IoT: Saiba o que é internet das coisas e como funciona

Você sabe o que é internet das coisas? Acredite ou não, mas já estamos rodeados por dispositivos conectados a Internet e uns aos outros nesse exato momento — e talvez muitos de nós ainda não tenhamos percebido. Em 2016, o número de equipamentos ligados a web superou o número de pessoas no planeta. Incrível, não?

Desde os anos 2000, temos vivido um verdadeiro boom da Internet, que levou pessoas a se conectarem umas às outras ao redor do mundo. Mas hoje, graças a evolução vertiginosa que a tecnologia tem proporcionado, podemos afirmar que a Internet não conecta somente pessoas, mas sim tudo que nos rodeia, de gadgets a eletrodomésticos.

Com este artigo, vamos descobrir um pouco mais sobre o que é e como funciona a Internet das coisas. Continue a leitura!

Quando surgiu?

O termo IoT, do inglês Internet of Things, nasceu em 1999, quando o pesquisador britânico Kevin Ashton publicou um novo artigo com o título “As coisas da internet das coisas”. Neste artigo, Kevin discorre sobre a falta de tempo das pessoas na presente era moderna e sobre como dispositivos estão evoluindo para suprir esta lacuna, substituindo-nos e até automatizando certas tarefas que, de fato, não precisam do esforço humano.

Na prática, esses dispositivos conseguem nos auxiliar ao longo do dia, gerando informações, cumprindo atividades e nos acompanhando em nossos afazeres. Tudo isso "conversando" dentro de uma mesma rede por meio de diferentes protocolos. 

Mas, afinal, o que é IoT?

A Internet das coisas é formada basicamente por uma rede de objetos distintos como veículos, celulares, geladeiras e até mesmo prédios que são capazes de coletar, armazenar e transmitir informações, conectando-se online a outras redes, datacenters ou outros objetos / coisas.

IoT é um termo genérico que engloba tecnologias relevantes comercialmente há mais de uma década. Como exemplo, podemos citar o uso no rastreamento de veículos de uma frota e a digitalização de segmentos econômicos como energia, saúde e finanças.

De maneira mais direta, a IoT se refere a conexão que as máquinas estabelecem entre si como forma de coletar informação e nutrir o seu próprio sistema, fazendo com que sejam capazes de atuar autonomamente, tanto quanto possível e produzindo resultados que visam atender as necessidades e desejos humanos. 

Da mesma maneira que ocorre com o blockchain (tecnologia na qual se fundamenta o Bitcoin) e as criptomoedas no mercado financeiro, a IoT está mudando muita coisa em relação a operação das empresas. Essa conexão e interação entre dispositivos diferentes cria um leque variado de aplicações práticas que vamos acompanhar logo a seguir.

Quais as aplicações?

Setores dos mais distintos são impactados pelos inúmeros dispositivos de inteligência artificial interligados a tecnologias de IoT. A Internet das coisas está presente desde a logística de mercadorias de uma empresa até a segurança pública de cidades inteiras.

Por meio da IoT integrada a um serviço de GPS, é possível monitorar, em tempo real, todo percurso percorrido por uma frota de veículos, o que proporciona mais segurança e eficiência no transporte de insumos e mercadorias. Adiante, vamos demonstrar mais alguns exemplos práticos no uso da Internet das coisas.

Dispositivos vestíveis

Os wearables, conhecidos como "tecnologias vestíveis", reúnem os diversos equipamentos eletrônicos com processador próprio e que podem ser usados como acessórios ou diretamente em peças de roupa.

As populares pulseiras inteligentes são o ícone deste segmento, sendo muito utilizadas para o monitoramento da saúde (o Lifeband Touch da LG sendo o exemplo mais famoso). Esses gadgets entregam diferentes recursos e informações para o usuário, como contador de passos e distância percorrida, tempo, batimentos cardíacos e temperatura do corpo.

Na mesma linha, outros gadgets foram desenvolvidos para processamento de pagamentos — como as  pulseiras eletrônicas que autorizam transações pela simples aproximação, sendo gerenciados por meio de um aplicativo. 

Os famosos óculos de realidade aumentada do Google são mais um exemplo desta família de vestíveis, que são úteis ou no mínimo interessantes. Juntamente com outros aplicativos, é possível realizar chamadas, ativar microfone e câmera, ver a previsão do tempo e usar o GPS por meio dos óculos.

Monitoramento da natureza

Você já deve ter visto, em documentários na televisão, diferentes animais raros ou ameaçados de extinção recebendo microchips para serem monitorados a distância. Pois bem: esse é um exemplo do uso da tecnologia de IoT. O mesmo princípio pode ser aplicado a diferentes situações para monitoramento de reservas, parques, rios, fauna e flora, através de câmeras que captam imagens do ambiente e as enviam para um centro de processamento e armazenamento, onde os dados colhidos são avaliados.

Automação residencial

A casa do futuro dos Jetsons também já não mais um exercício do imaginário. Sistemas de automação residencial permitem que eletroeletrônicos conversem entre si, possibilitando controle de temperatura ambiente, sistemas de segurança e a automatização de portas, janelas e portões. A sua casa pode reagir a sua presença adequando-a conforme suas preferências.

Já imaginou chegar do trabalho e sua música de relaxamento favorita começa a tocar ao fundo, no volume ideal, enquanto uma banheira quente e espumante já te espera em sua suíte? Esse é um dos luxos cada vez mais comuns em residências “inteligentes".

Marketing e publicidade

Por meio de dispositivos que colhem informações das pessoas em diferentes locais (sua casa, carros e até do seu próprio corpo), uma massa de dados é gerada e pode ser usada como ferramenta de inteligência de mercado para traçar perfis de clientes. Com um público-alvo bem desenhado, munidos de informações sobre gostos, hábitos e preferências, é possível traçar estratégias de Marketing direcionadas e muito mais eficazes.

Dispositivos como os beacons, que reconhecem aparelhos dentro de estabelecimentos, também podem ser usados como complementos a esta estratégia. Esse é o futuro do Marketing, que manifesta-se em anúncios patrocinados do Google e Amazon, baseados nas preferências de usuários.

Saúde

Assim como os dispositivos que monitoram as atividades físicas, muitos dispositivos também são capazes de captar dados relacionados à saúde da pessoa. Medição da pressão sanguínea e monitoramento dos batimentos cardíacos podem estar conectados diretamente com planos de saúde ou centros hospitalares.

A grande vantagem dessas ferramentas é o fato de o acompanhamento do paciente não precisar ser feito por apenas uma única pessoa, e sim pelo próprio hospital ou serviço de seguro de saúde, em tempo real e de acordo com as rotinas quotidianas dos pacientes. 

Gerenciamento de cidades

Cidades inteiras podem se beneficiar do uso de sistemas inteligentes e a Internet das coisas. Sinais de trânsito conectados a um centro de controle podem proporcionar melhor fluidez em horários de pico.

A segurança pública pode ser beneficiada por meio do uso de câmeras de monitoramento conectadas juntamente à tecnologia de visão computacional, podendo combater situações de crise de forma preventiva ou ostensiva.

Os sinais de trânsito inteligentes são apenas um exemplo. Imagine o centro de uma metrópole onde o sistema de semáforos se adapta a demanda sem o auxílio de pessoas. Cada sinal assiste a sua rua e, dentro do sistema, trabalha para que o fluxo de veículos flua de maneira eficiente.

Os carros autônomos baseados na mesma tecnologia, como os desenvolvidos por empresas como Uber e Google, já estão em fase de testes e representam o futuro de um trânsito mais seguro.

Como observamos ao longo do artigo, a utilização eficaz de tecnologias como a IoT permite que empresas encontrem inúmeras vantagens para os seus negócios, como integrar setores, avaliar métricas e criar novos produtos/serviços. Essa possibilidade de desenvolver novas formas de atuação e novas maneiras de pensar também acaba por abrir o caminho para o surgimento de inovações.

E você, leitor, o que achou disto tudo? Conseguiu entender um pouco mais do conceito de internet das coisas? Deixe o seu comentário no post e enriqueça esse artigo, contando sobre as suas impressões ou mesmo deixando alguma dúvida sobre o tema.