim, por exemplo, a cada vez que você instala um novo programa no Windows, todas as informações relativas ao programa, como por exemplo, a pasta em que está instalado o programa, os parâmetros que devem ser usados para abertura do programa, tipos de arquivos que ele é capaz de manipular, eventuais drivers que ele possa requerer, entre outras informações, passam a constar do registro. Se por exemplo, há uma pasta de templates usados pelo programa, esta informação consta do registro.

Além disso informações como a personalização da interface do Windows, tipos de arquivos (extensões) e respectivos programas associados, posição e dimensão das janelas, programas que são inicializados junto com sistema operacional, licenças e chaves de instalação, fontes do sistema, senhas e uma série de outras informações, também fazem parte do registro.

Por esta razão a medida em que você utiliza Windows e faz modificações no sistema operacional, instala atualizações, instala e remove programas, personaliza o ambiente, o registro vai crescendo em tamanho. Quando da desinstalação de programas, muitas das informações que foram inseridas, permanecem contidas no registro.

Como o registro é utilizado desde o momento em que o sistema operacional é carregado e durante toda a sua operação, quanto maior for o registro, maior o tempo necessário para que o Windows localize as informações necessárias para o seu funcionamento e operação, como também de cada programa executado.

Logo que você termina de realizar uma instalação do Windows o registro tem apenas alguns megabytes de tamanho. Após dois ou três anos de uso por parte de um usuário que realiza muitas alterações no sistema, ele pode chegar a alguns gigabytes de tamanho.

Programas Instalados

Uma instalação de um programa no sistema operacional Windows, não representa apenas a inclusão de algumas entradas de texto no registro do Windows. Cada programa instalado pode representar algumas centenas ou milhares de arquivos a mais no sistema.

A primeira consequência desta ação, é o impacto no sistema de arquivos do Windows. Os arquivos relativos ao programa instalado, são gravados nas áreas livres do HD, sendo que se uma área livre não for suficiente para conter o arquivo por inteiro, ele será fragmentado em duas ou mais partes de acordo com a disponibilidade de áreas livres e seus respectivos tamanhos, para acomodar o tamanho total de cada arquivo.

Essa característica do sistema de arquivos do Windows, acarreta a chamada fragmentação do disco, fazendo com que a leitura e consequente o carregamento de todas as partes dos arquivos necessários para executar um programa, leve mais tempo do que um arquivo inteiramente gravado em uma área única.

O Windows 10 vem por padrão configurado para que seja executado um aplicativo de desfragmentação nativo, toda vez que o computador ficar inativo por um determinado tempo, mas em máquinas em que usuário a utilize de modo muito intenso ou ininterrupto, a desfragmentação automática não consegue fazer as modificações de modo a resultar em uma baixa taxa de fragmentação dos arquivos.

Outro ponto que algumas vezes interfere no desempenho do Windows, é o fato de que durante a instalação de determinados programas, eles alteram a inicialização do Windows de modo a fazer um pré carregamento ou mesmo um carregamento em segundo plano, para que o programa abra mais rapidamente quando for solicitado.

Isso de fato representa um ganho a cada vez que se inicializa o respectivo programa, porém se o programa não for utilizado, ele continuará consumindo memória e processamento bem como significará um maior tempo de inicialização do Windows.

Outro aspecto relacionado a instalação de programas, são os serviços e subserviços que muitos deles utilizam e que são executados em segundo plano, algumas vezes mesmo que não se utilize tais programas, consumindo assim memória e processamento também.

Drivers

Drivers são programas responsáveis por realizar a comunicação entre software e hardware. Por exemplo, quando você instala uma impressora, além dos programas associados a impressora, há os drivers responsáveis por fazer com que o documento produzido seja transmitido em uma linguagem que a impressora compreenda e possa realizar a impressão.

Há drivers para todos os componentes de hardware que precisam de comunicação com os softwares que você instala, como por exemplo o mouse, a webcam, o HD, o teclado, o pendrive, o cartão micro SD, etc.

Drivers antigos, desatualizados, ou inadequados, podem representar maior consumo de recursos bem como erros na sua inicialização. A cada vez que um erro na inicialização de um driver ocorre, o hardware pode não funcionar, acarreta erros, travamentos, falhas de comunicação com o sistema e maior tempo de execução, pois o Windows realiza algumas novas tentativas de carregamento, antes de exibir algum erro.

Eles também passam a constar no registro do Windows, além de apresentar o mesmo comportamento perante o sistema de arquivos, ou seja, contribuindo para a fragmentação destes arquivos no HD.

Atualizações do Windows

Na segunda terça-feira de cada mês, um conjunto de atualizações do Windows é liberada pela Microsoft. As atualizações são compostas por um conjunto de pacotes de arquivos, com o objetivo de melhorar alguns serviços, incluir outros inexistentes e corrigir falhas de segurança e outros tipos de falhas não críticas, do sistema operacional.

Assim como qualquer instalação de programas, elas também impactam no aumento do registro, na fragmentação de arquivos, bem como no aumento da execução de alguns serviços que são executados em segundo plano e durante a inicialização e funcionamento do sistema operacional.

Não bastasse isso, em alguns casos, uma atualização pode signiticar um ou mais serviços novos sendo executados em segundo plano e/ou na inicialização do Windows.

Atualizações de programas

Muitos dos programas que utilizamos costumam lançar atualizações periódicas, que assim como as atualizações do Windows, podem representar melhorias, novos recursos, correções de falhas gerais e de segurança.

Mas da mesma forma que no Windows, estas atualizações representam mais entradas no registro, mais arquivos sendo gravados e muitas vezes os novos recursos exigem mais memória e mais processamento.

Administração do Windows

Como qualquer sistema operacional, o papel do Windows é gerenciar ou administrar serviços e entende-se por tais serviços, softwares ou aplicativos responsáveis por determinadas ações, como por exemplo, o serviço que coloca em fila os documentos para impressão, operação como servidor, serviços de rede, subsistemas para fax e scanner, acesso remoto, entre outros.

A questão é que há de fato serviços que são fundamentais e necessários para o funcionamento correto de alguns programas que temos instalados no sistema operacional. No entanto, há serviços que são totalmente dispensáveis, mas que são inicializados junto com o sistema operacional e ficam residentes, consumindo memória e processamento.

No caso de hardware suficientemente robusto, tais programas não representam um consumo de recursos que possa comprometer o desempenho geral, porém nos casos em que o processamento e memória RAM são limitados, o consumo pode afetar o desempenho geral negativamente.

Conteúdo do usuário

Cada vez que pastas são criadas e nelas são gravados arquivos do usuário (textos, planilhas, fotos, vídeos, e-mails, etc), o registro do Windows bem como o sistema de arquivos e a fragmentação do HD, são afetados.

Desta forma a simples produção de conteúdo por parte do usuário, consiste de mais um fator que torna o sistema operacional mais lento, da mesma forma que a instalação de programas e atualizações.

Como resolver o problema de lentidão do Windows?

A proposta deste artigo é prioritariamente esclarecer porque o Windows e o desempenho do computador no qual está instalado, degradam com o passar do tempo.

Algumas das ações necessárias para minimizar os efeitos que o uso e o tempo podem trazer para o desempenho do ambiente como um todo, podem influenciar pouco no desempenho. Algumas podem ser mais efetivas do que outras, porém algumas podem significar até mesmo o não funcionamento adequado de alguns serviços, do próprio sistema operacional e até a perda de dados.

Outras ações podem gerar alguns resultados razoavelmente positivos através do uso de aplicativos destinados a limpeza do registro, otimização do disco, inicialização do Windows, entre outros. Todavia, ao contrário de alguns artigos que abordam o mesmo tema, nossa proposta não é promover software de terceiros e por esta razão não vamos indicar ferramenta “A” ou “B”.

Sempre que for realizar ações com objetivo de alterar configurações e parâmetros do sistema operacional, bem como dos programas e serviços nele instalados, tenha em mente que algumas ações podem trazer consequências negativas ao funcionamento e mesmo a integridade dos dados nele contidos.

Mantenha sempre backups atualizados dos dados críticos, toda vez que for realizar operações que envolvam mudanças na forma como os sistemas operam e particularmente se envolver os seus dados pessoais.

O mais indicado em muitos casos, é proceder com a formatação do sistema e reinstalação de todo conteúdo. Uma medida que favorece muito este procedimento, é ter pelo menos duas partições no HD, em que se mantém os dados em uma e o sistema operacional e programas na outra, de modo que quando se realiza o procedimento, não há que se preocupar com restauração de backup de conteúdo pessoal.

Embora seja o melhor método para restituição da condição anterior de desempenho de um sistema operacional, é necessário que o usuário saiba exatamente como proceder e que tenha acesso a tudo que é necessário para restituir à máquina à condição anterior à formatação e nova instalação do Windows e dos programas nele instalados.

Conclusão

O uso diário do Windows e tudo que envolve este uso, ou seja, atualizações, instalação de programas, configurações e atualizações do sistema operacional e a simples criação de conteúdo, faz com que sejam afetados aspectos como o registro do sistema operacional e o sistema de arquivos, bem como o “crescimento” do sistema em termos de aplicativos. Isso tudo somado, acarreta o aumento do consumo de recursos, trazendo como consequência, lentidão.